Em dia morno, Bolsa fecha estável de olho em índices positivos e coronavírus

3 de julho de 2020 - Por

Em dia morno, Bolsa fecha estável de olho em índices positivos e coronavírus

quem ama, compartilha!

Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +0,55% (96.765 pontos)

Dólar: -0,54% (R$ 5,31)

Casos de coronavírus: 1.508.991 confirmados e 62.304 mortes*

Resumo:

  • Com feriado nos Estados Unidos, Bolsa tem dia de pouca oscilação;
  • índices acima do esperado na zona do euro e China ajudam Ibovespa a variar para cima;
  • EUA quebra o próprio recorde de casos diários de coronavírus e deixa mercado financeiro em alerta;
  • São Paulo e Rio de Janeiro avançam na flexibilização da quarentena determinada para frear a pandemia da COVID-19;
  • número de mulheres na Bolsa bate novo recorde, alcançando 648 mil CPFs no 1º semestre;
  • Brasil registra alta no desemprego pela 5ª semana consecutiva, aponta IBGE;
  • Por pandemia, trabalhador por conta própria recebeu apenas 60% da renda em maio, diz Ipea;
  • Auxílio Emergencial: 1,9 milhão ainda aguardam análise do cadastro.

Em boa parte das vezes, feriado indica dia morno na Bolsa – e a cena se repetiu no pregão desta sexta-feira (3) por causa do Dia da Independência nos Estados Unidos. Com isso, o Ibovespa, principal índice da B3, operou estável a maior parte do dia.

Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 3,1%. Já o dólar fechou a semana custando 2,61% menos.

Alguns índices econômicos ajudaram a Bolsa a oscilar para cima. Na zona do euro, o índice de gerente de compras (PMI, sigla em inglês para Purchasing Managers’ Index) – que mede a atividade industrial de um país ou região – composto de junho ficou em 48,5 pontos. Quando esse índice chega em 50, significa que a atividade econômica parou de contrair e começou a se expandir. Neste caso, ainda aponta contração, mas a pontuação ficou acima dos 47,5 pontos projetados pelo mercado.

Já na China, o PMI composto ficou em 55,7 pontos, apontando para uma melhora econômica.

Apesar das boas novas, o mercado financeiro segue de olho nos novos casos de coronavírus. Os EUA quebraram, pela segundo dia consecutivo, o próprio recorde de casos confirmados: 52,3 mil novos infectados em 24 horas, de acordo com a Universidade Johns Hopkins. O avanço espantoso coloca em xeque as expectativas de uma recuperação econômica intensa.

Por aqui, São Paulo e Rio de Janeiro seguem ampliando a flexibilização. Uma cena dos bares do Leblon, zona sul da capital fluminense, impressionou: multidões aglomeradas em bares, sem distanciamento ou uso de máscaras. Na capital paulista, a previsão é que bares, restaurantes e salões reabram na segunda-feira (6). No País, já são mais de 1,5 milhão de infectados – no estado de São Paulo, foram 12.244 novos casos nas últimas 24 horas.

Em dia morno, Bolsa fecha estável de olho em índices positivos e coronavírus

Número de mulheres na Bolsa bate novo recorde, alcançando 648 mil CPFs no 1º semestre

Lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive na Bolsa: já somos 648.165 investidoras na B3, um aumento de 8% em junho ante a maio. Isso representa 24,2% dos 2.678.353 cadastrados, considerando pessoas físicas e jurídicas.

Os homens são 74,7% do total, somando mais de 2 milhões de CPFs inscritos.

Em relação ao fim de fevereiro, quando começamos a ouvir burburinhos do coronavírus em terras brasileiras, foram abertas 181.181 contas de mulheres na B3 – hoje, temos 39% a mais em comparação à data.

Já entre 2015 e 2019, nós, mulheres, triplicamos nossa presença na Bolsa: fomos de 138 mil em dezembro de 2014 para 388 mil no fim do ano passado.

Brasil registra alta no desemprego pela 5ª semana consecutiva, aponta IBGE

O País registrou alta no desemprego pela quinta semana consecutiva, com aproximadamente dois milhões de postos de trabalho a menos, divulgou nesta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Da primeira semana de maio à segunda semana de junho, a quantidade de brasileiros desempregados aumentou 21%.

O levantamento, feito com dados da Pnad COVID-19 entre os dias 7 e 13 de junho, também mostrou que mais de 4 milhões de brasileiros que estavam afastados do trabalho por causa da pandemia do coronavírus tiveram que retornar ao trabalho ou foram demitidos no período de cinco semanas analisado, sendo 1,1 milhão apenas entre a primeira e segunda semana de junho.

Por pandemia, trabalhador por conta própria recebeu apenas 60% da renda em maio, diz Ipea

Diversos levantamentos dão conta de analisar o impacto da pandemia do coronavírus na renda do brasileiro. Este, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostra que o período fez com que, no mês de maio, o trabalhador por conta própria tivesse sua renda média reduzida para 60% do valor recebido habitualmente.

O estudo, feito com base na Pnad Covid do IBGE, também apontou que os idosos foram os que sofreram a perda de renda mais brusca. Além disso, quanto menor a escolaridade, maior a redução.

Na lista dos mais afetados estão os trabalhadores de atividades artísticas, esportivas e recreação (55% da renda habitual), transporte de passageiros (57%), hospedagem (63%) e serviços de alimentação (65%).

Auxílio Emergencial: 1,9 milhão ainda aguardam análise do cadastro

De acordo com informações da Caixa Econômica Federal divulgadas nesta quinta-feira (2), 1,9 milhão cadastrados para receber o Auxílio Emergencial ainda estão com o pedido em análise. Destas, 1,2 milhão estão passando pelo procedimento pela primeira vez, enquanto 700 mil estão em reanálise.

O prazo de inscrição para receber a renda básica emergencial acabou na quinta-feira. Mesmo os aprovados depois desse dia terão direito a receber as cinco parcelas previstas no programa.

Veja outros dados divulgados pela Caixa:

  • Cadastrados: 108,9 milhões
  • Processados: 107,7 milhões
  • Elegíveis: 65,2 milhões
  • Inelegíveis: 42,5 milhões
  • Estão em 1ª análise: 1,2 milhões
  • Estão em reanálise: 700 mil

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

Gostou do nosso conteúdo? Clique aqui e assine a nossa newsletter!

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande um e-mail!

quem ama, compartilha!

Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) [email protected]

Leia em seguida

Ações dos grandes bancos têm desvalorização e arrastam Bolsa para o vermelho

4 de agosto de 2020

Itaú liderou as quedas na Bolsa e 66 das 75 ações do Ibovespa fecharam em baixa. O que houve para quase todo mundo cair junto? Entenda de um jeito simples!

Bolsas do mundo fecham no azul, mas Ibovespa fica no zero a zero

3 de agosto de 2020

Crescimento da indústria na zona do euro e China impulsionaram as bolsas do mundo, mas o Ibovespa amargou o zero a zero. Entenda o motivo.

Bolsa cai 2%, mas fecha o mês no azul pela quarta vez consecutiva

31 de julho de 2020

Apesar da queda do dia, esperança com uma possível vacina contra o coronavírus ajudou julho a fechar em alta. Saiba o que mais rolou no mercado financeiro.

SIGA O INSTAGRAM @financasfemininas