Engenheira cria campanha para lutar contra o sexismo

11 de agosto de 2015 - Por

isis-achalee

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A engenheira Isis Anchalee descreve-se como uma pessoa apaixonada pela profissão, nerd, introvertida, fã de animes, dançarina de hip hop, professora de yoga e hoop-dance, amiga autêntica e humana. Funcionária da empresa OneLogin, no Vale do Silício, Califórnia, ela topou participar de uma ação publicitária proposta pela empresa, no intuito de incentivar a diversidade nas empresas do ramo de engenharia e tecnologia, tendo em vista que os relatórios do setor mostraram um número muito baixo de mulheres contratadas.

O efeito da propaganda, no entanto, impactou a vida de Isis de modo reverso. Infelizmente, em vez da esperada abertura para a quebra de estereótipos, ela viu uma chuva de comentários críticos e apontamentos para sua imagem, a despeito de sua competência como profissional. Entre eles, houve quem dissesse que ela “deveria ter colocado uma foto com um sorriso amigável em vez de sexy”. Um outro comentário trazia uma visão igualmente sexista. “A propaganda é esquisita. Eles parecem querer trazer apelo feminino, mas acabam trazendo apelo para os caras. Talvez seja essa a intenção o tempo todo. Mas eu estou curioso para saber se pessoas com cérebro acham essa frase (da propaganda) plausível e se mulheres, particularmente, acreditam que essa imagem representa como as mulheres de engenharia de software se parecem. Estranho”.

A jovem declarou que não estava preparada para toda a atenção que foi voltada para ela com a publicidade, muito menos para os comentários ofensivos. No entanto, ela teve a sabedoria de usar a situação para criar uma campanha contra o sexismo.

O caso foi relatado em um post escrito por ela mesma no Medium, no qual ela também explica um pouco mais sobre a hashtag #Ilooklikeanengineer. A jovem criou a plataforma www.ilooklikeanengineer.com com o objetivo de trazer engajamento, compartilhar histórias sobre diversidade e discutir os problemas de sexismo no ramo da tecnologia.

Entre os problemas já enfrentados, a engenheira relatou uma ocasião em que um funcionário jogou notas de dólar na cara dela no escritório da empresa. Além de um engenheiro que teve a audácia de enviar uma mensagem a ela pedindo para ser “amigo com benefícios”, enquanto ela ainda participava de um processo seletivo para trabalhar na escola na qual o assediador trabalhava.

Para quem tentou dizer como ela deveria sorrir ou aparecer na foto para “parecer-se com uma engenheira”, a jovem deixa um recado ao final de seu texto, lembrando que em momento algum tentou criar um estereótipo de como as pessoas dessa área deveriam ser. Ela apenas é uma engenheira e está colaborando para frear o sexismo que ainda permeia sua área de trabalho.

 

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