Dólar cai e Ibovespa fecha em alta em dia volátil; SP pode decretar lockdown

14 de maio de 2020 - Por

Dólar cai e Ibovespa fecha em alta em dia volátil; SP pode decretar lockdown

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Esse texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,59% (79.011 pts)
Dólar: -1,39% (R$ 5,81)
Casos de coronavírus: 197.838 confirmados e 13.618 óbitos*

Resumo:

  • Em dia volátil, Bolsa dá guinada ao final do dia e fecha positiva;
  • Banco Central intervém e dólar cai;
  • aumenta a possibilidade de lockdown na cidade de São Paulo;
  • Brasil é o 6º país no mundo com mais casos de COVID-19;
  • prévia do PIB deve revelar queda de 5,9% na economia em março;
  • caixa deve prorrogar prazo de pagamento de financiamento habitacional, diz Bolsonaro.

Acompanhar o mercado financeiro nesta quinta-feira (14) exigiu atenção e sangue frio. Foi um dia de grande volatilidade para o Ibovespa, com direito a diversas viradas sem rumo definido e uma guinada nos últimos minutos do pregão.

A ajuda veio, em partes, do exterior, especialmente das bolsas americanas, que foram puxadas pela alta nas ações de bancos. Por aqui, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou que sua relação com Rodrigo Maia, presidente da Câmara, melhorou.

O dólar também proporcionou emoções quando chegou aos R$ 5,97 no intradiário, ou seja, no meio do dia. No entanto, o Banco Central (BC) interveio fortemente no câmbio fazendo um leilão de 20 mil contratos de swap, que nada mais é do que um leilão de dólares feito pelo BC para suavizar a alta da moeda estadunidense.

No cenário interno, aumentam as apostas de que a cidade de São Paulo entrará no chamado lockdown – um protocolo de confinamento completo – para conter a contaminação por coronavírus. De acordo com o colunista Lauro Jardim, d’O Globo, “a decisão será justificada pela diminuição comprovada do isolamento social na capital nas últimas semanas e pela possibilidade cada vez mais iminente de colapso nos serviços de saúde.”

Hoje, o Brasil é o 6º país no mundo com mais casos de COVID-19, com 749 novas mortes registradas nas últimas 24h, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Saúde no início da noite de ontem (13). Na cidade de São Paulo, a taxa média de ocupação das UTIs de hospitais municipais reservados para pacientes com coronavírus chegou a 89% pela primeira vez.

Dólar cai e Ibovespa fecha em alta em dia volátil; SP pode decretar lockdown

Prévia do PIB deve revelar queda de 5,9% na economia em março, segundo Valor Data

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), conhecido por ser a prévia do Produto Interno Bruto (PIB), ainda não saiu, mas a mediana das estimativas de analistas consultados pelo Valor Data já apontam que enfrentaremos uma queda brusca no índice. O tombo será de 5,9% em março ante a fevereiro, já feito o ajuste sazonal. Esta seria a maior queda da série histórica iniciada em 2003.

O caminho é o mesmo que setores da economia estão tomando, como a produção industrial (-9,2%), prestação de serviços (-6,9%) e vendas do varejo ampliado em março (-13,7%).

Vale reiterar que março foi o primeiro mês de atividades econômicas afetadas pela pandemia do coronavírus. No entanto, a contenção só aconteceu a partir da metade do mês, o que aumenta as expectativas de que os números de abril sejam piores.

Caixa deve prorrogar prazo de pagamento de financiamento habitacional, diz Bolsonaro

Nesta quinta-feira (14), após conversa com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, o presidente Jair Bolsonaro informou que o banco deverá prorrogar o prazo de carência para o pagamento de financiamentos de moradias.

“Pedro Guimarães, conversei com ele agora, em comum acordo, e ele diz que vai aumentar para quatro meses. Porque não adianta apenas prorrogar se o elemento que perdeu o emprego teve salário reduzido e não tem como pagar a prestação da casa própria”, afirmou o presidente em conversa com jornalistas na saída do Palácio da Alvorada, de acordo com o InfoMoney.

*Até o fechamento do texto. Fonte: G1, via levantamento feito junto às secretarias estaduais de saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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