Em dia instável, Bolsa vira de última hora acompanhando NY

22 de setembro de 2020 - Por

Em dia instável, Bolsa vira de última hora acompanhando NY

quem ama, compartilha!

Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +0,31% (97.293 pontos)

Dólar: +1,26% (R$ 5,46)

Casos de coronavírus: 4.566.123 confirmados e 137.445 mortes*

Resumo:

  • Ibovespa patina, mas alta de última hora nas bolsas de Nova York ajudam a virar o jogo;
  • apesar da leve alta, baixo volume de negociações aponta que o dia foi de cautela entre os investidores;
  • nova onda de coronavírus segue preocupando mercado financeiro da Europa e EUA;
  • Banco Central divulga ata da última reunião e mercado entende que Selic deve ficar em 2% a.a. por bastante tempo.

Depois de um dia de instabilidade, a Bolsa conseguiu se reerguer ao final da tarde, encerrando o pregão desta terça-feira (22) em alta.

O tom das movimentações foi de cautela, visto que as preocupações dos últimos dias segue em alta. Na Europa e nos Estados Unidos, continua a preocupação com uma nova onda do coronavírus e os impactos da pandemia nas economias ainda é pujante.

Para que se tenha ideia, nos EUA, os números de novos casos em 24 horas estão no maior patamar das últimas duas semanas. Hoje, o presidente do Federal Reserve (ou Fed, o banco central estadunidense), Jerome Powell, afirmou que a economia do país ainda tem um futuro “altamente incerto”, mas reforçou que a autoridade irá dar apoio o tempo que for necessário.

No cenário interno, o investidor segue de olho na questão fiscal – e se o governo conseguirá controlá-la. A timidez foi tamanha que o volume negociado no dia foi de apenas R$ 15 bilhões – para comparação, ontem foi de R$ 21,4 bilhões.

Nesta manhã, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou a ata da reunião que aconteceu na última quarta-feira (16), afirmando que há pouco espaço para corte de juros – caso aconteça – já que cortar muito abaixo dos atuais 2% ao ano poderia ser arriscado demais.

Em dia instável, Bolsa vira de última hora acompanhando NY

Diversos agentes do mercado financeiro encararam a ata como um sinal de que a Selic ficará neste patamar por um bom tempo, o que incentivaria o consumo e, em tese, baratearia o crédito, conforme contamos aqui. Isso ajudou ações do setor de varejo a subirem, caso da Via Varejo e Magazine Luiza, assim como de construtoras.

Porém, não foram essas pequenas valorizações que salvaram o Ibovespa, principal índice da Bolsa, nesta tarde. A boia veio das bolsas de Nova York que reagiu depois de cinco pregões patinando. A reação foi tímida, mas suficiente para virar o jogo aos 45 minutos do segundo tempo.

Esta terça-feira também foi marcada por discursos polêmicos na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). O presidente Jair Bolsonaro, ao citar uma série de fatos descolados da realidade, negou a escalada de queimadas na Amazônia e Pantanal, chegando a culpar “índios e caboclos” pelos focos de incêndio.

A questão é delicada: boa parte da balança comercial brasileira se sustenta na agropecuária. A Polícia Federal está investigando quatro fazendas no caso das queimadas no Pantanal. “Isso é um indício que o fogo pode ser utilizado como manejo de limpeza de pastagem, mas isso só com o decorrer da investigação para provar”, disse o delegado Daniel Rocha, em entrevista ao CNN 360º.

Em outro discurso inflamado, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a atacar a China, chamando a COVID-19 de “vírus chinês” e pedindo que o país seja investigado.

Apesar de não terem afetado diretamente o mercado financeiro hoje, vamos ficar de olho para entender como as atitudes dos dois líderes poderá influenciar a economia.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

Gostou do nosso conteúdo? Clique aqui e assine a nossa newsletter!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande um e-mail!

quem ama, compartilha!

Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) [email protected]

Leia em seguida

Bolsa volta aos 98 mil pontos pela 1ª vez desde 18 de setembro

13 de outubro de 2020

Apesar das quedas em Wall Street, grandes empresas, Magalu e B2W injetaram ânimo na Bolsa de última hora. Saiba o motivo.

Ibovespa sobe com alta de Trump e previsão de novo Renda Cidadã

5 de outubro de 2020

Os eventos externos e internos puxaram o Ibovespa que começou a semana com alta de 2,21%. Leia mais.

Ibovespa desaba após anúncio do Renda Cidadã e frustração com a reforma tributária

28 de setembro de 2020

A semana começou positiva, mas o novo programa social do governo, o Renda Cidadã e a falta de acordo com a reforma tributária, derrubaram o Ibovespa. Entenda.

SIGA O INSTAGRAM @financasfemininas