Eleições 2018: conheça as propostas para Saúde dos candidatos à Presidência

13 de setembro de 2018 - Por

eleicoes-2018-candidatos-presidencia-propostas-saude-01

quem ama, compartilha!

Nessas Eleições 2018, segundo levantamento do Ibope feito em agosto, Saúde está entre as três áreas que mais preocupam os eleitores de 25 estados e do Distrito Federal. Por isso, elaboramos este guia com um resumo das propostas para a Saúde de oito candidatos à Presidência.

Utilizamos como critério os nove primeiros colocados nas últimas pesquisas e a ordem de apresentação é alfabética. Constam aqui Alvaro Dias (PODE), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL), João Amoêdo (NOVO) e Marina Silva (Rede).

As propostas apresentadas abaixo foram majoritariamente retiradas dos documentos de diretrizes de governo disponibilizados no site do TSE pelas próprias coligações e de declarações públicas, como entrevistas e manifestações em redes sociais.

Para encontrar propostas ou um candidato específico, aperte “CTRL + F” (Windows) ou “Command + F” (macOS), que é o comando para encontrar um termo na página. Se você quiser saber quais são as propostas para Educação, Economia, Políticas Sociais e Segurança Pública, clique aqui.

Propostas para a Saúde de Alvaro Dias (PODE)

eleicoes-2018-propostas-alvaro-dias

  • Promete investir na saúde com pronto atendimento (não há detalhamento sobre a forma como isso seria feito);
  • fila zero nas emergências e prontuário eletrônico;
  • genéricos sem impostos até 2022.

Propostas para a Saúde de Ciro Gomes (PDT)

eleicoes-2018-propostas-ciro-gomes

  • Promete reafirmar o SUS como uma política de Estado, universal e “que deve ser aprimorada para melhor atender à população”;
  • fazer mutirões para consultas com especialistas, exames e ampliar as cirurgias eletivas;
  • ampliar a oferta de atendimento à urgência e emergência, reforçada por meio da constituição de consórcios em mesorregiões e da implementação de regiões de saúde;
  • aprimorar e sistematizar o processo de entrega de remédios;
  • manutenção e aprimoramento de padrões de integralidade da atenção em saúde e equidade no sistema de saúde brasileiro;
  • estimular a ampliação da rede de policlínicas através da formação de consórcios em mesorregiões;
  • investir na formação de médicos generalistas e reforço do conteúdo geral na formação de todas as especialidades;
  • atualizar os valores da tabela SUS;
  • aprimorar a cobertura, de modo universal, dotando-a dos mecanismos para exercer o papel de referência para a organização, funcionamento e avaliação de todo o sistema de saúde;
  • criar o Registro Eletrônico de Saúde, que registrará o histórico do paciente e facilitará o atendimento do paciente em todas as esferas do SUS;
  • criar uma central de regulação para a alocação de leitos e procedimentos, a partir da definição de protocolos de prioridade no atendimento, considerando as diversas especialidades médicas;
  • disseminar boas práticas e supervisionar os postos e hospitais com pior desempenho pelos profissionais daqueles com melhor desempenho;
  • estruturar a carreira de gestor na área da Saúde;
  • criar um Sistema Nacional de Ouvidoria do SUS;
  • combate intensivo às chamadas arboviroses transmitidas pelo Aedes aegypti (dengue, zika e chikungunya);
  • reforçar os programas bem-sucedidos do SUS – a estratégia de saúde da família (ESF), o programa de controle de HIV/AIDS, o programa de transplante de órgãos e o sistema nacional de imunização;
  • recuperar com urgência a cobertura vacinal, atentando para a necessidade de evitar uma epidemia de sarampo;

Propostas para a Saúde de Fernando Haddad (PT)

