De olho nos EUA e em teto de gastos, Bolsa fecha em leve alta

10 de agosto de 2020 - Por

De olho nos EUA e em teto de gastos, Bolsa fecha em leve alta

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +0,65% (103.444 pontos)

Dólar: +0,97% (R$ 5,46)

Casos de coronavírus: 3.039.349 confirmados e 101.269 mortes*

Resumo:

  • Clima de cautela guia rumos da Bolsa nesta segunda-feira;
  • Brasil ultrapassa 100 mil mortes e 3 milhões de casos de COVID-19
  • China anuncia sanções contra 11 funcionários estadunidenses por interferência nos assuntos de Hong Kong; países devem se reunir no sábado para determinar rumos do acordo comercial;
  • mesmo sem aprovação do congresso estadunidense, Trump assina decreto que libera nova ajuda econômica; democratas e republicanos pretendem bater martelo sobre pacote de incentivos ainda essa semana;
  • ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, defende aumento de gastos sem rompimento do teto orçamentário;
  • economistas passam a estimar queda de 5,62% para o PIB em 2020;
  • tarifas bancárias aumentam até 393% em apenas um ano, diz Idec.

Uma neblina de cautela guiou o começo dessa semana na Bolsa, com o Ibovespa fechando em leve alta nesta segunda-feira (10). Há uma série de narrativas acontecendo ao mesmo tempo – e o mercado financeiro está de olho em todas elas.

A primeira é a guerra fria entre China e Estados Unidos. No episódio de hoje, o país asiático anunciou sanções contra 11 funcionários estadunidenses por interferência nos assuntos de Hong Kong. Medida semelhante já havia sido tomada pelo governo dos EUA.

Para refrescar sua memória: na sexta-feira, conforme contamos aqui, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou decretos que podem banir o TikTok e o WeChat, espécie de WhatsApp chinês, dos Estados Unidos. Os dois países devem se reunir no sábado para reavaliar o acordo comercial que foi assinado em janeiro.

A segunda também acontece nos EUA, com democratas e republicanos ainda discutindo no congresso estadunidense qual deve ser o tamanho do pacote de incentivos à população. No entanto, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, afirmou que o acordo pode vir ainda nesta semana.

Para completar, no meio desse impasse, Trump ainda assinou um decreto que libera nova ajuda econômica mesmo sem aprovação do congresso. Os investidores ainda estão de olho no impacto do novo pacote na economia estadunidense.

No Brasil, existe uma preocupação com as contas públicas. De manhã, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, disse que defende o aumento de gastos desde que se respeite o teto de gastos determinado em 2017, ainda no governo Temer. Para tanto, Freitas disse à Bloomberg que pretende dar andamento às obras públicas utilizando recursos privados.

De olho nos EUA e em teto de gastos, Bolsa fecha em leve alta

Fora do mercado, preocupam os números que refletem parte da realidade que o País enfrenta no combate ao coronavírus. O Brasil ultrapassou os 100 mil mortos por COVID-19 e 3 milhões de casos confirmados, sem contar as subnotificações.

Mercado passa a estimar queda de 5,62% para o PIB em 2020

Pela sexta semana consecutiva, os economistas do mercado financeiro melhoraram as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, passando a projeção de uma retração de 5,66% para 5,62%.

Este dado faz parte do relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC) a partir da opinião de economistas de mais de 100 instituições financeiras.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Já a expectativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, seguiu em 1,63%. Por isso, o número continua abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4%, assim como do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, a inflação oficial pode variar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando isso não acontece, o Banco Central deve escrever uma carta pública explicando as razões.

Tarifas bancárias aumentam até 393% em apenas um ano, diz Idec

Deixar de checar o extrato do banco periodicamente pode estar te impedindo de ver a quantidade de grana que vai em tarifas. De acordo com um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) entre junho de 2019 e junho de 2020, alguns bancos reajustaram sua tarifa avulsa “transferência entre contas da mesma instituição financeira presencialmente” em até 393%.

Tarifa avulsa é aquela que é cobrada pela instituição bancária fora de um pacote.

Na pesquisa, o Idec descobriu que a Caixa Econômica Federal elevou a tarifa “transferência entre contas da mesma instituição financeira presencialmente” de R$ 1,40 para R$ 6,90 (393%) e o Banco do Brasil de R$ 1,95 para R$ 6,85 (342%).

Entre as 45 tarifas avulsas, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa e Itaú corrigiram o preço mais de 50% dos serviços. Já Santander e o Safra reajustaram quatro tarifas.

Clique aqui e confira o levantamento completo no site do Idec.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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