FoMo: como o que você segue nas redes sociais impacta suas finanças

23 de julho de 2018 - Por

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Seja sincera: quantas vezes você quis ou já comprou um item de alguma influenciadora do seu Instagram? Ou ficou triste por ver a vida, digamos luxuosa, dos seus amigos nas redes sociais? Pois isso tem um nome: FoMo, ou Fear of Missing Out (medo de estar perdendo algo, em tradução livre). E o pior, esse medo pode impactar, e muito, as suas finanças.

O termo FoMo foi criado em 2000 pelo estrategista em marketing norte-americano Dan Herman. Seria aquela sensação de aflição, ansiedade e até angústia de quando você abre as redes sociais e vê seus amigos em um evento que você não foi convidada, ou uma nova tendência que todo mundo aderiu e você não tinha conhecimento.

Em alguns casos, esse sentimento influencia diretamente os hábitos de consumo dos internautas. Isso porque o mundo virtual ajuda a desenvolver ainda mais a necessidade de ser aceita, amada e admirada, traços naturais do ser humano. Pois saiba que as indústrias têm consciência disso e utilizam essa condição para alavancar suas vendas.

“As pessoas seguem as vidas que desejam. O grande problema é que um perfil de lifestyle (comum em influenciadores digitais) também é um palco. Então se trata de uma comparação desleal entre uma vida real e um palco virtual, o que gera infinitas frustrações. Podemos tentar estar lá no mesmo cenário paradisíaco em que se encontra o influenciador, mas certamente nem de longe será a overdose ininterrupta de prazer, como foi apresentada na rede”, comenta Márcia Jorge, personal stylist, que vai contra essa onda do consumismo e defende o uso da moda e da imagem para melhorar a qualidade de vida e a autoestima.

Perfis que te fazem gastar, gastar e gastar

Toda essa influência a qual estamos expostas diariamente nas redes sociais impacta diretamente na parte mais sensível da história: o seu bolso. É assim que funciona o marketing de vendas, que te faz sentir necessidade de ter aquilo que é mostrado, mesmo que você não precise daquele item. Isso resulta em cartões de crédito estourados e contas vermelhas ao final do mês.

“Vivemos uma época em que não há a supervalorização do ter, mas de ter o do momento. Tanto faz ter 400 pares de sapato. Agora, ter 400 pares de sapatos que acabaram de ser lançados e foram usados por alguma famosa, transforma essa pessoa que tem esse item em referência, a quem seguir e admirar dentro do sistema de valores vigente. Mas só por alguns dias, enquanto não aparecer outra moda”, ressalta a especialista.

Para que isso não te atinja de forma tão contundente, é fundamental buscar formas de praticar o consumo consciente, se libertar das amarras da indústria e procurar ter apenas o que você necessita. Para isso, pergunte a si mesma o tempo todo sobre quais os argumentos contidos em cada compra.

Se as respostas forem que você tem a necessidade de comprar este item pela falta que sente em não tê-lo ou para suprir a sua necessidade de ser aceita e amada, você está indo pelo caminho errado. Filtre tudo com a seguinte pergunta: o que isto está acrescentando para melhorar a minha vida e a vida das pessoas que estão à minha volta?

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Redes sociais: nem tudo que é postado é a realidade

Sabe aqueles perfis de pessoas simpáticas, comunicativas, que ganham presentes (os ‘recebidos do dia’) de marcas famosas e têm milhares de seguidores? Eles são exemplos claros de como o FoMo funciona. Ao ver uma viagem de uma influenciadora digital para o exterior, por exemplo, faz aflorar em seus seguidores a vontade de estar ali, na mesma situação que ela. Mesmo que essa não seja a realidade da vida da própria influenciadora e a viagem seja fruto de um patrocínio ou meramente uma publicidade, ou seja, é o trabalho dela.

Esse sentimento de desejo por uma vida que não é a sua reflete diretamente no seu mundo offline. “Nunca antes na história tantas pessoas ficaram insatisfeitas com a própria realidade como hoje em dia. E não estou falando da insatisfação que impulsiona para a saída da zona de conforto, para crescer e melhorar, e sim de um quadro de insatisfação que mina o amor próprio”, pontua a personal stylist.

Muita gente já tem consciência do mal que isso pode causar, principalmente em relação à autoestima. Prova disso é que já existe a expressão ‘unfollow terapêutico’, que significa abrir mão de visitar e seguir perfis que, de alguma forma, provoquem essa angústia. Entretanto, para que esse mundo digital não te atinja com tanta intensidade, é fundamental olhar para dentro de si, revisitar os próprios valores e concentrar-se na própria busca de conhecer o que realmente te traz felicidade e satisfação.

Fotos: Fotolia

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Gabriella Bertoni
Gabriella Bertoni
Repórter, produz matérias para o Finanças Femininas. Apaixonada por livros e por contar histórias, é recém-chegada em São Paulo e ainda está completamente perdida, mas adorando a cidade.
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