Entrei na onda do turismo colaborativo e estou trocando trabalho por hospedagem

Entrei na onda do turismo colaborativo e estou trocando trabalho por hospedagem

*Nathalia Marques

Neste exato momento, escrevo do Hostel Chocolacthê, em Gramado. O local se tornou minha casa provisoriamente. Caso você esteja se perguntando se estou morando em um hostel, a resposta é sim. O interessante disso tudo é que estou aqui sem pagar hospedagem. Ao menos, não em dinheiro vivo. Na verdade, estou trocando trabalho por hospedagem.

A princípio pode parecer algo estranho, mas não é tanto assim. Na verdade, esse tipo de troca faz parte do turismo colaborativo e é algo que muitos viajantes estão fazendo para economizar. E eu, como uma boa curiosa, decidi embarcar nessa também para poder escrever sobre a experiência.

Estou aqui há, exatamente, quatro dias e todo o trâmite para conseguir a vaga foi realizado por meio do Worldpackers, uma plataforma que conecta viajantes, interessados em trocar trabalho por hospedagem, com hostels ou ONGs. Por aqui, eu cuido das redes sociais do hostel e, em troca, ganho hospedagem (como já mencionei) e café da manhã. Além disso, posso usar a cozinha, tenho acesso à lavanderia e descontos em restaurantes.

Mas afinal, o que estou achando da experiência? Bom, estou gostando bastante. Trabalho cinco horas por dia e tenho uma folga na semana. Como trabalho de manhã, tenho a tarde toda livre. Então, dá para passear bastante e cuidar das minhas coisas.

Outro ponto interessante dessa experiência é vivenciar a troca. Passei um tempo pensando sobre isso e me dei conta de que a troca direta proporciona muito mais proximidade. Não há uma relação de superioridade. Eu preciso de algo que a outra pessoa tem e ela precisa de algo que posso oferecer. Trocamos e ajudamos um ao outro. Simples assim. É algo realmente muito bacana.

Nessa experiência, você também acaba conhecendo muitas pessoas diferentes. É legal saber suas histórias, compartilhar e criar algum tipo de laço. Para minha alegria, além de conhecer os hóspedes, tive a sorte de ficar em um hostel onde o staff é composto por uma galera super bacana. Então, de forma geral, posso avaliar minha experiência de forma positiva.

Saiba como encontrar trabalho em troca de hospedagem

Se você achou um boa ideia e que embarcar nessa também, o primeiro passo para conseguir um trabalho em troca de hospedagem é criar um perfil no Worldpackers. O site é bem intuitivo, então, não tem erro. No seu perfil, é interessante colocar o máximo de informação sobre você, por exemplo, experiências profissionais, hobbies, o que te motiva a viajar, etc.

Após a conclusão, você pode se tornar um membro verificado. Isso significa que poderá se aplicar em vagas de forma ilimitada. O site oferece um plano anual do valor de U$ 49. No entanto, com o código MPELOMUNDO#WP é possível ganhar U$ 10 dólares de desconto.

Após o pagamento, você já pode se aplicar nas vagas que te interessam. Há diversos tipos de vagas como: recepcionista, social media, mestre cuca, entre outras. O interessante é você se aplicar em vagas que tenham relação com o seu perfil, pois isso facilita a sua vida e aumenta suas chances de ser selecionada.

hospedagem-hostel

Também é importante que você veja o feedback dos viajantes que já trabalharam no local que você tem interesse. Caso tenha alguma dúvida, você pode entrar em contato com eles diretamente, pois o perfil fica disponível.

Sendo selecionada, você terá acesso a um chat com o anfitrião para programar os detalhes da viagem. Após isso, é só esperar a data da viagem e se jogar no mundão. Lembrando que caso você tenha qualquer problema no hostel, é só entrar em contato com a plataforma, pois ela oferece seguro, ou seja, caso algo dê errado você terá hospedagem gratuita em outro local.

Ficou interessada e quer saber mais sobre o assunto? Confira as stories do Instagram do M pelo Mundo, pois estou postando vídeos contando minha experiência e mostrando minha rotina.

*Nathalia Marques é jornalista de formação e conta passagens por diversos veículos de imprensa, mas foi como repórter de turismo que encontrou sua paixão. Ela também é feminista e em 2015 decidiu juntar jornalismo, viagem e empoderamento feminino para criar o M pelo Mundo, site de informações e dicas de viagem para mulheres.

Fotos: Fotolia

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