Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde março

5 de junho de 2020 - Por

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez desde março

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +0,89% (94.637 pontos)

Dólar: -2,66% (R$ 4,99)

Casos de coronavírus: 630.708 confirmados e 34.625 óbitos*

Resumo:

  • Dados de emprego nos Estados Unidos impulsionam Bolsa e ajudam dólar a fechar a R$ 4,99;
  • Brasil registra 1.473 mortes por coronavírus em 24 horas, quebra novo recorde e se torna o 3º país do mundo com mais óbitos;
  • Bolsonaro confirma prorrogação do Auxílio Emergencial por dois meses;
  • Caixa libera saques e transferências da 2ª parcela do Auxílio Emergencial para nascidos em junho.

Você lembra quando foi o última dia que o dólar esteve abaixo de R$ 5? Esta sexta-feira (5) foi a primeira vez desde março. O motivo é o mesmo que ajudou a Bolsa a disparar para a alta no pregão de hoje: os dados de criação de emprego nos Estados Unidos divulgados hoje pelo Departamento do Trabalho do país.

O indicador ficou em 13,3% em maio, contra 14,7% em abril, mês cujo desemprego alcançou o maior patamar pós-Segunda Guerra Mundial. O número do mês de maio ficou bem abaixo dos 20% esperados e, de acordo com o relatório, os EUA já recuperaram 2,5 milhões de postos de trabalho no período.

“Essa melhora no mercado de trabalho reflete uma retomada limitada da atividade econômica, que havia sido freada em março e abril devido à pandemia do coronavírus e aos esforços para contê-la”, disse o Departamento em nota.

Com isso, a Bolsa fecha em alta pelo o 5º dia consecutivo – uma semana positiva, com acumulado de 8,43%, reduzindo o saldo negativo no ano para -18,05%. Já o dólar encerrou a semana acumulando queda de 6,44%, apesar de ainda ter alta acumulada de 24,52% em 2020.

Para além das paredes da B3, o Brasil quebrou um novo recorde de mortes por coronavírus em 24 horas – 1.473, contra os 1.349 óbitos registrados na última terça-feira (3). Com a adição, o País superou a Itália – que se tornou símbolo da tragédia da pandemia – e passou a ocupar o terceiro lugar entre as nações com mais mortes pela doença, atrás apenas de Estados Unidos, com 107 mil vítimas, e o Reino Unido, com quase 40 mil.

Bolsonaro confirma prorrogação do Auxílio Emergencial por dois meses

Bolsonaro confirma prorrogação do Auxílio Emergencial por dois meses

Em live no Facebook nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro confirmou que prorrogará o Auxílio Emergencial por mais dois meses. Ele afirmou que a extensão já está acertada com Paulo Guedes, ministro da Economia, e que o valor será menor do que os atuais R$ 600 – mas não especificou nenhum novo valor.

“A gente espera que o comércio volte a funcionar, os informais voltem a trabalhar, bem como outros também que perderam emprego”, disse.

Auxílio Emergencial: Caixa libera saques e transferências da 2ª parcela para nascidos em junho

A Caixa Econômica Federal (CEF) liberou nesta sexta-feira os saques e transferências da segunda parcela do Auxílio Emergencial para nascidos em junho que receberam o benefício nas poupanças sociais digitais do banco.

Antes da liberação, estes 2,6 milhões de beneficiários só podiam usar os recursos para pagar boletos, contas e compras por meio do cartão de débito virtual.

No sábado (6), será a vez dos nascidos em julho poderem sacar e transferir o dinheiro e, na segunda-feira (8), dos nascidos em agosto.

*Até o fechamento do texto. Fonte: G1, via levantamento feito junto às secretarias estaduais de saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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