Coronavírus derruba a Bolsa nesta sexta (27), mas semana tem fechamento positivo

27 de março de 2020 - Por

Coronavírus derruba a Bolsa nesta sexta

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Esse texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -5,51% (73.428 pts)

Dólar: +2,22% (R$ 5,10)

Casos de coronavírus: 3417 confirmados e 92 óbitos (fonte: Ministério da Saúde)*

Esses dias foram animadores para a Bolsa: essa foi a melhor semana desde março de 2016. Porém, as más notícias vindas do mundo inteiro em relação ao coronavírus contribuíram para o Ibovespa fechasse em queda nesta sexta-feira (27).
Nem mesmo a notícia de que a Câmara dos Deputados dos Estados Unidos aprovou o pacote de US$ 2 trilhões para segurar os impactos econômicos causados pela pandemia foi suficiente para reanimar o índice.

Pudera: os Estados Unidos se tornaram o novo epicentro da pandemia do coronavírus, com mais de 85 mil pessoas infectadas e 1.200 mortes. No mundo, o vírus já contaminou cerca de 530 mil pessoas. No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson testou positivo para COVID-19. Na Itália, houve novo pico de perdas: 919 vidas nas últimas 24 horas.

Depois do fechamento do mercado, por volta das 17h30, o presidente dos EUA Donald Trump assinou o pacote trilionário citado no início do resumo. Acompanharemos como o mercado financeiro reagirá à notícia e avisaremos nos próximos resumos.

Câmara aprova auxílio de R$ 600 para trabalhadores informais durante crise do coronavírus

Já era tarde quando, na última quinta-feira (26), a Câmara dos Deputados aprovou auxílio emergencial de R$ 600 por mês para trabalhadores informais e pessoas com deficiência que ainda esperam a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) na fila do INSS. Já as mulheres provedoras de família e mães solo receberão repasse de R$ 1.200.

Esses valores serão pagos por três meses, mas podem ser prorrogados enquanto a calamidade pública provocada pela pandemia do coronavírus durar. No entanto, para valer, a proposta ainda precisa ser aprovada pelo Senado.

Por que você tem que saber? Esse recurso vai ajudar muitas trabalhadoras informais, principalmente as mães solo, a manterem suas contas em dia. Seguimos acompanhando como o benefício será distribuído para trazer mais informações nos próximos boletins.

Coronavírus derruba a Bolsa nesta sexta

Pequenas e médias empresas terão crédito para financiar folha de pagamento

Um novo pacote foi anunciado pelo governo federal nesta sexta-feira – desta vez, para conter a demissão de funcionários em pequenas e médias empresas, com faturamento anual entre 360 mil reais e 10 milhões de reais.

Trata-se de uma linha de crédito que disponibilizará R$ 40 bilhões para financiar dois meses de folhas de pagamento, mas com limite de dois salários mínimos por funcionário.

Funciona assim: caso um empregado receba R$ 1.000 por mês, ele continuará ganhando o mesmo valor. Porém, se ele recebe três salários mínimos (R$ 3.135), nesses dois meses, ele vai embolsar apenas dois salários mínimos (R$ 2.090) ou a empresa pagará a diferença.

Por que você tem que saber? O principal objetivo dessa medida é estancar a grande quantidade de demissões que ocorreriam caso pequenos e médios empresários não tivessem dinheiro para bancar os salários de seus funcionários. É bom para ambas as partes. Vale ficar atenta às medidas que a empresa que você trabalha tomará e, se sofrer redução na sua renda, lembre-se de fazer os cortes necessários no orçamento.

Para FMI, coronavírus provocará uma crise econômica igual ou pior à de 2008

É o que disse a diretora Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, nesta sexta-feira, em entrevista coletiva virtual. “Uma grande preocupação sobre o impacto duradouro dessa paralisação brusca é com o risco de que a onda de demissões e de falências possam não só diminuir a recuperação, como erodir o tecido das nossas sociedades”, disse, de acordo com o InfoMoney.

De acordo com ela, também existe grande preocupação com os países emergentes, que serão os mais afetados pela crise. “Muitos desses mercados emergentes sofrerão uma contração quando as medidas de contenção necessárias cobrarem seu preço e sofrerão com choque da queda a demanda global por suas exportações.”

Por que você tem que saber? O ditado “a corda sempre arrebenta para o lado mais frágil” se aplica, e muito, no contexto econômico. Imagine uma família com um único provedor (ou provedora) que, por causa da crise, essa pessoa perde o emprego. O Brasil é formado por várias famílias assim. Em grande escala, isso causará uma grande bola de neve na economia, aprofundando a recessão por aqui.

*Até o fechamento do texto

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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