Depois de perrengue, Bolsa fecha semana no azul com ajuda do Fed

28 de agosto de 2020 - Por

Depois de perrengue, Bolsa fecha semana no azul com ajuda do Fed

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Resumo:

Ibovespa: +1,51% (102.142 pontos)

Dólar: -2,93% (R$ 5,41)

Casos de coronavírus: 3.772.945 confirmados e 118.988 mortes*

Resumo:

  • Bolsa respira fundo e fecha em alta repercutindo juros zero do Fed e sinalizações de Bolsonaro sobre auxílio emergencial;
  • Brasil acumula quase 119 mil mortes por coronavírus e mais de 3,7 milhões de casos confirmados;
  • desemprego fica em 13,3% na primeira semana de agosto, mostra IBGE;
  • beneficiários do Auxílio Emergencial supera o de trabalhadores formais, aponta levantamento;
  • apesar da crise, inadimplência tem mínima recorde em julho, aponta BC;
  • índice que corrige o aluguel acumula alta de 9,64% no ano, informa FGV..

Dia de respiro para a Bolsa, que fechou esta sexta-feira (28) em alta – o suficiente para recuperar as perdas dos últimos dias. Para tanto, houve uma ajudinha do cenário externo e de algumas conversas rolando nos bastidores internamente.

A começar pelo cenário externo. Conforme contamos ontem, o presidente do Federal Reserve (o Fed, banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, afirmou que os juros dos EUA devem ficar zerados por um bom tempo por conta da nova política monetária do país – relembre aqui.

O mercado financeiro já começou o #sextou no clima dessa notícia. Juros tão baixos impulsionam os investidores a aumentarem o apetite ao risco por buscarem mais retornos na renda variável.

Por outro lado, a nova política anunciada por Powell significará que a moeda estadunidense perderá valor de compra. Nessa toada, muitos investidores preferiram vender seus dólares, o que levou a uma queda considerável do câmbio – na semana, houve desvalorização de 3,41%.

A cereja do bolo veio depois que o presidente Jair Bolsonaro se reuniu extraoficialmente com cúpula do governo, incluindo o ministro Paulo Guedes, para discutir como o Renda Brasil será formatado.

Mais tarde, ele afirmou a apoiadores na saída do Palácio da Alvorada que o Auxílio Emergencial “não é aposentadoria”. A fala sinalizou que não é pretensão do governo federal manter o benefício por muito tempo, mas fontes de diversos veículos (como O Globo) apontam que ele deve ser estendido até dezembro, com parcelas de R$ 300. O valor deve ser oficialmente divulgado até o final desta sexta-feira.

Depois de perrengue, Bolsa fecha semana no azul com ajuda do Fed

Mesmo com tanta turbulência ao longo da semana, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira, conseguiu acumular alta de 0,61%.

Os números de vítimas e casos confirmados de coronavírus também seguem acumulando: são quase 119 mil mortes e mais de 3,7 milhões de indivíduos infectados.

Desemprego fica em 13,3% na primeira semana de agosto, mostra IBGE

Estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira mostrou que o número de desempregados diante da pandemia do coronavírus caiu levemente na primeira semana de agosto – mais precisamente 2,3% ante à quarta semana de julho.

No início deste mês, o Brasil tinha 12,6 milhões de brasileiros sem emprego, o equivalente a uma taxa de desocupação de 13,3%. Na primeira semana de maio, o percentual era de 10,5%. Assim, de lá para cá, o número de desempregados no Brasil subiu 28,6%, com cerca de 2,8 milhões de trabalhadores sem ocupação.

De acordo com levantamento do site Poder360, o número de indivíduos recebendo o Auxílio Emergencial supera o de trabalhadores com carteira assinada em 25 estados brasileiros – São 65,4 milhões beneficiários para 37,7 milhões de empregos.

Apesar da crise, inadimplência tem mínima recorde em julho, aponta BC

Apesar da crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus, a inadimplência atingiu a mínima recorde no Brasil em julho, tendo caído a 3,5%, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira. Este dado é válido para o segmento de recursos livres, quando as taxas são definidas livremente pelas instituições financeiras.

Este é o menor resultado desde 2011, quando se iniciou a série histórica do BC. Para o chefe do departamento de Estatísticas da instituição, Fernando Rocha, o Auxílio Emergencial pode ter tido forte papel na redução da inadimplência, informou reportagem do G1.

Em agosto do ano passado, a inadimplência havia sido de 4,0%, enquanto em junho, 3,7%.

Índice que corrige o aluguel acumula alta de 9,64% no ano, informa FGV

O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que corrige o aluguel, avançou de 2,74% em agosto, divulgou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (IBRE/FGV) nesta sexta-feira. Em julho, a alta foi de 2,23%.

Desta forma, o IGP-M já acumula alta de 9,64% no ano e de 13,02% em 12 meses. Essas cifras estão bem acima do índice de inflação oficial do País, o IPCA, que registrou alta de 0,23% em agosto.

A diferença pode ser explicada por causa da metodologia: para calcular o IGP-M, o IBRE/FGV leva em consideração índices diferentes daqueles que o IBGE leva na hora de definir o IPCA – como o dólar e preço de commodities e metal.

O impacto do avanço do IGP-M no bolso é potencialmente alto, já que ele é usado como referência na hora de corrigir valores de contratos, entre eles os de aluguel de imóveis.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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