Como eu Cortei Logo o consumismo da minha vida

20 de março de 2017 - Por

atroveram

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*Post patrocinado por Atroveran

Fui convidada pela Atroveran para contar como consegui cortar um comportamento ou hábito que acabava me fazendo sofrer, e na hora pensei no consumismo. Sabe aquela coisa de sair passando o cartão a cada impulso que surge? Pois bem, eu era dessas. Todos os desejos de consumo tinham que ser atendidos imediatamente – e, para facilitar, eu saía parcelando todas as compras.

Parar para somar tudo o que eu estava gastando? Eu não via motivo – não queria ter que ficar lidando com a fatura do cartão. Quando eu falo que este comportamento pode ser super danoso, eu sei bem do que estou falando: já passei por isto na pele.

Foi uma época difícil: eu ganhava bem, mas detestava meu trabalho. Então a justificativa era óbvia. A cada desejo de consumo, uma única resposta: “é para isso que eu trabalho”. Outra variação também era bem frequente: “eu mereço!”. Pois é, eu merecia mesmo tudo aquilo – só não merecia a fatura no fim do mês.

Depois de alguns meses – poucos, ainda bem – eu vi que estava torrando as minhas economias com bolsas, sapatos, blusas e saias. Eu não cheguei a cair no vermelho pois tinha conseguido juntar um certo colchão financeiro, mas ele estava indo embora em uma velocidade assustadora.

E o pior: tudo o que eu comprava era descartável. Tudo. Eram peças de roupa de moda, daquelas que você vê em diversos sites e blogs e vai se achar o último dos seres se não tiver uma igual. Nenhuma daquelas compras ficou: a maioria das roupas foi doada, muitas até com etiqueta.

Eu tive que parar para observar o meu comportamento. O que estava me levando a gastar dinheiro daquele jeito? A não fazer conta nenhuma? Ao olhar para dentro, vi que havia uma grande infelicidade com a minha carreira. Gastar rios de dinheiro em ecommerces no meio do dia não ia preencher aquele buraco.

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Foi neste momento que começou a minha busca por um projeto profissional diferente. A ideia de montar o Finanças Femininas nasceu logo depois. Mas para isso, logo vi que iria precisar não só de dinheiro para montar o site, mas também para me bancar até que o site começasse a faturar bem.

Ao encontrar a fonte do meu problema e definir um objetivo claro, parar de consumir com besteira foi muito mais fácil. Eu não precisava de mais uma bolsa – eu queria era ver o meu negócio crescer e florescer. Com uma motivação clara, fica muito mais fácil abrir mão de certos impulsos que antes pareciam inegociáveis.

Com isso, eu dei um #cortalogo nessa situação e as sacolas e mais sacolas das minhas compras online pararam de chegar em casa. O objetivo era claro: o meu site tinha que dar certo. Logo começaram a chegar os primeiros depoimentos de leitoras que encontraram apoio nos nossos posts. E aquela gana de comprar, de ter todas as novidades, foi sumindo. Não digo que nunca mais gastei com besteira, nem que não adore fazer compras: eu apenas fiz com que este prazer passasse a ter um tamanho adequado, dentro de todas as outras prioridades da minha vida.

Fotos: Shutterstock

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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