Fórum Econômico Mundial: como o trabalho de avós está salvando pessoas no Zimbábue

24 de janeiro de 2019 - Por

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A cidade de Davos, na Suíça, esteve entre os assuntos mais falados no Brasil nos últimos dias, tendo em vista as declarações rasas e sucintas do presidente Jair Bolsonaro durante o Fórum Econômico Mundial. E se a comitiva brasileira deixou uma impressão decepcionante para a comunidade internacional, o mesmo não se pode dizer de outros países. É o caso do Zimbábue, que levou um case inspirador sobre uma alternativa para cuidar da saúde mental da população. Grupos de avós daquele país estão ajudando a população a enfrentar problemas como depressão e outras doenças mentais similares.

De acordo com dados do Fórum Econômico Mundial, o país africano tem menos de um psiquiatra para cada 1 milhão de pessoas. Além disso, um a cada quatro zimbabuenses sofre de algum tipo de transtorno mental. Há ainda um fator que deve ser considerado: cerca de 13,5% da população possui HIV, o que aumenta a propensão a algum tipo de transtorno mental, ainda de acordo com o Fórum.

Alternativa pela sabedoria das avós

O abismo entre a quantidade de psiquiatras atuantes e o tamanho da população sem acesso a tratamento demandou a criação de uma solução emergencial. E foi então que surgiu a iniciativa de criar os grupos de avós. Formado por mulheres respeitadas pela comunidade daquele país, o grupo foi orientado por pesquisadores da Universidade do Zimbábue para que pudesse dar assistência à população.

Foram criados os chamados “Bancos da Amizade”, locais abertos em que a avós se colocam à disposição para dialogar com pessoas necessitadas de assistência. Durante essas sessões, elas trabalham maneiras de superar e lidar com problemas do cotidiano. Tendo em vista a sabedoria e experiência de vida das senhoras, seus aconselhamentos costumam surtir grande efeito entre os assistidos, segundo boletim do Fórum Econômico Mundial.

Os pilares abordados nas conversas são: abertura da mente, edificação e fortalecimento. As sessões duram entre 30 e 45 minutos e são feitas continuamente, sempre focando em evoluir em relação à conversa anterior. Além disso, há o cuidado de não sugerir nenhum tipo de diagnóstico médico, muito menos receitar medicações – que são impossíveis de serem custeadas para a maioria da população.

Conselho de avó que salva vidas

O trabalho vem sendo desenvolvido desde 2006 e vem rendendo frutos: crianças voltaram a frequentar a escola e provedores de famílias voltaram a trabalhar. Um estudo independente, inclusive, mostrou que o trabalho tem demonstrado resultados mais eficientes do que tratamento clínico convencional.

Hoje, já são 400 avós auxiliando 35 mil pessoas em 70 bancos ao redor do Zimbábue. Com esse exemplo, o Fórum pretende ampliar o trabalho em outras localidades do mundo. Atualmente, o modelo já é testado experimentalmente nos Estados Unidos, de acordo com informações da BBC.

Publicado originalmente no site do Fórum Econômico Mundial.

Fotos: Reprodução/WEForum.org

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