“Debandada” na equipe econômica assusta, mas Bolsa fecha estável

12 de agosto de 2020 - Por

Bolsa fecha estável, apesar da “debandada” na equipe econômica

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -0,06% (102.117 pontos)

Dólar: +0,07% (R$ 5,45)

Casos de coronavírus: 3.123.109 confirmados e 103.421 mortes*

Resumo:

  • Em “debandada”, três membros da equipe econômica do governo Bolsonaro pedem demissão;
  • notícia assusta o mercado financeiro e Ibovespa abre em queda, mas estabiliza ao longo da tarde com ajuda de Petrobras, Vale e cenário externo;
  • Brasil ultrapassa marca de 103 mil mortes por coronavírus e 3,1 milhões de casos confirmados.

Depois de um grande susto com a “debandada” – palavra usada pelo próprio ministro Paulo Guedes – no ministério da Economia, a Bolsa conseguiu fechar perto da estabilidade nesta quarta-feira (12) com ações da Petrobras e Vale amortecendo o impacto.

O mercado financeiro abriu o dia com a notícia de que três membros do ministério da Economia haviam deixado o navio na noite anterior (11): os secretários especiais de Desestatização, Desinvestimento e Mercados, Salim Mattar, e de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, e o diretor do programa de desburocratização, José Ziebarth.

Estes três nomes estão diretamente ligados às privatizações prometidas em campanha por Jair Bolsonaro e que o ministro Guedes defende em sua cartilha econômica. A própria candidatura de Bolsonaro foi bem aceita pelo mercado financeiro por conta dessa agenda de privatizações e política voltada ao mercado.

Contudo, em entrevista à GloboNews, Mattar afirmou: “Sobre a velocidade, a celeridade das privatizações, claro, eu sou um animal da iniciativa privada, eu não me adaptarei às coisas do Estado: a lentidão, a burocracia.” Ele também atrelou parte da demora a resistência até mesmo de ministros de dentro do governo.

Bolsa fecha estável, apesar da “debandada” na equipe econômica

Como a Eletrobras estava na esteira de privatizações, suas ações acabaram caindo diante da incerteza de sua venda – quando acontecerá ou se acontecerá de fato. Paira, ainda, a dúvida se Guedes conseguirá emplacar sua agenda econômica. De acordo com apuração do Valor PRO, ele disse a interlocutores que fica, mas espera compromisso de Bolsonaro

Além de Petrobras e Vale segurando o impacto e ajudando o Ibovespa a não mergulhar, o índice teve uma ajudinha do cenário externo. De tarde, os índices de Nova York operavam no azul diante da expectativa de que democratas e republicanos cheguem a um acordo sobre um novo pacote de ajuda emergencial do coronavírus para famílias e empresas americanas.

Enquanto tudo isso acontece, o Brasil segue sendo o segundo país com mais mortes por coronavírus no mundo, acumulando mais de 103 mil óbitos e 3,1 milhões de casos confirmados.

O presidente Bolsonaro fará um pronunciamento à imprensa às 18h na área externa do Palácio da Alvorada. Como ele será realizado depois do fechamento do texto, traremos os principais pontos no resumo de amanhã.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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