Entenda melhor o que é uma financeira

Entenda melhor o que é uma financeira

*Débora Duarte, do Yubb

Você tem conta aberta em um banco, certo? E se eu te disser que existem instituições muito parecidas com os bancos, que também oferecem bons investimentos e que são menos conhecidas pelos investidores? No texto de hoje, o Yubb, buscador de investimentos online e gratuito, vai te explicar o que é uma financeira.

Existem diversos tipos de instituições financeiras no Brasil: os bancos e corretoras você já conhece, mas provavelmente você conhece pouco sobre financeiras. Assim como os bancos, elas oferecem empréstimos, financiamentos e investimentos.

O que é?

O nome correto é “sociedade de crédito, financiamento e investimento” (também conhecidas pela sigla CFI), mas elas são popularmente conhecidas como “financeiras”. São instituições privadas muito similares aos bancos, mas que têm um tamanho bem menor e algumas atividades limitadas.

Como o nome já diz, elas são especializadas em oferecer, de um lado, empréstimos e financiamentos – desde crédito pessoal até financiamento de bens (imóveis e veículos) – e, do outro, investimentos. Sim, elas são emissoras de investimentos, ou seja, têm a permissão para “fabricar” novos títulos.

Assim como os bancos, elas são regulamentadas e fiscalizadas pelo Banco Central (BC), mas, diferentemente dos bancos, não possuem um grande “cardápio” de produtos e serviços. Não oferecem conta corrente, caderneta de poupança, seguros e moedas estrangeiras, por exemplo.

Uma das características mais fortes de uma financeira são os nichos em que ela atua – as suas operações só podem ser destinadas a essas áreas. No geral, ela financia a compra de bens duráveis como automóveis, caminhões, máquinas e muitos outros, embora também possa oferecer empréstimo pessoal. Neste sentido, vale ressaltar o cuidado redobrado antes de tomar crédito. Financeiras costumam ter propagandas chamativas que falam de facilidade no acesso ao crédito.

É justamente neste ponto que vale o reforço para a atenção: crédito fácil normalmente vem acompanhado de juros altos. Sendo assim, é melhor não ceder à tentação da propaganda. É muito comum encontrar financeiras que são ligadas a grandes bancos e até mesmo a grupos comerciais e industriais. Exemplo: algumas lojas de departamento e montadoras de veículos (automóveis, ônibus e caminhões) possuem suas próprias instituições para financiar seus produtos para os clientes.

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Investimentos

Como eu disse acima, as financeiras têm permissão para emitir investimentos. Como elas são menores que os bancos, precisam ter investimentos mais atrativos para captar clientes. Por isso, as aplicações oferecidas são sempre muito rentáveis. Confira as duas opções:

LC: diferente do que o nome diz, a Letra de Câmbio (LC) não tem nenhuma ligação com câmbio no sentido de moeda estrangeira. É um título em renda fixa que precisa de lastro para ser emitido, garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com liquidez no vencimento, tributado pelo Imposto de Renda, valor mínimo de R$ 1.000,00 e prazo de vencimento que varia de alguns meses até 10 anos.

RDB: o Recibo de Depósito Bancário (RDB) é para as financeiras o que o CDB é para os bancos. Assim como a LC, é garantido pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), com liquidez no vencimento, tributado pelo Imposto de Renda, valor mínimo de R$ 1.000,00 e prazo de vencimento que varia de alguns meses até 6 anos. Diferente da LC, é um título em renda fixa que não precisa de lastro para ser emitido (ou seja, pode ser emitido sempre que a financeira quiser sem a necessidade de haver uma operação de financiamento para onde o dinheiro captado no investimento será destinado).

É seguro?

As financeiras são instituições bem menores (com menos recursos) do que os bancos. Isso significa que, em tese, a chance de um banco “quebrar” é menor do que a chance de uma financeira “quebrar”. Em outras palavras, pode-se dizer que investir em uma financeira pode ser mais arriscado do que em um banco.

Mas vale lembrar que todos os investimentos emitidos por financeiras (LC e RDB) são garantidos pelo FGC. Ou seja, se a instituição quebrar, você vai receber o seu dinheiro de volta. É claro, seguindo as regras de R$ 250 mil por grupo financeiro e R$ 1 milhão por CPF.

Só que isso não é uma regra, viu? Um banco pode, sim, estar em uma situação pior do que a financeira. E como a maioria dos investimentos em renda fixa privada são garantidos pelo FGC, vale a pena analisar caso a caso para escolher onde investir o seu dinheiro. Esse é mais um daqueles casos do mundo dos investimentos em que não é possível generalizar, o importante é analisar o caso concreto e conferir o Índice de Basiléia de cada instituição – neste link você encontra um material para entender melhor como analisar o risco de investimento de cada instituição.

Você já conhecia uma financeira e os seus investimentos? O que achou de conhecer mais detalhes sobre ela? Conte para nós e aproveite para deixar também alguma dúvida ou comentário!

Débora Duarte
Débora é produtora de conteúdo no Yubb e formada em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Fotos: Fotolia

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