Desenvolvimento infantil: a potência de uma bola

24 de agosto de 2016 - Por

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*Priscila Lambach

A bola é um objeto muito usado por culturas do mundo todo. Crianças de vários lugares do planeta se interessam por esse brinquedo que pode ser um grande instrumento de desenvolvimento. No Brasil temos uma relação ainda mais especial com a bola por conta do futebol, esporte mais popular no País. Porém, muito antes das crianças aprenderem a chutar como pequenos craques, elas já tiveram contato com ao menos uma bola.

As bolas podem ser excelentes instrumentos para trabalhar o aspecto motor. Os bebês se divertem muito com as bolinhas de diferentes cores e texturas. Aquelas que fazem barulho quando apertamos são garantia de sucesso. Com brilho, com luz, com barulho. Tudo é legal e divertido. Com elas, você estimula o movimento de ir e vir, buscar e trazer, engatinhar, arremessar em uma “cesta”, amassar o papel para se transformar em bola…Você pode até mesmo cortar círculos de diferentes tamanhos em uma caixa de sapato e encorajar o bebê a passar as bolas pelos espaços. É muito bacana vê-los criando as primeiras hipóteses do que cabe e do que não cabe.

Esconder as bolinhas pode ser bom demais. Você pode cobri-las, colocar embaixo do sofá, em cima da mesa, e instigar a busca desses objetos.

Embrulhá-las com papel e entregar à criança também é tudo de bom. Eles adoram desempacotar o objeto!

Conforme as crianças vão crescendo, você pode continuar aproveitando esse recurso. Pode usar as bolas como malabares, jogar em uma parede e pegar de volta, pensando sempre nessa ideia do movimento.

Fazer algo relacionado com o aspecto cognitivo é mais do que válido. Você pode jogar a bola em família. Abaixo, seguem algumas possibilidades de jogos educativos:

1) Escolher uma categoria (ex: frutas). Quem está com a bola fala uma fruta, e passa para o parente que diz outra fruta e assim vai. Você pode trabalhar infinitos vocabulários para aumentar e estruturar o repertório da criança.

2) Começar falando uma palavra de uma determinada categoria, por exemplo, padaria. Os demais continuam dizendo outros lugares (ex: farmácia, biblioteca,entre outros). A ideia é parecida com a anterior, porém aqui as pessoas precisam adivinhar a categoria, o que é mais complexo.

3) O primeiro “jogador” diz uma palavra e joga a bola. Quem pegou tem que dizer uma palavra com a última letra da palavra anterior, e assim vai. Uma sequência ilustrativa seria: casa – árvoreescada. É excelente para os pequenos em fase de alfabetização.

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4) Pensando nos que estão começando a ler e escrever, os participantes podem ir falando uma letra de cada vez com o objetivo de construírem juntos uma palavra. Exemplo: um fala B, o outro O, seguinte L e o último A – BOLA.

5) Além desses todos, é possível ir juntando as palavras ditas. Por exemplo, o primeiro diz “Azul”, passa a bola para outro que diz “Azul-Amarelo”, passa e o outro fala “Azul-Amarelo-Vermelho”.

6) Se quiser complicar mais, pode-se jogar “Pergunta-Resposta”. Em que o que está com a bola pergunta, passa para outro que responde, e já pergunta antes de passar a bola para o próximo. É muito bom para estruturar frases, ou seja, a parte gramatical.

Todas essas atividades auxiliam na concentração, memória, aquisição de conteúdo e não representam algo estático. Todos estão em movimento, em conjunto, desenvolvendo aspectos muito importantes para um crescimento saudável.

Essas são apenas algumas ideias para estimularem a criação em casa. Com um recurso simples como uma bola, você pode criar o infinito. Para educar bem, não é preciso gastar muito dinheiro.

*Priscila Lambach é administradora de empresas e pedagoga. Fala sobre desenvolvimento humano e formação pessoal feitos com poucos recursos, de forma criativa e eficiente – desfazendo a ideia de que para educar bem é preciso investir muito dinheiro.

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Fotos: Shutterstock

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