Entenda: novas regras para o rotativo do cartão de crédito

13 de fevereiro de 2017 - Por

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Com as taxas de juros mais altas do mundo, o crédito rotativo – aquele em que você paga apenas parte da sua fatura do cartão – pode ter um efeito devastador sobre as suas finanças. A nova regra do Conselho Monetário Nacional (CMN) busca restringir o uso dessa linha de crédito e, assim, estimular a queda dos juros. Parece bom, mas se as condições oferecidas pelo seu banco não forem bem avaliadas, a mudança pode não aliviar o bolso.

O que muda no rotativo?

A partir do dia 3 de abril, a consumidora poderá ficar no rotativo por, no máximo, 30 dias. Depois disso, há duas opções: ou ela quita a dívida integralmente ou o banco oferece uma alternativa – que pode ser o parcelamento ou outra modalidade de crédito, por exemplo. No entanto, vale ressaltar que a opção de parcelamento é facultativa aos bancos. Ou seja, se não for oferecida a alternativa de parcelar a dívida, a consumidora precisa quitar a dívida de imediato, ou corre o risco de ficar inadimplente junto aos órgãos de proteção ao crédito.

Atualmente, não há limite de tempo para uso dessa linha e como a taxa média de juros alcança assustadores 484% ao ano, segundo dados do BC, não é difícil se perder no rotativo. À essa taxa, uma dívida de R$ 1000, por exemplo, vira algo em torno de R$ 5.800 em um ano e R$ 34 mil em dois anos. A ideia com a mudança, portanto, é que a consumidora livre-se da dívida antes do efeito bola de neve.

Como será feito?

Aí mora o perigo: as regras para os bancos são bastante maleáveis e cada um poderá definir quais alternativas oferecerá aos clientes. Se for dada a opção do parcelamento, não há definição quanto ao número de prestações ou juros cobrados (embora eles devam ser menores que o do rotativo). Então, é preciso ficar atenta, pois se passar de uma taxa de 484% ao ano para uma de 350%, por exemplo, o patamar continuará altíssimo e desvantajoso para a consumidora.13

Agora, se não for oferecido o parcelamento, a consumidora precisará buscar outras opções para arcar com o custo da dívida.

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Mudança no limite

Também não há regras claras sobre como ficará o limite da consumidora enquanto paga a dívida, se ele será reduzido ou não.

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Como se proteger

Uma dica importante para evitar um mau negócio é pesquisar as opções oferecidas e negociar. O crédito pessoal ou consignado, por exemplo, podem oferecer taxas mais atrativas do que os juros do parcelamento da dívida impostos pelo banco. Procure informar-se, antes de a medida entrar em vigor, sobre as novas condições oferecidas por diversas instituições, assim você poderá comparar e analisar o que é mais vantajoso.

E lembre-se:

O pagamento mínimo da fatura é uma grande cilada

Mesmo com a possibilidade de ter os juros do rotativo reduzidos, as taxas praticadas pelo mercado ainda são muito altas e podem afetar gravemente as suas finanças. Por isso, fique sempre atenta a quanto pode pagar e não ultrapasse as suas possibilidades financeiras: o pagamento integral da sua fatura será sempre o melhor negócio.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro
Mariana Ribeiro
Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
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