Financiamento estudantil: vilão ou herói

10 de maio de 2013 - Por

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Época da faculdade é uma das mais difíceis da vida. Normalmente a grana é apertada, a concorrência é grande e temos muitas opções de carreira. Depois de escolher o curso temos que encontrar uma forma de pagar as mensalidades, que estão cada vez mais altas. Além disso, entramos pagando um valor e saímos pagando mais caro.

O que tem atraído algumas universitárias são os financiamentos da faculdade. Esse programa é pensado para universitários com renda mensal de até 20 salários mínimos (R$ 13 560). É possível negociar até 100% de todas as parcelas, até a faculdade. Para “ajudar” esses estudantes contam com juros diferenciados – de até 3,4% ao ano.

A facilidade de pagar a universidade faz com que muitos jovens ingressem nas universidades particulares. “Vale lembrar que além da faculdade, você precisa ter um bom português e outras habilidades determinantes para conseguir destaque no mercado de trabalho atual”, diz Rogério Olegário do Carmo, Consultor Financeiro Pessoal e diretor executivo da Libratta Finanças Pessoais.

Estimativas
É possível que a cada ano mais jovens optem pelo financiamento para concluir o ensino superior. Cerca de 5 milhões de jovens brasileiros ingressaram nas universidades particulares, deste número cerca de 3 milhões optam pelo crédito estudantil. E o principal atrativo para topar essa dívida são os juros baixos e o período de carência depois do término da faculdade.

Juros
Como em qualquer outra dívida, é necessário saber o caminho que está percorrendo. “O juros do financiamento estudantil é baixo se comparado com a taxa de um financiamento de imóvel, automóvel ou cheque especial. Porém a comparação certa é com a taxa básica da economia”, afirma Rogério – a taxa Selic está hoje em 7,5% ao ano,

O ideal é que os juros tenham uma boa diferença com a Selic. Justamento pela inflação estar alta que é necessário pensar a longo prazo e estudar todas as possibilidades para pegar esse crédito. Por mais que a carência (18 meses após o término do curso) seja grande a economia oscila e pode dificultar o pagamento de todas as parcelas.

Alternativas
Se tiver o sonho de ingressar num ensino superior já vá treinando a maturidade. As responsabilidades são cobradas de um jeito diferente na faculdade e, além disso, no período de aprendizado estará aperfeiçoando sua carreira profissional para o resto da sua vida.

Para evitar se meter num financiamento, há alguns caminhos alternativos, como encontrar uma faculdade mais barata, tentar entrar em uma universidade pública, trabalhar junto da universidade, diminuir os gastos da família e até negociar uma bolsa de estudos. “Leve o ensino superior a sério e estude!”, diz Rogério Olegário do Carmo, Consultor Financeiro Pessoal e diretor executivo da Libratta Finanças Pessoais.

Empréstimo feito
Se depois de todas as informações e cálculos ainda optar pelo financiamento estudantil, sua vida vai precisar mudar. “Eu não indico fazer o crédito estudantil, mas se não tiver alternativa faça o possível para não arrumar outra dívida”, indica Rogério. Então já sabe né? Nada de fazer novos crediários, como financiar um carro e a viagem de férias. Leve o ensino superior a sério e se diferencie dos demais.

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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