Dia Internacional da Igualdade Feminina: ainda há muito para conquistar

26 de agosto de 2015 - Por

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A Constituição Brasileira proíbe discriminações por gênero nas contratações de trabalho. O cumprimento da lei, no entanto, infelizmente ainda está muito distante da realidade. Para quem não sabe, hoje é o Dia Internacional da Igualdade Feminina. Ao longo da história, nós conquistamos uma série de direitos que nos eram negados em função de gênero a custo de muita luta. Para se ter uma ideia, o CPF era um documento que as mulheres não tinham acesso até a década de 1960. Ou seja, até aquele ponto, não tínhamos direito de sequer ter uma conta bancária.

Apesar de termos conquistado muitos direitos, as desigualdades em função de gênero ainda são nítidas e é preciso continuamente cobrar mudanças para que a cultura mude. Levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial mostrou que a equidade com os homens no mercado de trabalho ainda pode levar 80 anos para acontecer. Ou seja, algo distante até mesmo para a próxima geração. Com o intuito de diminuir este tempo, uma pesquisa realizada com 400 empresas resultou no direcionamento de três diretrizes : incentivar a liderança feminina, mudar políticas corporativas para acelerar as mudanças na cultura empresarial e fomentar um ambiente de apoio.

Recentemente, mencionamos um estudo feito pela Mercer, consultoria internacional em Recursos Humanos, o qual apontou que as mulheres correspondem somente a 12% nos cargos de liderança na América Latina. A projeção é que este percentual suba para 39% até 2024. Mais importante do que apenas mencionar os números, o mesmo estudo mostrou ainda que as empresas que promovem a igualdade de gênero alcançam melhores resultados, tendo em vista que é um estímulo para a diversidade de pensamentos e opiniões.

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Neste sentido, o Brasil também precisa avançar. No levantamento feito pelo Fórum Econômico Mundial, o país ficou em 124º lugar em um ranking de 142 países, quanto a igualdade entre homens e mulheres no mercado. De acordo com informações do Observatório de Gênero, no Brasil, as mulheres recebem salários 30% menores do que os homens.

A disparidade torna-se ainda mais injustificável quando observamos os dados do IBGE, os quais mostram que as mulheres já engravidam menos na adolescência, estudam mais que os homens, tiveram um aumento médio na renda mensal maior do que eles entre 2000 e 2010, mas continuam com salários menores em comparação ao sexo masculino.

Bem como mencionamos no Dia da Mulher, hoje não é um dia para ser comemorado, mas sim um dia para marcar nossa luta. Que este seja não só um marco para lembrarmos nossas conquistas, mas principalmente um incentivo para continuarmos em busca da equidade que merecemos. Afinal, a independência financeira das mulheres sempre será a nossa bandeira!

 

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