eleicoes-2018-propostas-fernando-haddad

  • Fortalecer a regionalização dos serviços de saúde, que deve se pautar pela gestão da saúde interfederativa, racionalizando recursos financeiros e compartilhando a responsabilidade com o cuidado em saúde;
  • explorar a potencialidade econômica e tecnológica do complexo industrial da saúde de forma a atender as necessidades e especificidades do setor, reduzindo custos e aumentando a eficiência tecnológica;
  • aprimorar a regulamentação das relações com o terceiro setor de saúde, em particular com as organizações sociais, superando o paradigma da precarização e da terceirização da gestão;
  • fortalecer os conselhos e conferências de saúde, de forma que seus papéis de formulação de políticas sejam os orientadores das políticas para o setor;
  • atuar na área da promoção da saúde, com políticas regulatórias e tributárias (referentes ao tabaco, sal, gorduras, açúcares, agrotóxicos), por meio de programas que incentivem a atividade física e alimentação adequada, saudável e segura;
  • ação de controle do Aedes aegypti;
  • produzir políticas intersetoriais para reduzir os acidentes de trânsito e todas as formas de violência, com a participação de diversas áreas do governo, para garantir atenção especial e integrada às populações vulneráveis;
  • implementar ações voltadas para a saúde das mulheres, pessoas negras, LGBTI+, idosos, crianças, juventudes, pessoas com deficiência, população em situação de rua, população privada de liberdade, imigrantes, refugiados e povos do campo, das águas e das florestas;
  • aperfeiçoar a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) para consolidar esses pressupostos constitucionais. Para isso, propõe a organização de uma atenção básica resolutiva e organizadora do cuidado à saúde é o eixo central da política assistencial que se quer implementar;
  • em parceria com Estados e municípios, propõe a criação da Rede de Especialidades Multiprofissional (REM), que contará com polos em cada região de saúde, integrada com a atenção básica, para garantir acesso a cuidados especializados por equipes multiprofissionais para superar a demanda reprimida de consultas, exames e cirurgias de média complexidade;
  • investir a implantação do prontuário eletrônico de forma universal e no aperfeiçoamento da governança da saúde;
  • estimular a inovação na saúde, ampliando a aplicação da internet e de aplicativos na promoção, prevenção, diagnóstico e educação em saúde.

Propostas para a Saúde de Geraldo Alckmin (PSDB)

eleicoes-2018-propostas-geraldo-alckimin

  • Propõe a digitalização de dados, a implantação de um cadastro único de todos os usuários do SUS e a criação de um prontuário eletrônico com o histórico médico de cada paciente;
  • ampliar o Programa Saúde da Família e incorporar a ele mais especialidades;
  • criar um programa de credenciamento de ambulatórios e hospitais “amigos do idoso”;
  • fomentar ações voltadas à prevenção da gravidez precoce, adotando estratégias educativas de sensibilização de adolescentes e apoio integral no caso de gestação;
  • Cobrar da seguradora de saúde o atendimento feito no SUS aos segurados.

Propostas para a Saúde de Guilherme Boulos (PSOL)

eleicoes-2018-propostas-guilherme-boulos

  • Aumentar de 1,7%, para 3% a parte do PIB destinada à saúde;
  • ampliar o número de leitos hospitalares públicos de forma que represente no mínimo 50% dos leitos hospitalares do SUS, através de investimento em expansão e aumento de escala de hospitais regionais estratégicos;
  • descriminalizar, de acordo com a proposta apresentada na ADPF 442, de autoria da Anis e/ PSOL, e legalizar o aborto nos termos do PL 882/2015;
  • assegurar o procedimento de interrupção gestacional nos casos já previstos em lei em toda a rede pública de saúde;
  • reconhecer a identidade de gênero para mulheres transexuais e oferecer a atenção necessária à sua saúde de forma despatologizada;
  • oferecer atendimento público e humanizado para mulheres cis, travestis, transexuais e crianças, em situação de vulnerabilidade, tais como: moradora em situação de rua, de prostituição, drogas;
  • criar serviços especializados de psiquiatria e psicologia nos hospitais de referência de atendimento à mulher, voltado para vítimas de violência;
  • criar um programa feminista de capacitação e formação continuada para profissionais dos serviços públicos da educação, saúde, cultura, turismo, comunicação e segurança;
  • promover a atenção obstétrica e neonatal qualificada e humanizada, inclusive a assistência às complicações do abortamento em condições inseguras;
  • efetivar ações de assistência que previnam e tratem o câncer cérvicouterino e de mama na população feminina cis e transmasculina;
  • programar, através do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador, ações voltadas aos agravos à saúde das trabalhadoras;
  • implantar projetos de modelo de atenção à saúde mental das mulheres na perspectiva de gênero com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPs);
  • realizar campanhas de prevenção ao suicídio de pessoas LGBTI e fortalecer a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS);
  • promover a completa despatologização das identidades LGBTI, assim como o fim das “comunidades terapêuticas” e da pseudociência, das intervenções corporais indevidas em pessoas intersexo, das internações forçadas e dos tratamentos anticientíficos para a mal chamada “cura gay”;
  • estabelecer a Redução de Danos como principal diretriz para o tratamento de usuários de drogas;
  • acabar com a proibição de doar sangue para os homens que fazem sexo com homens, apoiando a aprovação, no Congresso Nacional, do PL-6297/2016, do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ);
  • criar plano de políticas públicas e metas para redução da transmissão do vírus do HIV, recuperando e reforçando campanhas e políticas específicas para a população LGBTI, negra, campesina e indígena, e da mortalidade por Aids e coinfecções como tuberculose e pneumonia;
  • pretende implementar o pleno e imediato ressarcimento dos planos de saúde ao SUS e auditar e cobrar as dívidas de planos de saúde com o SUS;
  • implementar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, estabelecida pela Portaria nº 992, de 2009. Firmar o compromisso do Governo Federal, com o correto financiamento do SUS (de acordo com a Lei 8080/90), para adoção de ações de cuidado, atenção, promoção à saúde e prevenção das doenças da população negra;
  • defesa e efetivação da Política Nacional de Saúde da População Negra, com a incorporação desta temática nos cursos de graduação de saúde;
  • enfrentar as doenças com maior incidência na população negra;
  • garantir o acesso a unidades de saúde, tais como postos de saúde e hospitais, com oferta de profissionais voltados à saúde da mulher, bem como assegurar tratamento profissional adequado e respeitoso às mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais (ginecologistas, psicólogos, planejadores familiares, etc);
  • implantar de forma efetiva a Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM) e avançar na política de saúde da mulher. A PAISM, nas suas diretrizes, prevê: o desenvolvimento de ações de atenção em todas as etapas da vida da mulher, sexualidade, doenças sexualmente transmissíveis, prevenção do câncer, planejamento familiar e os direitos reprodutivos, de forma a superar o modelo centrado na atenção na saúde materno-infantil;
  • implementar a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, estabelecida pela Portaria nº 992, de 2009. Firmar o compromisso do Governo Federal, com o correto financiamento do SUS (de acordo com a Lei 8080/90), para adoção de ações de cuidado, atenção, promoção à saúde e prevenção das doenças da população negra;
  • enfrentar as doenças com maior incidência na população negra;
  • garantir o acesso a unidades de saúde, tais como postos de saúde e hospitais, com oferta de profissionais voltados à saúde da mulher, bem como assegurar tratamento profissional adequado e respeitoso às mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais (ginecologistas, psicólogos, planejadores familiares, etc);
  • implantar de forma efetiva a Política de Atenção Integral à Saúde da Mulher (PAISM) e avançar na política de saúde da mulher.

