Como organizar suas dívidas e sair da inadimplência

8 de novembro de 2016 - Por

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Só quem está endividada sabe como a situação pode ser desesperadora. Queremos resolver tudo com urgência e, na pressa, acabamos nos atrapalhando e até piorando o problema. Pagar dívidas é, antes de mais nada, questão de organização – principalmente se forem muitas contas em aberto. Essa tarefa é trabalhosa, mas garantimos que vale a pena. A seguir, você confere dicas para organizar suas dívidas e, finalmente, sair da inadimplência.

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Tome conhecimento da situação

Você só conseguirá resolver um problema se tiver real noção de suas proporções – isso vale para tudo, inclusive para as dívidas. Por isso, o primeiro passo é enumerar todos os débitos e seus respectivos Custos Efetivos Totais (CET). Preparamos uma planilha que lhe ajudará na tarefa: basta listar tudo e fazer o diagnóstico da situação. Clique aqui para baixar.

Não se esqueça das dívidas “bobas”

Nem só de cheque especial vive a inadimplência. A verdade é que fazemos pequenas dívidas e, se não nos organizarmos, em algum momento elas acabarão se transformando em uma dor de cabeça a mais. Você pegou uma grana emprestada com algum parente ou amiga? Pendurou a conta na padaria? Essas dívidas também devem entrar na lista.

Liste seus compromissos financeiros

Os gastos do dia a dia não são dívidas. Ainda. Se você não pagá-los, incidirão multas e juros e eles se tornarão mais um débito em aberto para você se preocupar. Por isso, também é muito importante considerá-los na equação. Não poupe detalhes: de aluguel e conta de luz até a manicure e o cafezinho, todos os gastos devem ser elencados.

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Inclua as entradas de dinheiro

Essa pode ser uma tarefa simples para quem tem um trabalho fixo, mas as empreendedoras e profissionais autônomas podem ter um pouco mais de trabalho. Por isso, pode ser necessário monitorar o fluxo de caixa por um tempo antes de concluir qual é sua renda média. Se você tem fontes de rendimento extra, como freelances e dinheiro vindo da locação de um imóvel, inclua-as também. Lembre-se que o que vale é a renda líquida, que já exclui impostos e demais descontos.

Analise e monte um plano de ação

Agora que você já sabe o quanto está devendo, o quanto ganha e o quanto gasta, já pode ponderar tudo e tomar boas decisões. A fatia máxima de seus rendimentos que pode ser dedicada à quitação é de 30%. Pode parecer pouco, mas ir além disso é arriscado: se acontecer algum imprevisto e sua renda já estiver completamente comprometida, corre-se o risco de ter que se endividar ainda mais para cobrir o gasto inesperado. Agindo dessa forma, você poderá pagar suas dívidas e, depois que a tormenta passar, ter uma vida financeira saudável.

Comece pelas dívidas mais caras

Isso pode ser contraintuitivo – afinal, é mais fácil resolver as pequenas pendências primeiro e empurrar as demais para frente –, mas essa atitude é perigosa. As dívidas mais caras são aquelas com maiores taxas de juros e que, portanto, se multiplicam com maior velocidade. Tradicionalmente, os grandes vilões são o cartão de crédito e o cheque especial. Para você ter ideia, suas taxas bateram 480,3% e 324,9% ao ano, respectivamente, em setembro. Então, agora que você conhece todas suas dívidas, poderá decidir sabiamente por onde começar.

Fotos: Shutterstock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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