Forte alta nas ações dos bancos impulsionam Ibovespa que subiu 2,51%

8 de outubro de 2020 - Por

Forte alta nas ações dos bancos impulsionam Ibovespa que subiu 2,51%

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: + 2,51% (97.919,73 pontos)
Dólar: – 0,68% (R$ 5,58)
Casos de coronavírus: 5.006.528 confirmados e 148.449 mortes*

Resumo:

  • Exterior e grandes bancos impulsionam Ibovespa;
  • Setor varejista registra a quarta alta seguida; aumento da renda e preço dos alimentos justificam crescimento;
  • Quase metade das mulheres já sofreram assédio sexual no trabalho; apenas 5% reportaram o caso ao RH da empresa.

O risco fiscal ainda é motivo de preocupação para os investidores – visto que o senador Márcio Bittar adiou a apresentação do novo Renda Cidadã para depois das eleições municipais –, mas só por hoje foi colocado para escanteio e o Ibovespa encerrou o pregão desta quinta-feira (8) com alta de 2,51% aos 97.919,73 pontos. O movimento foi impulsionado pela forte valorização das ações dos grandes bancos – Itaú, Santander, Bradesco e Banco do Brasil –, após a divulgação do relatório feito por analistas do banco UBS BB.

O documento sinalizou a possibilidade do setor apresentar aumento de 16% nos lucros no terceiro trimestre em comparação ao período anterior. A perspectiva fez as ações do Santander avançaram 8,11%, enquanto Itaú subiu 6,04%, Bradesco valorizou 5,67% e Banco do Brasil avançou 4,83%.

No exterior, a continuação das negociações com a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, para aprovar um pacote de estímulos para a economia dos Estados Unidos também refletiu positivamente no mercado brasileiro.

Nesta quinta, o dólar comercial fechou em queda de 0,68%, aos R$ 5,5881. Na semana, acumula desvalorização de 1,42%.

Vendas no setor varejista crescem e atingem o maior patamar em 20 anos

O comércio varejista cresceu 3,4% em agosto, na comparação com julho. É a quarta alta mensal consecutiva, atingindo o maior patamar de vendas em 20 anos e ficando 2,6% acima do nível anterior, de outubro de 2014. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada nesta quinta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“O varejo em abril teve o pior momento, com o indicador se situando 18,7% abaixo do nível de fevereiro, período pré-pandemia. Esses números foram sendo rebatidos nos meses seguintes, até que em agosto o setor ficou 8,2% acima de fevereiro”, justifica Cristiano Santos, gerente da pesquisa.

Na avaliação de Santos, o desempenho do varejo está relacionado ao aumento da renda com o auxílio emergencial disponibilizado pelo governo e a inflação dos alimentos. Para se ter uma ideia, o setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo recuou 2,2% de julho para agosto com a alta dos preços.

Forte alta nas ações dos bancos impulsionam Ibovespa que subiu 2,51%

Entre julho e agosto, cinco das oito atividades pesquisadas tiveram alta. O setor de tecidos, vestuário e calçados cresceu 30,5%, artigos de uso pessoal e doméstico (10,4%), móveis e eletrodomésticos (4,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,5%) e combustíveis e lubrificantes (1,3%).

Já os setores que apresentaram queda são produtos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-1,2%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-24,7%).

47% das mulheres já sofreu assédio sexual no trabalho; 52% são mulheres negras

O levantamento realizado pelo LinkedIn e a consultoria de inovação social Think Eva revelou que 47% das mulheres já sofreu algum assédio sexual no trabalho. A pesquisa online ouviu 414 profissionais em todo o país. Entre as entrevistadas, 15% pediram demissão após o assédio.

Segundo o documento, a desigualdade social e de raça provoca uma maior suscetibilidade a trabalhos precarizados e, por consequência, à violação de direitos.

Por essa razão, a maioria das entrevistadas que já sofreram assédio sexual no ambiente de trabalho são mulheres negras (52%) com remuneração entre dois e seis salários mínimos (49%). A maior concentração de relatos está na região Norte (63%) e Centro-Oeste (55%).

“A hiperssexualização do corpo da mulher é, historicamente, um símbolo das narrativas que compõem a publicidade, filmes e novelas brasileiras. Portanto, a coisificação do corpo feminino faz parte do imaginário e da cultura nacional”, diz o documento. “Este é mais um aspecto que atinge mulheres negras de forma particular, já que o corpo negro foi desumanizado, visto como reprodutor e objeto sexual por séculos”.

As mulheres que ocupam posições mais altas também sofrem com essa violência. Entre as profissionais ouvidas que declararam desempenhar a função de gerente, 60% afirmaram que terem sido vítimas de assédio. No caso de diretoras, o percentual é de 55%.

As dificuldades para denunciar

Apenas 5% das mulheres que sofreram assédio reportaram o caso para o departamento de RH das empresas. O baixo índice de denúncias está relacionado ao senso de impunidade, ineficiência de políticas internas e ao medo, além do sentimento de culpa pelo assédio sofrido.

Infelizmente, a sociedade não tem uma estrutura adequada que nos permita denunciar as violências infligidas contra nós. Há inúmeros casos de mulheres que ousaram falar e tiveram sua credibilidade questionada.

As entrevistadas relataram que a maior barreira para a denúncia é a impunidade: 78,4% delas acreditam que nada de fato acontecerá caso denunciem o crime dentro das corporações em que trabalham. O descaso com que as pessoas tratam os casos de assédio e o medo da exposição também são obstáculos para que 64% das mulheres não denunciem.

Já a sensação de impotência faz com que o silêncio e a solidão sejam os resultados mais recorrentes. Por isso, metades das mulheres prefere dividir a situação apenas com pessoas próximas e 15% optam pela demissão.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Carol Nogueira
Carol Nogueira
Repórter do Finanças Femininas, fã de David Bowie e John Coltrane. Passa o tempo livre pesquisando textos da Sylvia Plath e assistindo séries na Netflix.
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