Estímulos econômicos e novo remédio contra COVID-19 ajudam Bolsa a fechar em alta

16 de junho de 2020 - Por

Estímulos econômicos e novo remédio contra COVID-19 ajudam Bolsa a fechar em alta

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +1,25% (93.531 pontos)

Dólar: +1,76% (R$ 5,23)

Casos de coronavírus: 904.734 confirmados e 44.657 mortes*

Resumo:

  • Ibovespa acompanha bolsas globais e fecha em alta; dólar sobe após fala de presidente do banco central estadunidense;
  • banco central do Japão anuncia pacote trilionário para resgatar economia local;
  • Brasil ultrapassa 900 mil casos confirmados de coronavírus;
  • vendas do comércio despencam 16,8% em abril, pior resultado da série histórica do IBGE;
  • pandemia fez 1 milhão de brasileiros perderem o emprego em maio, diz IBGE;
  • Auxílio Emergencial: Caixa deposita primeira parcela para novos aprovados nesta terça; 1,6 milhão ainda aguardam aprovação.

Acompanhando as bolsas globais, o Ibovespa fechou esta terça-feira (16) em alta por conta do otimismo que os estímulos econômicos lá fora trouxeram ao mercado financeiro – mesmo com o medo de uma segunda onda do coronavírus.

Ainda repercute o pacote de estímulos anunciado na última segunda-feira (15) pelo banco central americano (Federal Reserve, conhecido como Fed), conforme contamos aqui. Hoje, o banco central do Japão (BoJ) afirmou que irá expandir seu programa de injeção de ienes no sistema financeiro – de 75 trilhões de ienes para 110 trilhões de ienes (cerca de 1 trilhão de dólares).

Os anúncios ajudam os investidores do mundo inteiro a aumentarem seu apetite por risco e expectativa de retornos maiores com ações, ainda mais se considerarmos a tendência de redução de juros no mundo inteiro. Vale lembrar que, nos Estados Unidos, a taxa está entre 0% e 0,25% e, no Brasil, a Selic está no patamar de 3% (e com expectativa de mais cortes).

Junta-se aos estímulos a notícia que veio da Universidade de Oxford, no Reino Unido, que aponta que um esteroide já usado para tratar diversas doenças – a dexametasona – teria reduzido a um terço o risco de morte entre pacientes em respiradores e, para os doentes entubados, a um quinto.

Apesar da alta na Bolsa, o dólar seguiu caminho de alta. Nesta terça-feira, Jerome Powell, presidente do Fed, disse ao Senado estadunidense que é improvável que a economia se recupere completamente enquanto não houver certeza de que a COVID-19 está contida. Com isso, acabou esfriando os ânimos sobre uma retomada econômica mais rápida nos EUA e colaborando para a alta da moeda por aqui.

Se o mesmo se aplicar ao Brasil, a recuperação também pode ter que esperar: o país ultrapassou a marca de 900 mil casos confirmados de COVID-19, segundo levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. A primeira morte por coronavírus no Brasil completou três meses nesta terça-feira (16).

Vendas do comércio despencam 16,8% em abril, pior resultado da série histórica do IBGE

As vendas no varejo brasileiro registraram um tombo recorde de 16,8% em abril, em comparação a março, mostrando o reflexo do fechamento das lojas por conta da pandemia do coronavírus. A informação foi divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pandemia fez 1 milhão de brasileiros perderem o emprego em maio, diz IBGE

“É o pior resultado desde o início da série histórica, em janeiro de 2000, e a segunda queda consecutiva, acumulando uma perda de 18,6% no período”, informou o IBGE. A queda também foi de 16,8% em comparação com abril do ano passado.

Abril foi o primeiro mês que ficou completamente fechado desde que o País entrou em quadro de isolamento social, uma vez que as políticas de distanciamento começaram a ser adotadas na segunda quinzena de março, destaca o IBGE.

O resultado foi pior do que o esperado pelo mercado. Em pesquisa da Reuters, esperava-se uma queda de 12% na comparação mensal e baixa de 13,6% ante ao ano anterior.

Pandemia fez 1 milhão de brasileiros perderem o emprego em maio, diz IBGE

Notícias sobre desemprego durante a pandemia do coronavírus chegam de parentes, amigos e pessoas próximas – quando não de nós mesmas. Somados, estes casos mostram a magnitude do problema: a crise causada pela doença fez com que cerca de 1 milhão de brasileiros perdessem o emprego ao longo de maio, de acordo com levantamento inédito divulgado nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desemprego aumentou semanalmente, chegando a atingir 10,9 milhões de pessoas no final do mês, levando a taxa de desemprego para 11,4%. Na primeira semana, eram 9,8 milhões de desempregados, com taxa de 10,5%.

Estes dados são os primeiros resultados da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, feito com apoio do Ministério da Saúde para identificar o impacto da pandemia no mercado de trabalho.

Os dados apontam que 25,6 milhões de pessoas gostariam de estar trabalhando, mas não procuraram emprego no mês de maio. Deste total, 17,7 milhões que não estavam empregados na última semana de maio deixaram de procurar emprego por causa da pandemia ou por não ter trabalho na localidade em que moram.

Auxílio Emergencial: Caixa deposita primeira parcela para novos aprovados nesta terça

A Caixa Econômica Federal (CEF) inicia, nesta terça-feira, o pagamento da primeira parcela do Auxílio Emergencial para o terceiro lote de beneficiários. Ao todo, são 2,4 milhões de pessoas nascidas entre janeiro e junho que se inscreveram por meio do site ou aplicativo, estavam com o pedido em análise e acabam de ser aprovados.

Na quarta-feira (17), será a vez de 2,5 milhões de novos aprovados nascidos entre julho e dezembro.

Para saber se você foi aprovada, acesse o aplicativo do Auxílio Emergencial ou o site auxilio.caixa.gov.br.

De acordo com o Ministério da Cidadania, outros 1,6 milhão de inscritos ainda aguardam a análise de seus pedidos – sem previsão para que a verificação aconteça.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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