Como enfrentar os preços surreais?

23 de janeiro de 2014 - Por

Rio Surreal/reprodução internet

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Dia de compras, você leva sua listinha para o supermercado, coloca no carrinho os itens básicos, mas acaba deixando para trás alguns produtos que sempre costumava levar. O motivo? O preço nas alturas! Horário de almoço, você escolhe um self-service e monta um prato variado, mas sem exageros. Carne, um pouco de salada, arroz e feijão. Na hora de colocar o prato na balança, o coração dá até uma acelerada. O preço do quilo subiu e você nem tinha reparado.

Pelo menos uma das situações descritas acima aconteceu contigo recentemente? Se a resposta for sim, você faz parte de um crescente grupo de brasileiros indignados com a alta dos preços no país. A revolta com os valores inclusive tem gerado uma corrente nas redes sociais a favor do boicote de preços abusivos.

Patrícia Kalil/divulgação

O movimento tem sido mais intenso no Rio de Janeiro, a página do facebook já contava com mais de 115 mil likes até a conclusão deste post. Apesar da cidade normalmente passar por uma fase de aumento dos preços no período de alta temporada, neste ano a alta dos valores parece estar passando dos limites. Membros da página “Rio $urreal – Não pague” relatam que um estacionamento na região da Lapa mudou o preço da diária de R$ 13,00 para R$ 30,00 de outubro para dezembro, ou seja, aumento de 130% em apenas dois meses. Uma outra colaboradora tirou a foto de um cardápio em que um cachorro-quente custava R$ 42,90!

Além dos alertas quanto aos preços elevados, as pessoas aproveitam para dar dicas de como aproveitar o verão gastando menos. Uma voluntária do grupo, por exemplo, contou que comprou uma garrafa de xarope de groselha por R$ 5 e fez mais de 20 sacolés para o filho, uma maneira de refrescar e divertir a família sem pagar um absurdo por isso.

como lidar com preços surreais

Mobilização

Em todas as capitais que estão aderindo o movimento, a intenção é relatar e publicar fotos de estabelecimentos que estejam abusando dos preços. A mobilização social é uma das ferramentas eficiente para acender um sinal de alerta e impor limites na escalada de preços.

É comum vermos justificativas indicando os níveis de emprego e renda dos brasileiros para respaldar as altas, bem como a inflação gerada pela expectativa da Copa do Mundo, evento que deve trazer milhares de turistas ao país. Mas a realidade é que o custo de vida parece estar subindo além do que os brasileiros podem pagar. Retrato disso é o último levantamento do nível de endividamento, o qual apontou que, em janeiro, cerca de 63% das famílias estavam comprometidas com dívidas.

Sendo assim, nada mais justo do que batalhar por preços mais razoáveis, não é mesmo?!

Confira abaixo as capitais que estão participando do movimento por preços mais baixos.

– Rio de Janeiro – Rio $urreal – Não Pague

– Belo Horizonte  – BH $urreal – Não Pague

– São Paulo – Sampa $urreal – Não Pague, Boicota SP e SP Honesta

– Curitiba – Curitiba Honesta

– Brasília – Brasília $urreal – Não Pague

– Porto Alegre – Porto Alegre Honesta

– Salvador – Salvador Honesta

– Recife – Boicota Recife

 

E você, como vem enfrentando a alta de preços? Conte-nos a sua experiência!

 

 

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Karina Alves
Jornalista e editora de conteúdo do Finanças Femininas. Já trabalhou em jornais impressos, online, rádio e com produção. Tem fascínio pela junção entre economia e psicologia, procura explorar cada vez mais esse universo e busca usar esse aprendizado para ajudar as pessoas a levarem uma vida financeira mais saudável! Contato pelo karina@financasfemininas.com.br

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