Empreendedorismo social: ela já ajudou mais de 400 ONGs com método internacional

2 de junho de 2017 - Por

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Ouvir a expressão “empreendedorismo social” pela primeira vez fez os olhos de Liziane Silva brilharem. Ela é a fundadora e CEO da INK Inspira, empresa que trabalha com Gestão de Projetos Socioambientais e capacitação de gestores de projetos socioambientais.

Isso significa que seu trabalho é, basicamente, ajudar organizações e pessoas a fazerem o bem da maneira mais sustentável e estruturada possível. E ela tem feito seu trabalho muito bem: Liziane e sua equipe formaram quase 1.500 pessoas na metodologia PMD Pro e auxiliaram mais de 400 organizações a seguirem sua missão de ajudar ao próximo.

Liziane brinca que o universo conspirou para que ela tenha alcançado tantos feitos. Depois de trocar a faculdade de administração pela de economia, entrou no AIESEC – plataforma internacional que permite que estudantes façam intercâmbio para trabalhar e se desenvolver.

A AIESEC tinha uma parceria com a Ashoka, organização que divulgou internacionalmente o termo “empreendedorismo social”, para trabalhar no ramo. “Quando me dei conta, eu estava na Colômbia com meu primeiro emprego no setor, auxiliando uma organização que promove a mineração sustentável e comunitária”, conta. Lá mesmo ela começou seu trabalho de ajudar ONGs a alcançarem sustentabilidade financeira.

Foi um caminho sem volta. “Comecei a ir em todos os eventos sobre o tema, conversando com todos e fazendo contatos”, diz. Foi dando a cara para bater que conheceu Rodrigo Brito, fundador da Aliança Empreendedora, e pediu para trabalhar com ele.

A estratégia deu certo e Liziane permaneceu lá por quatro anos – cheios de crescimento, aprendizado e, mais uma vez, algumas mãozinhas da tal “conspiração do universo”. Lá também liderou um processo de reestruturação para tornar a gestão financeira mais sustentável.

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A grande reviravolta veio com a possibilidade de fazer um curso de gestão de projetos sociais com certificação internacional que,no começo, não a deixou muito empolgada. “Eu apostava que seria mais alguém engravatadinho querendo me entupir de ferramentas que não sabia se seriam tão úteis. Mordi minha língua porque foi sensacional”, entrega.

Mostrar como fazer o bem

Foi neste curso que ela aprendeu a metodologia que usa até hoje, chamada de PMD Pro (Project Management for Development, Gerenciamento do Projetos para Desenvolvimento, em português), que sistematizou como organizações podem usar noções do mundo corporativo para mudar o mundo. Era outubro de 2011. Em novembro do mesmo ano, ela se ofereceu para ser replicadora da metodologia no Brasil e, em dezembro, já estava cumprindo seu papel.

“Como já tinha decidido sair da Aliança Empreendedora, resolvi que esse seria meu emprego em tempo integral”, conta. Assim, em janeiro de 2012, nasceu a INK Inspira – sem investimento externo, apenas com a mentalidade de sustentabilidade financeira.

Meio ambiente, igualdade de gênero, erradicação da pobreza… todas as causas eram tão importantes que Liziane não poderia escolher uma só para colaborar. “Porém, descobri que as organizações que apoiam diversas causas tinham muitos desafios, e que eu poderia servi-las com meu trabalho. Assim, acabaria colaborando com todas elas”, analisa.

Para a empreendedora, uma das coisas mais gratificantes de seu trabalho é ver os resultados. “Vejo muitos empreendimentos e projetos nascendo por causa de um único projeto que auxiliamos”, comemora.

Empreendedorismo social inspirando mulheres

Tímida, Liziane ainda está se acostumando com o fato de que é inspiração para outras empreendedoras. Entre os muitos prêmios e programas internacionais que participou está o Programa 10.000 Mulheres, do banco Goldman Sachs, focado em ajudar mulheres empreendedoras. Os seis meses absorvendo conteúdo a inspiraram a também ser uma mentora de outras colegas.

“Para seguir em frente no ramo de empreendedorismo social, é preciso ter uma curiosidade genuína. Entenda como é a realidade de quem você quer servir e quais são os problemas. Só assim você encontrará oportunidades de criar valor”, aconselha.

Gerar valor, aliás, é um dos grandes motes da área – significa cobrar uma quantidade proporcional à entrega que você oferece. Isso permite que o negócio seja financeiramente sustentável, mesmo sem seguir a lógica de empreendimentos tradicionais.

“É preciso superar seus próprios desafios. É um processo de autoconhecimento muito profundo, então, tem que estar disposta. Você vai indo e o universo realmente conspira”, finaliza

Fotos: Acervo Pessoal

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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