Como conseguir seu dinheiro de volta se o banco quebrar

25 de fevereiro de 2016 - Por

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Diante do momento de crise que o país está vivendo, é importante saber como agir caso o seu banco declare falência para não perder dinheiro em conta corrente nem investimentos. No Brasil, quem tem vínculo com instituições financeiras reconhecidas pelo Banco Central conta automaticamente com o Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Caso o banco quebre, a cobertura da conta corrente e de alguns tipos de investimentos será dentro do limite de R$ 250 mil.

Segundo o diretor jurídico do FGC, Caetano Vasconcellos, é importante entender a função da instituição, que trabalha sem fins lucrativos. “Não fazemos empréstimos, financiamentos e nenhuma operação bancária. Apenas administramos a garantia de receber o dinheiro investido de volta, caso o banco venha à falência”.

O Finanças Femininas tirou as dúvidas mais frequentes sobre o FGC e te deixa preparada para qualquer surpresa.

Como saber se sua conta está protegida:

Segundo Vasconcellos, ao contrário de outros países, o Fundo Garantidor é obrigatório para as instituições financeiras. Logo, assim que você abre uma conta no banco, já possui a garantia de devolução do saldo, caso este banco quebre.

“Cobrimos as modalidades de investimento básico”, explica o diretor. “Depósitos e saldos em conta corrente ou poupança, CDBs, letras de câmbios em financeiras, letras imobiliárias e hipotecárias, LCI e LCA”.

Ele esclarece ainda que a garantia é para cada conta bancária – e não para cada CPF. Ou seja, se você tem contas em dois bancos diferentes, estará garantida em cada uma delas.

Quanto você recebe em caso de quebra de banco:

O FGC garante a todos os clientes o reembolso de até R$ 250 mil. Qualquer valor abaixo deste patamar será devolvido. Se o valor ultrapassar o limite, o cliente do banco receberá somente os R$ 250 mil.

A única ressalva é para contas conjuntas: em caso de falência do banco, o saldo é dividido pelo número de co-titulares. “Então, se três co-titulares administram uma conta com R$ 300 mil, cada um está garantido em 100 mil”, explica Vasconcellos.

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É importante também fazer um alerta para quem tem investimentos elevados. Tendo em vista a cobertura com o teto de R$ 250 mil, aquela recomendação para diversificar as aplicações torna-se ainda mais relevante. Por exemplo, se você investe R$ 250 mil em uma só aplicação, o FGC não garante a recuperação dos seus rendimentos, pois o valor aplicado já atinge o limite da cobertura. Neste caso, vale dividir entre algumas aplicações de bancos diferentes de até R$ 200 mil – assim você está garantida para receber tanto o principal quanto os juros.

Leia também: Quais investimentos são mais adequados para 2016

Não há garantias para os investimentos públicos:

Vasconcellos alerta: o Tesouro Direto e outras modalidades de investimentos ligadas ao Governo Federal não estão vinculadas ao FGC.

“O Tesouro Direto tem sido muito procurado pela facilidade de comprar títulos pela internet e por render mais em comparação a poupança. No entanto, ao aderir ao Tesouro, o consumidor deve estar ciente do risco que está assumindo”, diz o diretor.

O banco quebrou. E agora?

De acordo com Vasconcellos, o anúncio da quebra de um banco é realizado pelo site oficial do FGC. Depois, a cliente recebe uma correspondência no endereço cadastrado na instituição liquidante convidando-a a comparecer em um outro banco – geralmente próximo de onde a conta era mantida – para receber a quantia que possui.

“Depois que o banco quebra, o prazo é de 15 a 30 dias para recebermos as informações. Exceto quando se trata de fraude, quando é necessário mais cuidado na apuração e envio das contas”, diz Vasconcellos. Com os dados dos clientes em mãos, a correspondência chega entre sete e dez dias.

Então é só comparecer ao banco com um documento de identificação e escolher como prefere retirar a quantia: via depósito em alguma outra conta ou saque à vista.

Vale lembrar que, dependendo do valor, pode ser necessário esperar para realizar o saque. “Hoje, o Banco Central limita a circulação de dinheiro no caixa, então se a quantia a ser resgatada for muito alta, será necessário um aviso prévio para a liberação do saque pela gerência”, justifica Vasconcellos.

Se você estranhar a demora para receber a carta, entre em contato diretamente com o FGC pela aba “fale conosco” no site da instituição. A organização será uma intermediária entre você e o banco que faliu.

Vale então uma recomendação da equipe do Finanças Femininas: na hora de escolher um banco para guardar e investir o seu dinheiro, opte por instituições maiores e tradicionais – ainda mais em tempos de crise. Os bancos menores oferecem maiores rendimentos, mas o risco também é maior. Apesar de você ter a garantia do FGC, caso aconteça algo, você não vai querer ficar esperando o dinheiro cair na sua conta para poder dormir tranquila.

Fotos: Shutterstock

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Karoline Gomes

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