Filme retrata o peso de uma crise financeira na família

4 de agosto de 2014 - Por

como tratar de uma crise financeira em família

quem ama, compartilha!

Observar o patrimônio financeiro crescer e levar uma vida confortável e luxuosa é um sonho para praticamente todo mundo, o problema é fazer o caminho inverso. Enfrentar uma crise financeira e acostumar-se com novos padrões, com uma nova realidade, exige muito mais do que aceitar uma conta bancária com menos dinheiro.

Toda a adaptação exige ainda que quem passa pela crise esteja apto a entender uma nova realidade, uma nova cultura. Não seria ousado dizer que quem sofre uma grande perda financeira se vê forçado a rever suas perspectivas sobre o que é preciso realmente valorizar.

Sob essa ótica, o cineasta Fellipe Barbosa fez o filme “Casa Grande”, baseado em sua própria história. A narrativa aborda uma grave crise financeira sofrida por um empresário de classe média alta no Rio de Janeiro, que ocorre no mesmo momento em que o filho vai prestar vestibular.

Em conversa com o portal de conteúdo Glamurama, o cineasta contou que fazer o filme foi uma necessidade do que propriamente uma vontade. No período em que a família atravessou a crise, o pai dele não se abria sobre o que estava acontecendo e ele, ainda garoto, sentiu falta de ter sido mais presente durante aquele momento, de ter tido ciência do que realmente acontecia com o pai dele.

Na ótica de quem foi criado na alta sociedade, ele traz ainda mais um questionamento: buscar entender a nossa necessidade de desejar e consumir tanto. Neste sentido, o filme nos remete ao Blue Jasmine, que também traz uma narrativa crítica sobre uma socialite que perde tudo de uma hora para outra, mas não consegue desvincular-se dos padrões que tinha.

Muitas vezes, quando surge uma crise financeira, a tentativa de blindar os filhos do que está realmente acontecendo vem quase como um instinto natural. Como eles não são culpados do que está acontecendo, o esforço vem como uma tentativa de evitar de que a crise os atinja.

Mas a verdade é que é impossível impedir os filhos de fazer parte deste momento. De repente a viagem de fim de ano é cancelada, as mensalidades escolares começam a atrasar, os telefonemas de bancos e cobradoras em casa tornam-se cada vez mais frequentes, alguns “amigos” desaparecem com a diminuição dos eventos sociais, enfim, a realidade traz a verdade à tona.

Neste sentido, será que realmente vale a pena esconder a crise financeira dos filhos? Não seria melhor ser honesta e explicar sobre a má fase? Este pode ser um momento para manter a família ainda mais unida, despertar a consciência sobre o que o dinheiro representa. Destruir este conceito de que o sucesso depende de uma montanha de dinheiro para existir.

Para realmente evitar – ou amenizar – o sofrimento de quem amamos e de nós mesmas, é preciso ser realista e não encarar a falta de dinheiro como o fim do mundo. Se você vive uma crise financeira, não considere este momento como um fracasso. Durante uma tempestade, sempre vem um enorme aprendizado, a partir do momento em que a consciência é aberta para aceitar uma nova vida e entender o que precisa ser mudado. Quando temos muito dinheiro, corremos um sério risco de não percebermos uma inversão de lógica. Sem notar, é o dinheiro que passa a ser nosso dono.

 

 

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande um e-mail!

quem ama, compartilha!

Financas Femininas
Sua independência financeira depende de você, com uma ajudinha nossa.

Leia em seguida

Ações dos grandes bancos têm desvalorização e arrastam Bolsa para o vermelho

4 de agosto de 2020

Itaú liderou as quedas na Bolsa e 66 das 75 ações do Ibovespa fecharam em baixa. O que houve para quase todo mundo cair junto? Entenda de um jeito simples!

Bolsas do mundo fecham no azul, mas Ibovespa fica no zero a zero

3 de agosto de 2020

Crescimento da indústria na zona do euro e China impulsionaram as bolsas do mundo, mas o Ibovespa amargou o zero a zero. Entenda o motivo.

Bolsa cai 2%, mas fecha o mês no azul pela quarta vez consecutiva

31 de julho de 2020

Apesar da queda do dia, esperança com uma possível vacina contra o coronavírus ajudou julho a fechar em alta. Saiba o que mais rolou no mercado financeiro.

SIGA O INSTAGRAM @financasfemininas