Gerente de banco – dá pra confiar?

21 de novembro de 2018 - Por

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Ele ou ela é uma pessoa agradável, ajuda a resolver seus problemas e tem um jeito de falar mansinho. Trabalha sempre de roupa social e tem uma longa fila de gene que quer conversar com eles. Além do mais, esbanja simpatia e sorrisos. Sabe quem é esta pessoa? Seu gerente de banco!

Quando temos algum problema bancário, a primeira pessoa que buscamos ajuda são eles. Sempre que podem, tentam oferecer um pacote interessante ou uma nova possibilidade de investimento. E aí, dá pra confiar? Ligue seu radar e fique esperta com as nossas dicas sobre essa relação.

1 – Conversa boa

Quando nos sentamos em frente ao gerente do banco, normalmente a conversa é boa e descontraída. Ele faz ligações necessárias e sempre resolve seu problema. Entre essas e outras, você acaba criando gosto pela “relação” que tem. O problema é quando você passa a acreditar que são amigos.

2 – Atingir metas

Independente do que o seu gerente te falar quando estiverem frente a frente, lembre-se que ele é um profissional e trabalha para uma empresa que lucra com o seu dinheiro. Pense bem antes de confiar em todas as indicações e ofertas, porque ele cumpre metas para vender determinados produtos e serviços do banco, que nem sempre são o que você precisa – na maioria das vezes, é o que ele precisa!

3 – Negociar investimentos

Esse é o maior risco na relação com um gerente de banco. Obviamente ele tem ofertas, pacotes e investimentos incríveis para você. Jamais confie 100%! Ele tem os seus próprios interesses e é instruído a vender aquelas aplicações que o chefe dele mandou. Por isso, na hora de investir, vale procurar um planejador financeiro independente que te ajude sem ter amarras com outros.

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O segredo nessa hora é ler o contrato do investimento atentamente, entender quais são as taxas cobradas, os riscos envolvidos e a liquidez da aplicação. Lembre-se da taxa de administração, que deve ser em torno de 1,5% para a maioria dos investimentos. Se cobrarem cerca de 3%, é furada. Mas ainda assim, pesquise: certas aplicações não tem taxa de administração, mas também não rendem nada…

4 – Segunda opinião

Se estiver se sentindo insegura, é hora de procurar uma segunda opinião. Leia, consulte uma amiga que entende de investimentos e relacione seu caso com o cenário econômico do país. Nunca feche nada apenas para agradar a outra parte. Pense primeiro em você!

Fotos: AdobeStock

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Carol Sandler
Carol Sandler é fundadora do Finanças Femininas, a maior plataforma online do Brasil de empoderamento feminino através da educação financeira. Apresenta o quadro "Carol, cadê meu dindin" semanalmente no programa SuperPoderosas, da TV Band. Autora do livro "Detox das Compras (Saraiva, 2017) e coautora do livro “Finanças Femininas – Como organizar suas contas, aprender a investir e realizar seus sonhos” (Saraiva, 2015), junto com o economista Samy Dana. Estudou Jornalismo na PUC-SP e Economia e Relações Internacionais no Institut d’Études Politiques de la France, em Paris. Colunista do site da revista CLAUDIA e do portal Tempo de Mulher.

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