Como fazer os melhores investimentos em ano de eleições

25 de maio de 2018 - Por

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Ano de eleições não é atribulado apenas para a política – a economia também sofre, e muito, com tanta incerteza. Com isso, encontrar os melhores investimentos pode ser um desafio, especialmente para investidoras com pouca prática.

De acordo com economistas, diversos fatores mostram que teremos um cenário de muita volatilidade, que fica ainda pior se considerarmos a maneira que o Brasil está conduzindo sua política e a incerteza sobre os candidatos.

“Os investimentos refletem essa incerteza, com ativos ora valorizando ou desvalorizando”, comenta Eleonora Braude, planejadora financeira certificada pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros.

Quando falamos em volatilidade, falamos também em instabilidade. Então, você vai precisar de muita racionalidade e calma na hora de escolher seus investimentos. Nessa matéria sobre os melhores investimentos para 2018, falamos de algumas opções.

Porém, não pense que você vai poder se dar ao luxo de colocar toda sua grana em um lugar só. Diversificar investimentos é o segredo para não apenas rentabilizar mais, mas também proteger seu patrimônio de crises, oscilações e riscos.

A Carol Sandler ensina como fazer nesse vídeo. Confira!

Como ter uma carteira com os melhores investimentos nas eleições

“Geralmente, quando observamos candidatos com uma forte agenda econômica e um plano de governo bem recebido pelo mercado, os ativos de renda variável tendem a reagir positivamente. Já quando o cenário é muito incerto, a renda fixa costuma prosperar porque o mercado começa a buscar mais segurança.”

Ou seja, fique de olho nas propostas de cada candidato, acompanhe as pesquisas de opinião, devore os noticiários e vote consciente – seu dinheiro também depende disso!

Ao contrário do que se imagina, não é preciso ter uma bolada para diversificar os investimentos. No entanto, você precisa entender bem qual é seu perfil de investidora, quais são seus objetivos com o dinheiro, as características das aplicações disponíveis e o cenário da economia nacional. Parece muita coisa? Calma que vamos te ajudar!

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De acordo com Carol Sandler, fundadora do Finanças Femininas, você precisa responder a cinco questões antes de escolher seus investimentos:

  1. Qual é o meu objetivo para este investimento? – Você quer fazer um fundo de emergência ou poupar para a aposentadoria? Isso faz muita diferença na hora de definir o investimento correto para você.
  2. Qual é o prazo que tenho para realizá-lo? – 6 meses? 2 anos? 30 anos?
  3. Quanto dinheiro tenho disponível? – Muitas aplicações possuem um valor mínimo de investimento inicial.
  4. Quanto a aplicação custa? – Quais são as taxas? Tem cobrança de IR?
  5. Qual pode ser o retorno?

É normal que você tenha sonhos de curto prazo (uma viagem, por exemplo), médio (comprar um carro) e longo (ter uma aposentadoria tranquila). Sendo assim, sua carteira de investimentos deve refletir a multiplicidade dos seus objetivos. Para o curto prazo, são boas opções Tesouro Selic e poupança; médio prazo, CDBs e LCIs; longo, Tesouro IPCA+ e, para quem tem perfil arrojado, renda variável em geral.

Será que a Ariel investia tão bem quanto sonhava acordada?

Se o seu dinheiro estiver espalhado por essas aplicações, ele estará mais protegido das possíveis oscilações causadas pelo período eleitoral.

Nessa matéria você vê mais orientações da Carol para escolher os melhores investimentos. Outra dica valiosa é usar a tecnologia a seu favor: existem diversos aplicativos que comparam rentabilidade, taxas, liquidez e outras características de investimentos de renda fixa e variável, como o Renda Fixa e o Yubb – conheça-os aqui.

Renda variável está liberada?

Desde que você tenha o perfil – ou seja, sangue frio e tolerância a perdas – e isso condiga com seus objetivos pessoais, por que não? Mas saiba que você precisará de muita firmeza e jogo de cintura para lidar com as oscilações sem perder a cabeça.

Aqui, entram ações, fundos de ações e multimercado. Se você nunca investiu em renda variável, os fundos imobiliários são um bom passo inicial – saiba mais sobre eles aqui.

“Sugiro ter uma estratégia delineada, prevendo um cenário de ganhos e prevendo um cenário de perdas, assim como as atitudes que deverão ser tomadas caso um ou outro cenário se concretizar”, finaliza Eleonora.

Fotos: Fotolia e TENOR

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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