Depois de idas e vindas, Bolsa zera ganhos diante de incertezas

19 de maio de 2020 - Por

Depois de idas e vindas, Bolsa zera ganhos diante de incertezas

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Esse texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -0,56% (80.742)

Dólar: +0,67% (R$ 5,76)

Casos de coronavírus: 262.545 confirmados e 17.509 óbitos*

Resumo:

  • Bolsa fecha no zero a zero depois de um dia de incertezas;
  • B3 permanecerá aberta em “feriadão” decretado por governo e prefeitura de SP;
  • Brasil ultrapassa China e é 3° país com mais casos de coronavírus no mundo;
  • SP bate recorde de mortes em 24 horas;
  • mais pessoas estão investindo na bolsa, mas valor médio reduziu;
  • governo sanciona com vetos lei que cria linha de crédito para micro e pequenas empresas;
  • Auxílio Emergencial: 1ª parcela para novos aprovados nascidos em janeiro é paga nesta terça;
  • Brasil tem 5,12 milhões de domicílios em condições precárias, informa IBGE

A combinação de reabertura de diversas economias se juntou às boas novas de uma vacina em desenvolvimento – conforme contamos aqui – para formar um começo de pregão com alta nesta terça-feira (19). No entanto, o dia foi passando e mostrou um cenário mais volátil e cauteloso no mundo todo, especialmente depois das falas de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Ao Senado dos Estados Unidos, Powell defendeu a abordagem do Fed na compra de títulos corporativos, segundo a Dow Jones Newswires, o que aumentou a incerteza do mercado internacional em relação à economia estadunidense.

Por aqui, após horas de incerteza, a B3 confirmou que manterá os negócios nos dias de feriados antecipados em São Paulo – de 20 a 25 de maio, conforme relatamos aqui. A bandeira verde animou o mercado por um tempo, mas o Ibovespa acabou acompanhando a queda no fim da sessão em Nova York e devolveu os ganhos que ocorreram ao longo do dia.

O Brasil ultrapassou a China e é o 3° país com mais casos de coronavírus no mundo. São Paulo segue como o epicentro da pandemia por aqui e bateu o recorde de 324 mortes por coronavírus em 24 horas, de acordo com dados divulgados nesta terça pela Secretaria de Saúde. A COVID-19 já ultrapassou a marca de 5 mil vítimas no estado.

Mais pessoas estão investindo na bolsa, mas valor médio reduziu

Diante da queda da rentabilidade na renda fixa, muitos pequenos investidores estão se arriscando na renda variável, especialmente na Bolsa. É o que mostrou levantamento divulgado pela B3 nesta terça-feira (19). Chama atenção o fato de que, apesar da grande volatilidade no mercado financeiro em março, houve o cadastro de 223 mil CPFs na Bolsa brasileira. Dessas, 30% fizeram o primeiro investimento com menos de R$ 500.

Depois de idas e vindas, Bolsa zera ganhos diante de incertezas

De acordo com os dados, em março, 1,9 milhão de pessoas investia na Bolsa brasileira, com um total de 2,4 milhões de contas abertas, uma vez que os investidores podem ter conta em corretoras diferentes. Além de ações, a B3 também considerou pessoas com posições em fundos imobiliários, fundos de índice (ETFs) e BDRs (Brazilian Depositary Receipt).

Observou-se, ainda, uma queda no saldo mediano dos investidores, que foi de R$ 19 mil, em 2018, para R$ 8 mil, em março deste ano. Isso mostra que mais pessoas estão investindo, porém, em menor valor.

Apesar dos valores mais tímidos, as informações divulgadas mostram que o investidor vem apostando na diversificação: 26% dos que têm saldos de até R$ 10 mil possuem mais de cinco ativos no portfólio. O levantamento também apontou que as pessoas entre 25 e 39 anos já representam 49% dos investidores, ante a 28% de 2017.

Governo sanciona com vetos lei que cria linha de crédito para micro e pequenas empresas

Foi sancionada com vetos a Lei 13.999/2020, que cria o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe). O objetivo do programa é permitir que pequenos negócios possam contratar empréstimos de até 30% da receita bruta anual registrada em 2019 – desde que o faturamento anual bruto seja de até R$ 4,8 milhões ao ano – com garantia da União e juros abaixo de 5%.

Ao sancionar, o presidente Jair Bolsonaro vetou quatro pontos, a começar pelo trecho do texto que dava oito meses de carência aos empreendedores para começar a pagar os empréstimos. Também rejeitou a prorrogação, por 180 dias, dos prazos para pagamentos de parcelamentos mensais devidos pelas pequenas empresas à Secretaria Especial da Receita Federal e à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

Estão autorizados a operar essa linha de crédito os bancos públicos, agências de fomento estaduais, cooperativas de crédito, bancos cooperados, fintechs, organizações da sociedade civil de interesse público de crédito e demais instituições financeiras públicas e privadas autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil, “atendida a disciplina do Conselho Monetário Nacional e do Banco Central do Brasil a elas aplicável”.

Vale apontar que conseguir crédito vem sendo uma grande dificuldade para donos de pequenos negócios: 58% dos donos de empresas deste porte que buscaram crédito não conseguiram capital, de acordo com pesquisa do Sebrae com a Fundação Getúlio Vargas.

Auxílio Emergencial: 1ª parcela para novos aprovados nascidos em janeiro é paga nesta terça

Esta terça-feira é dia de um novo grupo de pessoas receber a primeira parcela do auxílio emergencial pela Caixa Econômica Federal (CEF): os nascidos em janeiro que estão na nova leva de trabalhadores aprovados. O Banco também depositará a segunda parcela do auxílio para 1,9 milhão de beneficiários do Bolsa Família cujo NIS é terminado em 2.

Veja como ficou o calendário de pagamento da 1ª parcela para novos aprovados:

  • 19 de maio (terça): nascidos em janeiro
  • 20 de maio (quarta): nascidos em fevereiro
  • 21 de maio (quinta): nascidos em março
  • 22 de maio (sexta): nascidos em abril
  • 23 de maio (sábado): nascidos em maio, junho ou julho
  • 25 de maio (segunda): nascidos em agosto
  • 26 de maio (terça): nascidos em setembro
  • 27 de maio (quarta): nascidos em outubro
  • 28 de maio (quinta): nascidos em novembro
  • 29 de maio (sexta): nascidos em dezembro

Brasil tem 5,12 milhões de domicílios em condições precárias, informa IBGE

No Brasil, há mais de 5,1 milhões de domicílios em condições precárias, aponta levantamento divulgado nesta terça-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Eles fazem parte dos mais de 13,1 mil Aglomerados Subnormais, que são, segundo o Instituto, formas de ocupação irregular de terrenos caracterizados por um padrão urbanístico irregular, carência de serviços públicos essenciais e localização em áreas que apresentam restrições à ocupação.

Estes aglomerados também são chamados de favela, invasão, grota, baixada, comunidade, mocambo, palafita, loteamento, ressaca e vila. O maior número de domicílios nessas condições está no estado de São Paulo, com quase 1,1 milhão. Em segundo lugar vem o Rio de Janeiro, com mais de 717 mil domicílios em aglomerados, seguido pela Bahia (470 mil), Pernambuco (327 mil) e Espírito Santo (306 mil). Porém, Amazonas é o estado com a maior proporção de domicílios em aglomerados (34,59%).

*Até o fechamento do texto. Fonte: G1, via levantamento feito junto às secretarias estaduais de saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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