Desabafa: quando uma leitora viu seu saldo positivo depois de um ano

Desabafa: quando uma leitora viu seu saldo positivo depois de um ano

É comum (e maravilhoso) recebermos depoimentos de nossas leitoras. O nosso Desabafa é um espaço onde é possível pedir conselhos, tirar dúvidas e nos contar fracassos e sucessos quando o assunto é finanças. E saber que ajudamos tantas mulheres a dar a volta por cima e ter total controle do próprio dinheiro é uma satisfação enorme.

E isso aconteceu com Rosa*, uma mulher que se viu mergulhada em dívidas com o cartão de crédito por mais de um ano. Com as dicas da Carol Sandler e com o método 50/30/20, ela conseguiu chegar ao saldo positivo e já está investindo parte do seu dinheiro. A única dica que nos resta dar à Rosa é procurar outras formas de aplicar seu dinheiro que não em Títulos de Capitalização e começar a diversificar os investimentos. Fora isso, ela está indo no caminho certo. Confira o relato na íntegra:

“Agradeço o convite de dividir minha história com outras mulheres.

Meu ‘probleminha’ com o dinheiro começou no final de 2016, devido ao valor gasto com o cartão de crédito. Meu salário líquido estava em torno de R$1.700, e só a fatura do cartão de crédito chegou por volta de R$970 no mês de dezembro daquele ano, o que correspondia a 57% do meu salário – sem contar outras despesas como moradia, alimentação, educação, saúde.

Nos meses seguintes a situação não melhorou muito. O ápice foi em abril de 2017, quando a fatura do cartão chegou a aproximadamente R$1.100 (em um só cartão, pois na época eu estava com 2 cartões de crédito diferentes) e só aumentou nos meses seguintes. Como eu pagava a fatura anterior e ficava sem dinheiro, eu usava o cartão de crédito para comprar tudo que eu precisava e o que não precisava também.

Nesse período eu comecei a tirar carteira de habilitação de moto, o que contribuiu ainda mais para aumentar meus gastos, já que reprovei no primeiro exame. Tive que fazer aulas extras e pagar por um novo exame.

Para não pagar o mínimo da minha fatura, e acabar nos juros do cartão de crédito, optei pelo cheque especial do banco. Minha vida financeira tornou-se um verdadeiro desastre: faturas altíssimas dos cartões de crédito e não conseguia pagar o valor do cheque especial. Até chegar ao ponto que precisei pagar menos do que havia gastado.

Como eu estava em desespero financeiro e não queria que minha família soubesse da minha situação, comecei a procurar algum tutorial no YouTube que pudesse me ajudar e encontrei o canal Finanças Femininas. Em dois dias eu assisti a todos os vídeos (de verdade, foram todos), fiz várias anotações, montei uma planilha com todas as dívidas que eu tinha em detalhes e em quanto tempo eu pretendia quitar tudo.

Comecei a utilizar o método 50-30-20, mas adequado à minha situação na época, com as seguintes metas:

– reduzir o valor da fatura do cartão de crédito para no máximo R$500 por mês;
– ficar com apenas um cartão de crédito;
– pagar os juros do cheque especial até no máximo fevereiro de 2018;
– guardar dinheiro na poupança, começando com R$35 por mês até chegar a 20% do meu salário;
– analisar todas as minhas compras: se eram necessárias, se eram por impulso e se eu realmente necessitava do produto antes de fazê-las;
– procurei uma fonte de renda extra e comecei a revender cosméticos de duas grandes marcas por catálogo;
– comecei a levar marmita para o serviço. Assim, eu utilizava o ticket alimentação ao invés de dinheiro ou cartão.

educacao-financeira

No início foi muito difícil. Consegui me organizar mesmo por volta do mês de setembro, até chegar em dezembro com o valor de R$647 na fatura do cartão e com um saldo negativo de R$201,96 no banco, devido aos juros do cheque especial.

Em janeiro, minha fatura do cartão foi para R$187, e agora, no mês de março, consegui chegar a um saldo positivo de R$10 no banco.

No método 50-30-20, já consigo guardar 15% do meu salário na poupança, tenho um título de capitalização e, quando acaba o mês, se sobrou algum dinheiro – em fevereiro sobrou R$100 – eu guardo na poupança.

Fiquei tão feliz quando vi meu saldo positivo no banco, que acabei escrevendo para o Finanças Femininas, pois foi com a ajuda de vocês que consegui regularizar minha vida financeira.

Minhas próximas metas são comprar um veículo e morar sozinha.

Agradeço de coração a vocês!”

*Nome fictício a pedido da leitora.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni

Gabriella Bertoni

Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

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