eleicoes-2018-candidatos-presidencia-propostas-saude-02

Propostas para a Saúde de Henrique Meirelles (MDB)

eleicoes-2018-propostas-henrique-meireles

  • Ampliar a participação do Governo Federal no financiamento da Saúde;
  • melhorar a aplicação dos recursos, investindo em melhor organização, eficiência e boa gestão do sistema, com critérios de desempenho; maior autonomia hospitalar; incentivos e planos de carreira; maior integração entre estabelecimentos públicos e privados;
  • ampliar os serviços de atenção básica e a coordenação das redes de atenção à saúde;
  • fortalecer e ampliar a cobertura do Programa Saúde da Família e facilitar o acesso da população a consultas e exames por meio da informatização das unidades de saúde;
  • promover o saneamento e a recuperação financeira dos hospitais filantrópicos e das Santas Casas;
  • retomar os mutirões da saúde.

Propostas para a Saúde de Jair Bolsonaro (PSL)

eleicoes-2018-propostas-jair-bolsonaro

  • Propõe a criação do Prontuário Eletrônico Nacional Interligado. Os postos, ambulatórios e hospitais devem ser informatizados com todos os dados do atendimento, além de registrar o grau de satisfação do paciente ou do responsável;
  • credenciamento Universal dos Médicos: toda força de trabalho da saúde poderá ser utilizada pelo SUS, “garantindo acesso e evitando a judicialização”;
  • acabar com o programa Mais Médicos: os profissionais estrangeiros que quiserem continuar atuando no País precisarão passar pelo Revalida;
  • criar a carreira de Médico de Estado, para atender as áreas remotas e carentes do Brasil;
  • promover o treinamento de agentes comunitários de saúde para se tornarem técnicos de saúde preventiva para auxiliar o controle de doenças frequentes como diabetes e hipertensão;
  • estabelecer nos programas neonatais em todo o País a visita ao dentista pelas gestantes;
  • incluir os profissionais de educação física no programa de Saúde da Família, “com o objetivo de ativar as academias ao ar livre como meio de combater o sedentarismo e a obesidade e suas graves consequências à população, como AVC e infarto do miocárdio”.

