Como aproveitar a retomada do mercado imobiliário para ganhar dinheiro

Como aproveitar a retomada do mercado imobiliário para ganhar dinheiro

Apesar de mais lenta do que o esperado, a retomada do crescimento econômico promete bons ventos para diversos setores da economia, inclusive o mercado imobiliário. Esse setor vem de uma forte baixa desde 2014, mas agora ensaia retomada. Essa pode ser uma boa notícia no cenário como um todo, mas também é um alerta para a consumidora final – ou seja, você.

O mercado imobiliário está pegando carona com os demais setores. “Sendo esse um importante ramo da economia, que reage de forma significativa às altas de demanda, ele também deve refletir essa melhor perspectiva econômica”, diz Juliana Inhasz, professora de economia da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP).

Quando a demanda aumenta, quem também cresce? Sim, os preços. E é aqui que entra o alerta – especialmente para as empreendedoras que dependem do aluguel de espaços comerciais, que ficarão mais concorridos com a retomada. Mas há quem saia ganhando, como as investidoras de fundos imobiliários e até quem deseja comprar a casa própria.

A hora de investir é agora

Como a retomada econômica ainda é lenta, o mercado imobiliário está se reaquecendo aos poucos. Porém, isso é temporário. “Os preços caíram nos últimos três anos, mostrando mais recentemente uma leve reversão. Isso indica que já chegamos ao fundo do poço e, a partir daqui, começaremos uma nova fase de ajustes para cima”, alerta Nelson Parisi Junior, economista e presidente da Rede Imobiliária Secovi.

Ou seja, essa é a hora para investir em imóveis, comprar a casa própria e, se você for empreendedora, procurar um novo cantinho para seu negócio – antes que os preços subam novamente. Vamos explorar estes universos a seguir, veja com qual você se identifica mais e anote as dicas dos especialistas.

Sou empreendedora

Para Juliana, a retomada da economia deve vir de um aumento da capacidade produtiva. Ou seja, provavelmente, comerciantes, firmas e afins devem procurar espaços para aumentar sua produção e crescer – ou, pelo menos, voltar ao nível de atividade anterior à crise.

“Quando há novos negócios surgindo e a economia está aquecida, imóveis comerciais como conjuntos, salas e lojas são mais procurados e têm seu preço mais afetado”, comenta Luciana Maia Campos Machado, coordenadora dos cursos de graduação em Administração, Processos Gerenciais e Gestão Financeira da Faculdade Fipecafi.

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Ou, seja, se você quiser expandir seu negócio e alugar um novo espaço, ou renegociar o aluguel do lugar que você já ocupa, a hora é agora, antes que os preços subam. O Índice FipeZap Comercial – que acompanha o preço médio de conjuntos e salas comerciais de até 200 m² em 4 municípios brasileiros – registrou queda no preço médio de locação (-0,22%) em fevereiro de 2018.

“Essas empreendedoras devem, sim, negociar, tentar condições melhores para a locação de imóveis, aproveitando que a economia tem se recuperado em uma velocidade muito menor do que a esperada. Talvez elas tenham melhores condições de barganhar preços”, aconselha Juliana.

Quem tem seu negócio em conjuntos comerciais terá maior margem de negociação, graças aos co-workings e ao home office, que trazem maior vacância a esses imóveis. “Isso pode gerar redução de preços no curto prazo”, complementa Junior.

Invisto em imóveis e/ou fundos imobiliários

Sempre falamos por aqui que o melhor momento para investir em ações é quando elas estão em baixa, assim, você pode ter ótimos rendimentos quando elas subirem – claro, desde que elas sejam de empresas idôneas e com perspectivas de crescimento. O mesmo raciocínio vale para o atual momento do mercado imobiliário.

Há tempos esse setor sofre com a crise – e os preços continuam baixos –, mas a promessa é de que agora ele cresça. Junta-se a isso a queda da Selic, que está em 6,5%, o que diminuiu a atratividade de investimentos de renda fixa, e temos um ótimo cenário para quem deseja e tem perfil para investir em imóveis e/ou fundos imobiliários. Se você não sabe qual é melhor para você e quer aprender como investir, clique aqui.

Para Juliana, investimentos em imóveis devem ser vistos com cuidado. “A perspectiva é de que os imóveis valorizem e que os aluguéis subam de maneira discreta. Nesse caso, é importante que a investidora analise as condições do imóvel, veja quais custos terá com a aquisição e eventual manutenção ao longo do tempo – considerando também a perspectiva de reversão desse cenário de alta e possibilidade de queda de preços – e compare com os ganhos que seriam obtidos em investimentos em renda fixa ou afins.”

Já quem prefere os fundos imobiliários pode apostar naqueles com imóveis comerciais em sua carteira, já que o reaquecimento da economia fará esse setor se movimentar. “A BMF&BOVESPA divulga o IFIX, um Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários proveniente de uma carteira teórica de ativos do segmento. O IFIX está, neste momento, em seu maior pico histórico desde sua criação em 2012. Quem já está no mercado está conseguindo rentabilidades atrativas e, para aquelas que ainda desejam investir, pode ser um bom momento”, observa Luciana.

Lembre-se de procurar uma boa consultoria financeira para lhe auxiliar.

Quero comprar a casa própria

“Com a redução das taxas de juros, o financiamento imobiliário se torna uma excelente ferramenta para viabilizar a casa própria”, afirma Junior. A Selic em 6,5% incentivará mais pessoas a realizarem o sonho de um teto todo seu e, conforme a demanda cresce, os preços também subirão.

Essa é uma decisão que deve ser muito bem pensada, mas, se você já tem uma boa grana de entrada e se planejou, essa é a hora de aproveitar enquanto os preços ainda não subiram.

Sabe-se que o ideal é comprar à vista, mas isso não é possível na maioria dos casos. “Então, sugiro que a entrada seja a maior possível, reduzindo o saldo restante a ser financiado. Além disso, é importante que as investidoras procurem melhores condições de financiamento, com taxas menores e financiamento no menor tempo possível”, finaliza Juliana.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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