Feminismo para quê?

11 de julho de 2017 - Por

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*Carol Ruhman Sandler

Violência doméstica é sinônimo de violência contra a mulher.

Abuso sexual também.

98% das mulheres dizem já ter sofrido algum tipo de assédio.

As mulheres ganham, em média, 28% a menos do que os homens.

Elas estudam, em média, um ano e meio a mais do que eles. Ainda assim, quanto maior a escolaridade, maior a diferença salarial. Para mulheres com ensino superior completo, ela chega a 35%.

As mulheres trabalham, em média, 7,5 horas a mais do que os homens.

Somente 37% das empresas têm mulheres em cargo de gerência ou diretoria. Em cargos executivos, este percentual cai para 10%.

66% das mulheres afirmam terem sofrido preconceito no trabalho. Para homens, este assunto é inexistente.

Homem nenhum foi questionado sobre como daria conta no trabalho após ter filhos.

Nem foi julgado sobre a altura da barra da saia, a cor do cabelo, o “look do dia” e como isso tem (?) relação com o seu profissionalismo.

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E, ainda assim, ouço tantas e tantas mulheres que dizem não gostar do movimento feminista. “Elas são radicais” ou “Eu não sou contra os homens” são as frases mais frequentes. Vou a empresas e eventos e me perguntam sempre, com certa cautela, se sou feminista – como se a qualificação fosse algo antiquado e, ao mesmo tempo, radical demais.

É triste ver que feminismo ainda é visto por tanta gente como uma luta contra os homens. Não é: é a favor das mulheres.

Com todos estes dados acima, é impossível dizer que a nossa sociedade é igualitária. Ela não é. E por isso o feminismo é necessário. Ser feminista quer dizer ser a favor da igualdade dos gêneros.

Os homens não passam por estes problemas e dificuldades. O meu sonho é que as mulheres também não precisem mais enfrentar tudo isso.

O feminismo vem exatamente para isso. Você não precisa de carteirinha para se dizer feminista. Não precisa raspar o cabelo. Precisa apenas se posicionar: quando ver alguma injustiça ou encontrar uma oportunidade de melhorar alguma situação.

E o principal: não ter vergonha de dizer que é feminista. Mostrar aos outros que existem feministas de todas as cores e formas. A embalagem pouco importa: o essencial é entender que você é a favor da igualdade e ajudar os outros a enxergarem isso também. Simples assim.

*Carol Ruhman Sandler é fundadora do Finanças Femininas e feminista com orgulho

Fotos: Shutterstock

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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