Como se planejar financeiramente para adotar uma criança

11 de dezembro de 2017 - Por

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Ser mãe é, antes de mais nada, um exercício do coração. Por isso, adotar uma criança é o caminho que muitas mulheres seguem para realizarem o sonho da maternidade. Junto à alegria, porém, vêm as responsabilidades – é preciso se preparar em todos os sentidos, inclusive financeiramente.

O planejamento financeiro para adotar é parecido com aquele feito na gestação, no entanto, é preciso observar algumas diferenças fundamentais. Geralmente, os pais não sabem quando a adoção ocorrerá, já que o tempo de espera depende do perfil desejado. “Eu diria que é uma ‘gestação do coração’, quando os pais devem se preparar para a vinda de seu novo filho ou filha”, comenta Elleonora Braude, planejadora financeira CFP® pela Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros.

Além disso, não é possível saber a idade e tamanho exatos da criança. Por isso, ao contrário da gestação – onde se tem nove meses para se preparar efetivamente –, os pais deverão pensar nessas questões assim que decidirem adotar.

“Uma vez que a adoção é desejada, deve-se realizar um esforço poupador mês a mês, já prevendo que, a partir da chegada do novo integrante, os gastos aumentarão. No primeiro instante, alguns investimentos iniciais precisarão ser feitos, como a montagem de um espaço na casa para a criança – incluindo a reforma e compra de móveis. Logo, quanto antes começar a poupança, melhor”, diz o master coach financeiro Victor Barboza.

Planejamento financeiro para a adoção: como fazer

Apesar de estar no escuro em relação à idade, tamanho e data de chegada do novo membro da família, é possível se planejar de um jeito eficiente. Para isso, você precisa se preparar para todas as circunstâncias. O primeiro passo é estimar os custos iniciais, o que inclui itens como roupas, brinquedos e gastos com saúde, além do aumento nas contas como água, luz e supermercado.

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“As necessidades da criança evoluem conforme elas crescem, então existe, sim, uma variação no planejamento. No início, as necessidades financeiras são mais relacionadas a itens materiais, como mamadeiras, chupetas, bebê conforto, fraldas etc.”, aponta Elleonora.

Já as crianças mais velhas pedirão mais atenção na educação escolar e lazer. Dependendo de sua base educacional, talvez ela também precise de aulas de reforço.

“Com estes valores definidos, o próximo passo é alinhar a capacidade poupadora dos pais e definir onde o dinheiro ficará separado, sendo interessante buscar algum investimento para que haja rendimento sobre o dinheiro guardado”, orienta Barboza.

Orçamento adaptado

Além de todos os gastos iniciais, é preciso lembrar que ter um filho é cuidar dele até sua idade adulta. Assim, a família também terá que adequar seu orçamento para cobrir todas as despesas que envolvem sua criação e sustento. Se for necessário, corte despesas – o mais importante é não se endividar, pois isso também pode afetar o equilíbrio familiar.

Caso você ainda não tenha uma reserva de emergência, é preciso criar uma o quanto antes – aproveite o período de “gestação do coração” para isso. “Ela será muito importante, pois a composição do orçamento familiar mudará bastante devido ao incremento de gastos, especialmente nos seis primeiros meses. Essa reserva pode ajudar a equilibrar temporariamente as finanças sem contrair dívidas e focando no que realmente importa, que é a ambientação com seu novo herdeiro”, ensina Elleonora.

Porém, mais importante do que o dinheiro é estar de braços abertos para essa nova fase de sua vida. Aproveite o período de espera para se preparar psicologicamente e, se necessário, vale até mesmo contar com a ajuda de um psicólogo. Coloque tudo na ponta do lápis e feliz maternidade!

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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