Com reforma tributária e privatizações em vista, Bolsa renova máxima desde março

17 de julho de 2020 - Por

Com reforma tributária e privatizações em vista, Bolsa renova máxima desde março

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +2,32% (102.888 pontos)

Dólar: +1,10% (R$ 5,38)

Casos de coronavírus: 2.021.834 confirmados e 76.997 mortes*

Resumo:

  • Falas de Guedes fazem Bolsa se descolar do exterior e renovar máxima desde março;
  • Estados Unidos registram mais de 70 mil casos de coronavírus em 24 horas pela primeira vez;
  • Brasil ultrapassa marca de 2 milhões de infectados pela COVID-19;
  • atividade do comércio cresce 16,5% em junho, mostra Serasa Experian;
  • taxa de desemprego é a maior registrada desde o começo de maio, diz IBGE;
  • Auxílio Emergencial: governo divulga calendário de novos pagamentos.

Enquanto as bolsas do globo amargavam perdas, esta sexta-feira (17) foi dia de o Ibovespa repercutir positivamente falas do ministro da Economia, Paulo Guedes. Ele afirmou que entregará um projeto de reforma tributária ainda na próxima semana e a promessa pegou tão bem que o principal índice da Bolsa brasileira chegou aos 102.811 por volta das 15h, em um descolamento total do desempenho do exterior e renovando máxima registrada desde 4 de março.

Além disso, Guedes também afirmou que pretende anunciar quatro “grandes” privatizações. Com isso, as ações da Eletrobras – uma das principais empresas na fila de venda – dispararam 14,69%, impulsionando a Bolsa.

Desta forma, o Ibovespa acumulou +2,85% na semana, enquanto o dólar teve alta acumulada de 1,12% no mesmo período.

As notícias que adoçaram o paladar do mercado financeiro brasileiro livraram o Ibovespa das perdas que aconteceram no exterior, que ainda vive clima de cautela por conta do alastramento do coronavírus nos Estados Unidos. Pela primeira vez, o país superou a marca de 70 mil novos infectados em 24 horas, batendo seu próprio recorde.

O aumento constante no número de casos nos EUA diminui as expectativas de uma retomada econômica rápida ainda este ano, uma vez que há a expectativa de que novas medidas de isolamento social sejam tomadas para conter o avanço do vírus. De acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, que está monitorando casos no mundo inteiro, o total de casos confirmados nos Estados Unidos já ultrapassou 3,576 milhões.

Por aqui, o Brasil ultrapassou a marca de 2 milhões de casos confirmados. Foram 1.299 óbitos em 24 horas, elevando a média móvel de novas mortes dos últimos 7 dias para 1.081 óbitos – a maior pelo quarto dia consecutivo.

Com reforma tributária e privatizações em vista, Bolsa renova máxima desde março

Atividade do comércio cresce 16,5% em junho, mostra Serasa Experian

O Indicador da Serasa Experian que mostra o desempenho da atividade do comércio registrou alta de 16,5% – a segunda alta mensal consecutiva já considerando os ajustes sazonais. Este crescimento aconteceu em todos os segmentos analisados, sendo que a maior alta na relação mensal ficou com o setor de Móveis, Eletrodomésticos, Eletrônicos e Informática (29,2%).

Já o segundo lugar ficou com Tecidos, Vestuário, Calçados e Acessórios (24,5%), e o terceiro, com Material de Construção (23,9%). Em seguida estão Combustíveis e Lubrificantes (21,6%); Veículos, Motos e Peças (15,3%); e Supermercados, Hipermercados, Alimentos e Bebidas (3,1%).

Taxa de desemprego é a maior registrada desde o começo de maio, diz IBGE

Dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que o desemprego voltou a crescer, fazendo a taxa de desocupação atingir o maior percentual em dois meses.

Segundo o IBGE, 12.428 milhões de pessoas estavam desempregadas na quarta semana de junho – 675 mil a mais que na semana anterior. Se comparar à primeira semana de maio, o montante de pessoas sem emprego no Brasil aumentou em aproximadamente 2,6 milhões de pessoas, o que representa alta de 26% no período em sete semanas.

Desta forma, a taxa de desemprego alcançou 13,1%, a maior registrada desde o começo de maio (10,5%).

Auxílio Emergencial: governo divulga calendário de novos pagamentos

Nesta sexta-feira, o Ministério da Cidadania divulgou o calendário de novos pagamentos do Auxílio Emergencial. Ao contrário do que havia sido divulgado anteriormente, as últimas parcelas não serão divididas mas, sim, pagas do mesmo jeito que as anteriores. No entanto, o calendário de pagamentos vai se estender até o final do ano para quem foi aprovado por último.

Além disso, o novo calendário altera a data de liberação para saques e transferências da última parcela já paga dos benefícios.

O portal G1 reuniu os calendários dos lotes 1 a 5, confira aqui.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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