Cuidado com o vale-refeição: custo para almoçar fora cresceu mais do que a inflação

Cuidado com o vale-refeição: custo para almoçar fora cresceu mais do que a inflação

Se você tem o costume de almoçar fora durante o expediente, é provável que esteja sentindo o impacto deste gasto no bolso de uma forma mais intensa – mesmo se você recebe vale-refeição. Não é apenas impressão: comer fora de casa está 3,64% mais caro em todo o Brasil, de acordo com levantamento feito pela Associação Brasileira das Empresas de Benefício ao Trabalhador (ABBT).

Isso significa que o aumento do preço médio do almoço foi 0,69% maior do que do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de 2017, que foi de 2,95%. A conclusão veio após a entidade levantar dados de 51 cidades de todo o País e 4.587 estabelecimentos comerciais no final de 2017.

“Acreditamos que outros custos, como gás de cozinha, luz e água, por exemplo, pressionaram os estabelecimentos a fazerem o repasse para o preço final aos consumidores”, afirma Jessica Srour, diretora-presidente da ABBT.

Quanto custa comer fora?

De acordo com a pesquisa, o valor médio que o trabalhador desembolsa em uma refeição completa é de R$ 34,14, considerando os dados de todo o território nacional. Para chegar a esse valor, foram pesquisados os preços do prato principal, bebida não alcoólica, sobremesa e café praticados na hora do almoço. Dividindo por itens, o prato custa, em média, R$ 19,72; a sobremesa, R$ 6,99; a bebida, R$ 4,23; e o café, R$ 3,20.

A região com preços mais salgados é a Sudeste, cujo custo médio por refeição completa é de R$ 34,49. Em seguida está a região Sul (R$ 33,48) e Nordeste (R$ 33,39). Centro-oeste e Norte são as mais baratas, com custo de R$ 32,87 e R$ 32,77, respectivamente.

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Esses estabelecimentos foram divididos em quatro categorias: comercial (que serve o popular “prato feito”), self-service (por quilo ou buffet a preço fixo), executivo (com opção de prato do dia mais em conta) e à la carte (onde o consumidor escolhe o prato que será preparado na hora).

É importante frisar as quatro categorias porque o preço varia, e muito, entre elas. Considerando a média nacional, o estudo revelou que o custo médio da refeição em um restaurante comercial é de R$ 29,31. Em self-services, R$ 32,40. Em restaurantes executivos, R$ 50,22 e, em à la carte, R$ 65,29.

O impacto de almoçar fora no bolso

Quem não recebe vale-refeição ou ticket sente mais ainda o peso desse gasto. “Se levarmos em conta o preço médio da refeição, o trabalhador gasta R$ 751 por mês para almoçar fora de casa, o que representa 80% do valor do salário mínimo apurado em 2017, que foi de R$ 937”, diz Jessica. O valor mensal foi calculado considerando 22 dias úteis em um mês.

Como economizar dinheiro e vale-refeição ao comer fora

Fazer o VR durar até o fim do mês é um desafio, considerando um custo tão alto e frequente. Então, é preciso fazer o benefício durar – e, se você não pode contar com ele, terá que tomar ainda mais cuidado.

O primeiro passo é fazer as contas. Suponhamos que você receba R$ 400 deste benefício por mês e trabalhe 22 dias. Dividindo, significa que você pode gastar uma média de R$ 18 por dia. Use este valor como base para todas suas decisões na hora pagar refeições com o VR.

Quer ver outras dicas para economizar no almoço e fazer o vale-refeição render? Clique aqui e confira!

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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