Filhos: Como ensinar o que o dinheiro não compra

27 de março de 2015 - Por

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Olá, meninas! Em um momento em que vivemos uma série de frustrações sociais e políticas, Luciana Cattony, do Real Maternidade, traz para nós uma reflexão sobre como é importante falar de empatia com nossos filhos. 

Certo dia, conversando com uma querida amiga sobre as delícias e desafios da maternidade, concordamos sem hesitar que a empatia, a capacidade de se colocar no lugar do outro, é uma das mais belas virtudes do ser humano. E que se a gente não tinha o costume de praticá-la, com a maternidade somos obrigados a vivenciá-la em profunda intensidade.

Afinal, como conseguir vencer os choros dos bebês na madrugada quando estamos “podres” de cansaço e cheias de sono? Quando a gente se coloca no lugar daquele serzinho frágil e indefeso, as coisas acontecem mais facilmente, surgem forças que sequer imaginávamos e o amor se reforça a cada momento. Pensando assim, a empatia deveria ser capacidade obrigatória em todos os momentos de nossas vidas; na maternidade, na convivência com familiares, amigos, colegas de trabalho e com todos que cruzam o nosso caminho.

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Em tempos de angústias políticas e injustiças, em que todos clamam por um mundo melhor, é importante a consciência de que a mudança que almejamos é possível e começa dentro de casa. Então, que tal fazer com que nossos pequenos, desde cedo, desenvolvam empatia pelos outros? Ela minimiza conflitos, gera compreensão, socialização e colaboração. Um santo remédio para você, para mim e para a humanidade!

Se a professora chamou atenção do seu filho, converse com ele sobre a causa dessa atitude e principalmente sobre o que seu filho faria se ele fosse a professora, desafiada pelo aluno com uma atitude semelhante. O pequeno não quer emprestar o brinquedo para o coleguinha? Ao invés de somente falar que isso é errado, converse com ele e faça-o encarar a situação pelos olhos desse coleguinha, sobre como seria desagradável e frustrante se seu filho quisesse brincar com o brinquedo e fosse proibido pelo amigo. Faça-o exercitar a capacidade de entender o que a outra pessoa está sentindo. Isso pode ser feito considerando as situações reais e imaginárias, como as estorinhas ou desenhos animados.

A empatia amplia a perspectiva da criança, desenvolve seus sentimentos e contribui para atitudes positivas e melhora do comportamento; o que significa um mundo melhor dentro e fora de casa. Bora começar o exercício?

 

Crédito das fotos: Shutterstock

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Luciana Cattony
Luciana Cattony
Real Maternidade

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