Compradores gastam mais em lojas que aceitam cartão, aponta pesquisa

23 de outubro de 2015 - Por

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Estar com o cartão na bolsa deixa tudo muito mais fácil, não é mesmo? Se o seu tiver as funções de crédito e débito juntas então, melhor ainda! Os comerciantes concordam, mas não pelos mesmos motivos que você.

Segundo a pesquisa do Tendências Consultoria, encomendada pela MasterCard, a maioria dos comerciantes acredita que o uso de métodos eletrônicos de pagamento é mais seguro, poupa tempo para troco e contagem de dinheiro no caixa e reduz o custo para pequenos, médios e grandes negócios. Nestes quesitos os consumidores também são beneficiados, mas outros dados revelam que, na percepção dos lojistas, o uso do cartão pode significar mais lucro para eles e mais gastos para o comprador.

Entre os comerciantes existe uma percepção de que o uso dos pagamentos eletrônicos incrementa os negócios e a rentabilidade dos estabelecimentos, não é a toa que 93% concordam que os cartões agregam mais valor à venda. Para 91% dos entrevistados, a aceitação do cartão de débito no estabelecimento aumenta o volume de vendas e atrai mais clientes e 82% enfatizam que o método incentiva o aumento de tíquete médio.

O levantamento mostra que o tíquete médio das transações com dinheiro é de R$ 76,66, mas quando o consumidor pretende pagar com cartão de débito a média gasta sobe para R$ 89,95. Já quando se fala de cartão de crédito, os consumidores gastam em média R$ 128,24 com pagamentos feitos em uma única parcela. Para pagamentos parcelados, o patamar salta para R$ 242,28.

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As pesquisa aponta ainda que a média do valor das transações para débito e crédito podem ser 16% e 67% maiores comparadas ao dinheiro. Se você for comerciante, mais maquininhas no balcão podem ser um bom investimento, além do equipamento oferecer praticidade.

Por outro lado, se você é consumidora, os números só reforçam a necessidade de usar o cartão de forma mais ponderada. Estudos sobre economia comportamental mostram que o ser humano é avesso à perdas, e isso se manifesta de várias maneiras, inclusive na forma como consumimos. Usar “dinheiro de plástico” elimina aquele processo doloroso de ver um bolo de notas saindo da carteira. Você gasta sem sentir que está fazendo isso. De modo contrário, quando uma compra é feita com dinheiro em espécie, você tende a ficar mais cautelosa e reflexiva a respeito da real necessidade do produto, batalha mais em uma negociação, tudo para não lidar com aquele apertinho de ver seu dinheiro saindo das suas mãos para dentro da caixa registradora.

Fotos: Shutterstock

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Karoline Gomes

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