Com aceno de Bolsonaro a Guedes, Ibovespa fecha em alta nesta terça (28)

28 de abril de 2020 - Por

Com aceno de Bolsonaro a Guedes, Ibovespa fecha em alta nesta terça (28)

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Esse texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +3,93% (81.312 pts)

Dólar: -2,53% (R$ 5,51)

Casos de coronavírus: 68.894 confirmados e 4.739 óbitos (fonte: Ministério da Saúde)*

Resumo:

  • Ibovespa fecha em alta com otimismo nas bolsas internacionais;
  • Bolsonaro congela programa Pró-Brasil e faz as pazes com Guedes, aumentando ânimo do mercado financeiro;
  • SP registra alta de 12% no número de mortes por COVID-19 em 24 horas;
  • Brasil deve sofrer retração econômica de 5,2% em 2020, segundo Moody’s;
  • seguro-desemprego tem 200 mil pessoas em espera após coronavírus.

Os agentes do mercado financeiro respiram relativamente aliviados nesta terça-feira (28) com demonstrações de que a crise entre o presidente Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, ministro da Economia, está passando.

A principal fonte da desavença foi o programa Pró-Brasil – que pretende recuperar o País dos impactos causados pelo coronavírus por meio de geração de emprego e obras de infraestrutura –, agora congelado.

Conforme informamos nos últimos resumos, a saída do ex-juiz Sérgio Moro do ministério da Justiça e Segurança Pública, na última sexta (24), fez com que o mercado financeiro também questionasse se o ministro da Economia Paulo Guedes deixaria seu cargo – especialmente depois da tensão causada pelo programa criado pela ala militar do governo sem a participação da equipe econômica.

Outro fator que ajudou a Bolsa a fechar positiva foi o cenário internacional, que refletiu a expectativa de abertura parcial e gradativas de economias ao redor do globo. Em outras partes do mundo, a contaminação pelo coronavírus começa a desacelerar, permitindo esta reabertura.

O mesmo fenômeno positivo não está se repetindo no Brasil, tampouco nos Estados Unidos. Por aqui, o vírus segue se espalhando em ritmo acelerado – São Paulo teve alta de 12% no número de mortes por COVID-19 em 24 horas. Os EUA alcançaram o número de 1 milhão de infectados, respondendo por um terço dos contágios no mundo.

Brasil deve sofrer retração econômica de 5,2% em 2020, segundo Moody’s

A Moody’s, uma das maiores agências de classificação de risco de crédito do mundo, revisou suas estimativas para a economia de diversos países neste ano, desta vez incluindo o impacto da pandemia do coronavírus.

Coronavírus afeta economia brasileira

A nova projeção apontou que a economia do Brasil deve contrair 5,2% em 2020, seguida de uma expansão econômica de 3,3% em 2021.

Os números são menos animadores para outros países da América Latina: contração de 6% na Argentina e 7% no México este ano. Já em 2021, estes países teriam crescimento de 2,5% e 2,2%, respectivamente.

Os Estados Unidos também sentirão o impacto do COVID-19 na economia: a Moody’s espera retração de 5,7% neste ano e crescimento de 4,5% ano que vem.

Por que você precisa saber? Sempre que comentamos uma expectativa de recessão, procuramos deixar claro que, apesar de parecer um número distante, a economia de um país é composta por todos seus cidadãos. Desta forma, quando há retração no PIB, podemos dizer que todos os habitantes sofrem, direta ou indiretamente, especialmente os mais pobres.

200 mil pessoas esperam para solicitar seguro-desemprego após coronavírus

O grande número de demissões decorrentes da crise causada pelo coronavírus fez com que 200 mil benefícios de seguro-desemprego ficassem represados – ou seja, estes trabalhadores demitidos não conseguiram pedir o auxílio –, segundo informações do Ministério da Economia divulgadas nesta terça-feira (28).

Segundo a pasta, o que dificultou o acesso dos trabalhadores ao seguro-desemprego foi o fechamento de postos do Sistema Nacional de Emprego (Sine) durante a crise. Logo, apesar de aptos a receber o valor, muitos não conseguiram fazer a solicitação.

Este, que é o primeiro indicador oficial sobre o mercado de trabalho desde o início da crise financeira provocada pelo COVID-19, acabou distorcido pelos represamentos. De acordo com o ministério, na primeira quinzena de abril, houve 267 mil pedidos de seguro-desemprego – uma retração de 13,8% em comparação com o mesmo período de 2019.

Na prática, sabe-se que este percentual não representa a queda do desemprego no País, apenas a dificuldade dos trabalhadores em obterem o benefício.

Por que você precisa saber? A dificuldade de solicitar o benefício pessoalmente também reflete os percalços que os estados estão enfrentando para manter órgãos abertos, visto que boa parte do represamento se deu pelo fechamento de postos do Sine. Em nota para a Folha de S. Paulo, o governo ressaltou que é possível solicitar o auxílio pela internet.

*Até o fechamento do texto

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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