Propostas para a Saúde de João Amoêdo (NOVO)

eleicoes-2018-propostas-joao-amoedo

  • Aprimorar o acesso e a gestão da saúde pública;
  • expandir e priorizar os programas de prevenção, como clínicas de família;
  • ampliação das parcerias público-privadas e com o terceiro setor para a gestão dos hospitais;
  • mais autonomia para os gestores e regras de governança para os hospitais;
  • criar consórcios de municípios para maior escala de eficiência e gestão regionalizada de recursos e prioridades;
  • uso intenso de tecnologia para prontuário único, universal e com o histórico de paciente;
  • eliminar filas com utilização de plataformas digitais para marcação de consultas.

Propostas para a Saúde de Marina Silva (Rede)

eleicoes-2018-propostas-marina-silva

  • Revolucionar a atual forma de gestão fragmentada e pulverizada substituindo-a por uma gestão integrada, participativa e verdadeiramente nacional;
  • propõe dividir o País em cerca de 400 regiões de saúde: a gestão será compartilhada entre a União, Estados e Municípios e envolverá as entidades filantrópicas e serviços privados. Representantes eleitos pela população dos municípios da região terão mandatos para participar da gestão;
  • realizar o “adequado mapeamento das necessidades e vazios assistenciais, promovendo um planejamento regionalizado da distribuição de serviços, leitos hospitalares e ambulatoriais”;
  • ampliar a cobertura da Atenção Básica, articulando esforços para melhorar o encaminhamento às especialidades, urgências e procedimentos de alta complexidade;
  • fortalecer e aprimorar a atuação territorial da Estratégia de Saúde da Família, visando estimular seu potencial humanizador do cuidado no atendimento, valorizando cada vez mais a prevenção, pautada por um programa abrangente de educação e promoção da saúde;
  • garantir que as redes de saúde atuem com eficiência nas situações de emergência, através da oferta de equipamentos adequados, profissionais especializados e utilização de recursos tecnológicos para o apoio diagnóstico e de tratamento, que sejam complementares à atenção básica, garantindo a sua resolutividade e qualidade;
  • garantir o acesso a medicamentos essenciais, a promoção de seu uso racional e responsável e a ampliação do uso de medicamentos genéricos;
  • investir na reformulação da gestão e publicização de dados do SUS, “tornando a plataforma mais amigável para o cidadão e com informações relevantes para avaliações externas sobre seu funcionamento, a exemplo do tempo de espera para atendimento”;
  • promover uma melhor integração da saúde mental com a atenção básica, evitando duplicidade de sistemas e colaborando com a formação de mais profissionais;
  • fortalecer iniciativas que ampliem a oferta de médicos aos municípios, estimulando a fixação de profissionais em localidades mais remotas;
  • criar as condições para garantir e ampliar a oferta de tratamentos e serviços de saúde integral adequados às necessidades da população LGBTI;
  • promover as ações de saúde integral das mulheres e de seus direitos reprodutivos e sexuais envolvendo ações preventivas e efetividade dos Programa de Planejamento Reprodutivo e Planejamento Familiar, além da oferta de contraceptivos pelas farmácias populares e estímulo ao parto humanizado;
  • prevenir e promover o atendimento à gravidez na adolescência, que “representou 17,5% das crianças nascidas em 2016, contará com uma política integrada das áreas de educação e saúde”;
  • fortalecer políticas voltadas à qualidade de vida para os idosos, prevenção de acidentes de trânsito e redução da violência, controle e diminuição dos níveis de poluição do ar, alimentação saudável, redução do uso de agrotóxicos e apoio à agroecologia;
  • promover a alimentação saudável, com a inserção dos profissionais de nutrição nas equipes de apoio da Estratégia Saúde da Família.

Fotos: Fotolia e Divulgação/TSE

Gostou do nosso conteúdo? Clique aqui e assine a nossa newsletter! 

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande um e-mail!

quem ama, compartilha!

Gabriella Bertoni
Gabriella Bertoni
Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
Fale comigo! :) gabriella@financasfemininas.com.br

Leia em seguida

sindrome-de-burnout-entenda-os-sintomas-e-como-evitar

13 de dezembro de 2019

A Síndrome de Burnout ou esgotamento profissional, é um distúrbio provocado por condições desgastantes no ambiente de trabalho. Saiba mais.

quanto-custa-o-exame-genetico-para-detectar-risco-de-cancer-de-mama

1 de outubro de 2019

O câncer de mama é o mais comum entre as mulheres. Saiba quanto custa o teste genético que detecta o risco de desenvolver a doença.

Violência-sexual-assédio-sexual-saude-mental-01

30 de outubro de 2018

Hipertensão, depressão e insônia são algumas das doenças que vítimas de violência e assédio sexual estão mais propensas, segundo estudo. Entenda.

SIGA O INSTAGRAM @financasfemininas