Fechamento: Bolsa sobe 10,4% em abril; dólar avança 4,7%

30 de abril de 2020 - Por

Fechamento: Bolsa sobe 10,4% em abril; dólar avança 4,7%

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Esse texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: -3,20% (80.506 pts)

Dólar: +1,52% (R$ 5,43)

Casos de coronavírus: 85.380 confirmados e 5.901 óbitos (fonte: Ministério da Saúde)*

Resumo:

  • Queda no PIB da zona do euro e dos EUA puxam Bolsa para baixo;
  • dólar acumula alta de 35,66% no ano; já Ibovespa sofre tombo de 30,31% no acumulado do ano;
  • Brasil bate novo recorde de novos casos de coronavírus;
  • desemprego no Brasil sobe para 12,2% no 1º trimestre e atinge 12,9 milhões;
  • dispensa de trabalhadores domésticos bateu recorde no mesmo período
  • quarentena na cidade de SP será prorrogada com mais restrições.

O último pregão de abril reservou surpresas para quem seguiu o otimismo dessa semana, conforme comentamos no resumo de ontem (clique aqui e relembre). Se na última quarta (29) havia ânimo por causa dos novos testes de tratamento contra o coronavírus, hoje, o mercado sentiu o choque de realidade: a pandemia está, sim, impactando fortemente as economias.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro retraiu 3,8% no 1º trimestre. Essa é a maior queda para o período desde 1995 e mostra um encolhimento pior do que o esperado pelos analistas. Já o PIB americano caiu 4,8% no mesmo período.

A este ponto, você já deve ter percebido que tudo que acontece lá fora interfere no desempenho da nossa Bolsa. Uma vez que as bolsas no mundo inteiro operaram no negativo, é natural que sintamos o impacto por aqui – e, como hoje é véspera de feriado, muitos investidores acabaram realizando a perda.

Esta quinta também é o último dia de abril, mês cujo dólar comercial acumulou alta de 4,69%. No ano, a moeda americana já ficou 35,66% mais cara. Já o Ibovespa teve alta acumulada de 10,38% em abril, porém, amargou tombo de 30,31% no acumulado do ano.

Vale lembrar que o coronavírus faz suas vítimas fora da Bolsa de Valores. O Brasil registrou o maior número de novos casos em 24 horas pelo segundo dia consecutivo: 7.218. Em 24 horas, foram 435 mortes a mais. Nosso país ultrapassou número de casos da China (83,9 mil).

Coronavírus: impacto econômico traz dados preocupantes de desemprego

A taxa de desemprego no Brasil subiu, alcançando 12,9 milhões de pessoas (12,2%) no 1º trimestre, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal (PNAD Contínua) divulgada nesta quinta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Este resultado representa 1,3 ponto percentual a mais do que o registrado no último trimestre de 2019 (11%). Segundo o IBGE, a população ocupada agora é de 92,2 milhões – são menos 2,3 milhões de pessoas empregadas, um recuo de 2,5%.

Ainda de acordo com o Instituto, a dispensa de trabalhadores domésticos (formais e informais) bateu recorde no mesmo período: são menos 385 mil pessoas, ou 6,1%, em comparação aos dados do último trimestre do ano passado.

Nos Estados Unidos, foram 3,84 milhões de pedidos de seguro-desemprego na semana passada, conforme mostram dados divulgados nesta quinta (30). O número aponta uma desaceleração em relação à semana anterior, mas segue acima da expectativa mediana dos economistas compilada pela Bloomberg. Ao todo, os EUA já registraram 30 milhões de pedidos em 6 semanas.

Coronavírus: impacto econômico traz dados preocupantes de desemprego

Por que você precisa saber? O desemprego afeta principalmente as classes menos favorecidas da sociedade, como mostram os dados do IBGE. As informações apontam uma realidade que alguns ainda se recusam a ver: o coronavírus está deixando sua marca dentro e fora dos hospitais, impactando a economia do dia a dia.

A reserva de emergência é a melhor amiga de quem perdeu o emprego. Com ou sem ela, não deixe de buscar seus direitos, como o seguro-desemprego.

Quarentena por coronavírus na cidade de São Paulo será prorrogada com mais restrições

Em entrevista ao programa Bom Dia São Paulo (Rede Globo), o secretário da Saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido, afirmou que a quarentena na cidade não apenas será prorrogada após o dia 10 de maio como, ainda, terá restrições mais rígidas para tentar impedir o avanço do coronavírus na região.

As medidas podem incluir bloqueios de algumas vias da cidade, especialmente em bairros periféricos, que vêm sofrendo mais com as mortes por COVID-19. O objetivo é fazer com que o patamar de isolamento social vá além dos 48% que vêm sido registrados nos últimos dias.

Os enterros aumentaram 18% na cidade de São Paulo em abril, segundo informações do Serviço Funerário, da Prefeitura de São Paulo, ao G1.

Por que você precisa saber? A “cidade que nunca para” está se vendo na obrigação de colocar o pé no freio: São Paulo acumula a maior parte das vítimas de COVID-19. Muitos seguem se locomovendo por falta de opção, porém, com o aumento das medidas restritivas, patrões terão que ser mais flexíveis com seus funcionários. Tenha esses dados em mente se precisar fazer alguma negociação.

*Até o fechamento do texto

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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