Em dia de recuperação na Bolsa, Banco Central corta Selic para 2% a.a

5 de agosto de 2020 - Por

Em dia de recuperação na Bolsa, Banco Central corta Selic para 2% a.a

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,57% (102.801 pontos)

Dólar: +0,18% (R$ 5,29)

Casos de coronavírus: 2.817.473 confirmados e 96.326 mortes*

Resumo:

  • Comitê do Banco Central reduz taxa Selic para 2% ao ano;
  • Bolsa cola no otimismo internacional e fecha em alta;
  • algumas ações que sofreram quedas no pregão de ontem se recuperam hoje;
  • Brasil já perdeu mais de 96 mil vidas para novo coronavírus; 9 estados tiveram aumento nos casos;
  • mulheres serão principais prejudicadas por impacto da pandemia no comércio, diz OMC;
  • inflação sobe mais para população de baixa renda em julho, mostra FGV;
  • um em cada quatro brasileiros já usa bancos tradicionais e fintechs.

Colando na cauda do otimismo internacional e em recuperações internas, a Bolsa brasileira fechou esta quarta-feira (5) em alta, depois de uma véspera de fortes quedas. Hoje, 22 entre as 75 ações listadas no Ibovespa ficaram em baixa – ontem, foram 66.

Do lado de fora, o sinal verde veio dos Estados Unidos, com sinais de avanços no pacote de estímulo estadunidense. Ontem, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, discutiu a respeito com representantes da Casa Branca. Segundo o jornal Washington Post, ambos os lados concordaram em tentar amarrar um acordo até o fim dessa semana – assim, a votação no Congresso ficaria já para a semana que vem.

A notícia ajudou a impulsionar as bolsas da Europa, que fecharam em alta, e de Nova York.

Por aqui, o empurrãozinho veio principalmente de três empresas que administram shoppings, que divulgaram seus balanços do segundo trimestre e agradaram. Colaboraram, ainda, ações da Petrobras – que subiram diante da queda dos estoques de petróleo nos EUA.

Contudo, o dia também foi de cautela, já que o mercado financeiro ficou de olho na reunião que definiu os rumos da taxa Selic. Mesmo antes da divulgação do resultado – que aconteceu depois que a B3 fechou –, o corte para 2% ao ano já era esperado. Você verá mais detalhes a seguir.

Vale ainda ressaltar que 9 estados brasileiros tiveram alta nas mortes por coronavírus. Hoje, o Brasil alcançou o patamar de mais de 96 mil vidas perdidas e contabilizadas. Para acompanhar a situação no seu estado, o portal G1 elaborou um infográfico, que usa a variação da média móvel – que aponta com mais precisão a evolução da doença e é calculada somando o resultado dos últimos sete dias, dividindo por sete. Clique aqui e veja.

Em dia de recuperação na Bolsa, Banco Central corta Selic para 2% a.a

Comitê do Banco Central reduz taxa Selic para 2% ao ano

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu, em reunião encerrada na tarde desta quarta-feira (05), reduzir a taxa básica de juros de para 2% ao ano. Antes da decisão de cortar 0,25 ponto percentual, a Selic estava no patamar de 2,25% a.a. – o menor nível da história até então. Este é o nono corte consecutivo e, com ele, o Copom renova a mínima histórica.

Para você entender melhor, o principal principal papel da taxa Selic dentro da política monetária brasileira é controlar a inflação. A crise vem diminuindo bruscamente o consumo das famílias, especialmente daquelas que enfrentaram perda de renda – e, com isso, a inflação também vem caindo. Desta forma, o BC teve espaço para uma nova redução da taxa de juros – a maior ferramenta da política monetária para estimular a economia.

Ao cortar a taxa básica de juros, o Banco Central pretende estimular a demanda por crédito e o consumo das famílias, um dos possíveis combustíveis para fazer a economia girar e atenuar a crise.

Na nota, o Copom “reconhece que, devido a questões prudenciais e de estabilidade financeira, o espaço remanescente para utilização da política monetária, se houver, deve ser pequeno”.

Em partes, o discurso vai ao encontro da expectativa do mercado financeiro, que espera que essa seja a última baixa de um ciclo de reduções da taxa de juros iniciada em agosto de 2019. Também espera-se que a taxa continue no patamar de 2% até setembro do ano que vem, quando voltaria a subir.

Mulheres serão principais prejudicadas por impacto da pandemia no comércio, diz OMC

As mulheres devem sair mais prejudicadas do que os homens na frente econômica por mais um motivo: a redução no comércio internacional provocada pela pandemia de coronavírus as atingirá em cheio, afirmou nesta quarta-feira a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Segundo a organização, isso acontecerá porque pessoas do sexo feminino são maioria dos trabalhadores de setores que sofreram as maiores quedas no crescimento das exportações durante os primeiros meses da pandemia, entre eles têxteis, vestuário, calçados e produtos de telecomunicações.

Também haverá impacto no setor de serviços, no qual as mulheres também estão em maior número do que homens em empresas ligadas a viagens de turismo e negócios.

Para que se tenha ideia, a OMC afirma que, na média, 37% das trabalhadoras da indústria têm alto risco de serem atingidas pela desaceleração do comércio pós-pandemia. Já entre os homens, o número é de 26%.

Inflação sobe mais para população de baixa renda em julho, mostra FGV

No mês de julho, a população de baixa renda sentiu mais a inflação do que o conjunto dos brasileiros, de acordo com informações divulgadas nesta quarta-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

A variação de preços de produtos e serviços para famílias com renda entre um e 2,5 salários mínimos é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que ficou em em 0,50% no mês. Desta forma, acumulou alta de 1,66% no ano, e de 3,08% em 12 meses.

Já o IPC-Br, que mede a variação de preços para famílias cuja renda é de um a 33 salários mínimos mensais, subiu 0,49% no mês passado. A alta acumulada foi de 1,04% no ano e de 2,40% em 12 meses.

Um em cada quatro brasileiros já usa bancos tradicionais junto a fintechs

Mesmo em um Brasil desbancarizado e desigual no quesito acesso à tecnologia, as fintechs estão ganhando espaço pouco a pouco. Uma pesquisa conduzida pela Fujitsu, empresa de tecnologia da informação e da comunicação (TIC), apontou que 27% dos entrevistados já cuidam de suas finanças combinando bancos tradicionais e digitais.

A mudança é gradual: 64% ainda preferem realizar transações bancárias pelos bancos tradicionais. Contudo, os brasileiros são os mais abertos a usar serviços de bancos digitais em comparação aos entrevistados dos demais países – Austrália, Canadá, Alemanha, Japão, México, Nova Zelândia, Finlândia, Irlanda, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

Entre os entusiastas das fintechs, a maior parte são jovens, sendo que 27% dos entrevistados entre 16 a 24 anos e 33% entre 25 a 34 anos afirmaram que pretendem usar apenas instituições digitais em até cinco anos.

O relatório foi publicado com exclusividade pelo Valor Investe.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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