Entenda o que são os famosos derivativos!

29 de julho de 2013 - Por

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Quando começamos a investir, temos sede de conhecer novos caminhos, para assim, fazer o nosso dinheiro render mais. A cada descoberta temos que entender qual é a rentabilidade daquela aplicação e como podemos lidar bem com ela.

No mercado financeiro, o que mais aflige quem está investindo são os famosos derivativos. Por mais que a palavra seja simples, ficamos na dúvida de como lidar com eles. Você sabe o que são? Vá com calma e, aos poucos, você vai pegando o jeito.

Vamos lá, entenda de uma vez por todo o que são os benditos derivativos:

O que são?
São instrumentos financeiros em que o preço deriva (depende) de negociações ou acordos futuros. Um bom exemplo são os índices de ações. Imagine que você tem um portfólio de ações e está comprada, como dizem no mercado. Sua aposta é de que a bolsa vai subir – e com ela, os preços das ações que você comprou. Mas se quer se proteger, pode comprar um derivativo com a opção de venda do índice menos valorizado no futuro. Ou seja: se os preços caírem, você ainda assim ganha dinheiro vendendo este contrato de derivativo que você comprou para se proteger.

Entendeu? Derivativos podem ser um bom instrumento para o investidor ter proteções no futuro. E não existem derivativos só de instrumentos financeiros, como no mercado de ações, câmbio e juros. Tem também de produtos reais – commodities – como o petróleo e o milho. Mas, como você percebeu, são instrumentos bem mais complexos, que vão exigir um conhecimento mais aprofundado – e provavelmente o acompanhamento de um expert no assunto.

Como funcionam?
No Brasil, a maior parte dos derivativos são negociados na bolsa de valores. É importante você entender essa modalidade, porque os derivativos estão diretamente ligados a proteção em momentos de crises financeiras. Em setembro de 2006 a BM&FBOVESPA fez uma estimativa de quanto os derivativos movimentam de dinheiro. E surpreenda-se, porque em todas as bolsas do mundo, geram a movimentação de US$ 57,80 trilhões!

Mas eles também podem ser instrumentos arriscados – na crise de 2008, algumas modalidades diferentes de derivativos provocaram perdas financeiras milionárias entre várias empresas.

Existe uma forma vantajosa de lidar com eles?
São dois principais tipos: os derivativos padronizados e os não padronizados. Os padronizados você deve negociar no pregão da bolsa e costumam ter uma maior liquidez. Já os não padronizados você negocia no mercado de balcão e os detalhes são negociados ali e na hora. Ambos oferecem grandes chances de risco e podem ser passados de comprador para comprador.

Quais são as diferenças entre os derivativos?
Você já pensou em negociar café ou gás natural? Então dependendo do derivativo você negocia isso. Entenda os tipos:
Derivativos agropecuários: é a discussão em relação a produtos agrícolas, como café, milho, soja e até boi.
Derivativos de energia e climáticos: fazem parte da negociação energia, gás natural e até mesmo crédito de carbono.
Derivativos financeiros: têm como base taxas, juros ou índices financeiros. O maior exemplo é o valor do dólar.

Ficou claro agora? Tem outro termo que não entende muito bem? Mande pra gente. 

Fonte: Fazendo as contas e Infomoney.

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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