Dólar fecha a R$ 5,90 e quebra novo recorde; moeda bateu R$ 5,94 no meio do dia

13 de maio de 2020 - Por

Dólar alcança R$ 5,94 no meio do dia e quebra novo recorde

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Esse texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -0,13% (77.772 pts)

Dólar: +0,54% (R$ 5,90)

Casos de coronavírus: 181.518 confirmados e 12.703 óbitos*

Resumo:

  • Dólar alcança R$ 5,94 no meio do dia e quebra novo recorde;
  • Brasil registra recorde de 881 novas mortes por coronavírus em 24 horas;
  • economia global deve perder US$ 8,5 tri em dois anos, alerta ONU;
  • governo prevê que PIB de 2020 encolherá 4,7%; salário mínimo deve ter menor reajuste

O dólar bateu dois novos recordes nesta quarta-feira (13): o de fechamento, de R$ 5,9007, e o chamado intradiário, que ocorre ao longo do dia, de R$ 5,9449. A guinada veio após o presidente do Federal Reserve (também chamado de Fed, o banco central estadunidense), Jerome Powell, rejeitar a possibilidade da instituição adotar os juros negativos nos Estados Unidos. A afirmação foi um balde de água fria nos investidores do mundo inteiro, que esperavam que os juros caíssem para o território negativo.

As moedas emergentes sofreram bastante com a declaração. Isto porque, caso os Estados Unidos adotassem a política de juros negativos, os títulos do governo de lá ficariam menos atrativos para os investidores, que acabariam levando seu dinheiro para outros países.

Além de renovar as máximas históricas, a afirmação também mexeu com o humor dos mercados no geral. Juntou-se à frustração um novo episódio da briga entre Estados Unidos e China: o presidente Donald Trump chamou o coronavírus de “praga da China”, colocando em xeque o acordo comercial tecido anteriormente. Pelo Twitter, Trump disse que nem “cem acordos comerciais fariam a diferença.”

No cenário nacional, ainda reina a instabilidade política. Agentes do mercado financeiro aguardam a divulgação do vídeo da reunião ministerial na íntegra – falamos sobre ele no resumo de ontem.

Em meio à dança econômica e política, o Brasil registrou novo recorde de mortes por coronavírus nas 24 horas entre segunda e terça-feira (dias 11 e 12, respectivamente). Foram 881 vítimas, de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde na noite da última terça-feira – após a publicação do fechamento do Finanças Femininas. O recorde anterior era de 751 novas mortes por COVID-19, de sexta-feira (8)

Dólar alcança R$ 5,94 no meio do dia e quebra novo recorde

Economia global deve perder US$ 8,5 tri em dois anos, alerta ONU

A economia mundial deverá ter uma perda de quase US$ 8,5 trilhões (aproximadamente R$ 50 trilhões) em produção nos próximos dois anos devido à pandemia de coronavírus, segundo estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU). A queda anularia todos os ganhos dos últimos quatro anos.

A informação está presente em relatório sobre a situação da economia global. Nele, a ONU também destaca que essa será a maior contração desde a Grande Depressão, que ocorreu na década de 1930. Ela acontecerá em uma situação que, nas palavras do Valor Econômico, já era de “anemia econômica”, dada a expansão global de apenas 2,1%, conforme projeção do começo do ano.

Quanto ao Brasil, o documento estima contração econômica de 5,2% neste ano – no começo de 2020, antes da pandemia, era prevista alta de 1,7%.

Governo estimativa que PIB de 2020 encolherá 4,7%; salário mínimo deve ter menor reajuste

Nesta quarta-feira (13), o Ministério da Economia divulgou relatório de receitas e despesas do orçamento de 2020, que mostra a nova previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020: um tombo de 4,7%.

A previsão anterior – divulgada ainda no início da crise provocada pela pandemia da COVID-19, em março –, era de crescimento econômico de 0,02% neste ano.

Já a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia informou, também nesta quarta, que a nova estimativa de inflação deste ano é de 2,45%, ante aos 3,28% anteriormente estimados, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O INPC é usado pelo governo para corrigir o salário mínimo. Isso significa que, se essa redução realmente se confirmar e não houver mudança de cálculo, o salário mínimo de 2021 também deve sofrer queda.

De acordo com o G1, a previsão para o salário mínimo no ano que vem era de R$ 1079. No entanto, se o novo dado se confirmar, o mínimo irá para R$ 1.070,60 a partir de janeiro – R$ 8,40 a menos. Atualmente, o valor é de R$ 1.045.

*Até o fechamento do texto. Fonte: G1, via levantamento feito junto às secretarias estaduais de saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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