Conquistas com baixo custo: “como consegui organizar um casamento com menos de R$ 10 mil reais”

14 de janeiro de 2019 - Por

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Quando falo sobre os custos do meu casamento, uma das perguntas que mais ouço é como eu consegui organizar um casamento com baixo orçamento e incluir a cerimônia e a festa no mesmo pacote. Só quem já passou por esse processo sabe o quanto é difícil fazer as despesas caberem no bolso. Para provar que é possível realizar grandes sonhos sem gastar uma fortuna, começa hoje a série “Conquistas com baixo custo”, com histórias inspiradoras de mulheres que alcançaram seus objetivos sem dívidas.

Infelizmente, existe toda uma indústria capaz de transformar o seu sonho de casar em algo estratosféricamente caro. Acredite em mim, conseguir realizar uma cerimônia e festa com um orçamento de no máximo R$ 10 mil não é tarefa fácil. Foi o que eu descobri em 2017, quando eu e meu então noivo resolvemos dar esse importante passo. Vale ressaltar que os valores descritos aqui foram os praticados em Brasília naquele ano, ou seja, as variações podem ser grandes, de acordo com a região do País.

Durante os meses de planejamento, fizemos inúmeros orçamentos em locais de diferentes proporções e tipos de pacotes. O retorno mais barato que tive foi de R$ 15 mil – chegamos a receber propostas por volta dos R$ 80 mil.
Para dois jovens recém-formados, dispor desse valor era impossível. Principalmente pelo fato de que nós dois queríamos arcar com as despesas, afinal, era um sonho nosso. Então colocamos, literalmente, a mão na massa e buscamos os caminhos mais econômicos possíveis. Ao todo, desembolsamos cerca de R$ 8 mil para realizar o nosso casamento.

É importante destacar que o casamento deve ser de acordo com o sonho e o orçamento de cada um. Não estamos aqui para julgar quem investiu uma quantia maior no dia mais especial da vida do casal, mas sim para contar a minha experiência de organizar um casamento econômico, mas não menos maravilhoso que uma cerimônia cara.

Primeiro passo para economizar: planejamento

Vamos aos números: decidimos que teríamos, no máximo, 100 convidados. Sempre quisemos algo mais intimista, e isso ajudou muito na economia. Depois de ter uma média de quantas pessoas convidaríamos, passamos quase um ano planejando cada detalhe e procuramos promoções que realmente valessem a pena.

Desde o começo buscamos por um ambiente ao ar livre que servisse tanto para a cerimônia quanto para a recepção, pois casaríamos apenas no civil. Encontramos um salão de festa mais incrível do que o outro. Alguns eram verdadeiros castelos, enquanto outros nos remetia a um grande almoço em família em uma viela da Itália.

Claro que tudo isso custaria bem caro, mas encontramos um que, a princípio, caberia no nosso bolso. Sem pensar muito, acabamos por assinar o contrato. Aqui vale uma dica de pensar muito bem antes de fechar qualquer negócio. Casamento é algo que mexe com a emoção de toda a família e é de sonhos que estamos falando.

Semanas depois de alugar o salão, decidimos rescindir o contrato pois vimos que não conseguiríamos arcar com o restante do evento e saímos no prejuízo. Foi um momento triste da trajetória, mas nos ajudou a amadurecer muito em relação ao nosso dinheiro.

Então, um dos padrinhos ofereceu a sua casa para que realizássemos o nosso casamento. Sem sombra de dúvidas, foi a melhor decisão que tomamos. Em uma tarde de primavera, no quintal de uma casa que havíamos passado bons momentos ao lado dos amigos, dissemos o tão esperado sim em frente a um juiz.

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Casa onde ocorreu a cerimônia e a festa.

Dificuldades de se manter no projeto econômico

Como tínhamos um período relativamente longo para os preparativos, resolvemos fazer toda a decoração. E, de fato, fizemos cada pedacinho do que estava lá no dia. Procuramos pelas lojas mais baratas, abusamos da criatividade e envolvemos toda a família, desde os arranjos de flores até os porta-guardanapos.

Porém, questões importantes foram pesando no orçamento e precisamos nos virar. Uma delas foi a decisão do que servir durante a festa. A cada empresa que nos enviava o orçamento, o desespero crescia. Sabemos da importância de contratar bons profissionais e que essa mão de obra custa caro, mas não estávamos dispostos a desembolsar o dinheiro que não tínhamos.

Optamos por servir um delicioso churrasco e contratamos uma empresa para fazer doces simples, mas muito saborosos. Com isso, conseguimos prover toda a parte de alimentação da festa com pouco mais de R$ 1,2 mil. Não colocamos no cálculo o custo dos ingredientes, pois depende de cada região e compramos aos poucos.

Para economizar, é preciso trabalhar as emoções

Algo que mexe com qualquer noiva é a escolha do vestido. Para chegar no traje que utilizei no grande dia, precisei bater muita perna e me frustrar várias vezes. Depois de pesquisar em inúmeros sites por opções que coubessem no meu bolso, e não encontrar nenhum modelo acessível na minha cidade, decidi mandar fazer a peça junto a uma costureira.

Isso me rendeu uma boa economia, mas nada foi por acaso. Depois de desenhar o modelo e saber quantos metros de tecido precisaria, descobri como isso pode custar caro. No valor cobrado por lojas especializadas, entra o custo extra por ser um casamento, por exemplo a renda, que pode chegar a R$ 300 o metro. Procurei até encontrar algo mais simples que eu pudesse pagar e consegui os sete metros necessários pelo mesmo valor.

Encontrar uma costureira de excelência fez toda a diferença, mas nem por isso eu estourei meu orçamento. Optei por contratar uma profissional do bairro onde eu morava, já que, nas casas especializadas, não encontrava a mão de obra por menos de R$ 2 mil. Consegui o meu vestido dos sonhos por um total de R$ 1,4 mil.

Durante as pesquisas, percebi que as empresas desse segmento conseguem te levar a pensar que tudo o que oferecem é realmente necessário, como pagar cerca de R$ 500 em um buquê de flores naturais – em uma visita ao Ceasa, consegui montar o meu por menos de R$ 30. As emoções realmente influenciam no quanto você desembolsará. Por isso, é preciso manter o pé no chão e tirar um tempo para analisar toda a situação a cada compra.

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Decidi fazer meu buquê depois que me cobraram R$ 500. No Ceasa, esse saiu por menos de R$ 30.

Lição principal: não se endivide

Se teve algo que aprendi durante todo esse processo, é o quanto o orçamento faz a diferença e qualquer compra a mais pode atrapalhar todo o seu planejamento. Realizar sonhos está mais ligado à sua felicidade do que ao dinheiro em si. Durante esse período, conheci vários outros casais que se endividaram para conseguir fazer uma grande festa e acabaram com problemas conjugais.

Já falamos como o dinheiro (ou a falta dele) influencia diretamente na felicidade do casal.

Terminamos essa empreitada com todos os serviços quitados e uma festa que deixa na memória só lembranças boas e uma vontade enorme de voltar àquele dia tão mágico. Além disso, conseguimos arcar com a compra de alguns móveis e eletrodomésticos, ganhamos outros e, de quebra, gastamos uma boa grana com uma mudança repentina de estado. Mas o que importa é que, hoje, respiramos aliviados com todas as contas em dia e um álbum de fotos recheado de momentos lindos.

E você, tem alguma história de realização de sonho com baixo custo? Aproveite para nos contar e inspirar várias outras mulheres a conquistarem o que desejam!

Fotos: Adobe Stock e A113 Fotografia

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Gabriella Bertoni
Gabriella Bertoni
Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
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