Guedes diz que fica e Bolsa volta aos 102 mil pontos

18 de agosto de 2020 - Por

Guedes diz que fica e Bolsa volta aos 102 mil pontos

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +2,48% (102.065 pontos)

Dólar: -0,5% (R$ 5,46)

Casos de coronavírus: 3.370.262 confirmados e 108.900 mortes*

Resumo:

  • Guedes diz que ele e o teto de gastos ficam, aliviando o mercado financeiro;
  • Bolsa fecha com 69 das 75 empresas listadas no azul;
  • para FGV, PIB tomba 8,7% no 2º semestre; ministério da Economia estima até 10% de queda;
  • pandemia provocou prejuízo para 4 em cada 10 empresas em julho, diz IBGE.

Esta terça-feira (18) foi mais um “dia do Fico” na equipe de Jair Bolsonaro – desta vez, do ministro da Economia, Paulo Guedes. A sinalização acalmou o mercado financeiro e ajudou a Bolsa a fechar no positivo, voltando à casa dos 102 mil.

Conforme contamos ontem (17), o Ibovespa – principal índice da B3 – sofreu forte queda depois da percepção de que Bolsonaro estaria “fritando” Guedes. Ainda na noite de segunda-feira, os dois se reuniram e, depois disso, Guedes declarou à imprensa que haverá um remanejamento de recursos. “Estamos vendo o que pode ser remanejado”, disse.

Diante desses acontecimentos, o mercado financeiro já começou a terça-feira no pique. Ao final do dia, 69 das 75 empresas listadas na Bolsa fecharam no azul.

Com tantas notícias no cenário interno, a tensão entre China e Estados Unidos acabaram em segundo plano no mercado financeiro nacional. Porém, segue pautando os pregões no Oriente. Em um novo capítulo, a Casa Branca determinou que, a partir de agora, qualquer empresa (americana ou não) precisará da autorização do governo estadunidense para vender chips com tecnologia americana à Huawei. A gigante da tecnologia chinesa é acusada de espionagem pelos EUA.

Guedes diz que fica e Bolsa volta aos 102 mil pontos

Para FGV, PIB tomba 8,7% no 2º semestre; ministério da Economia estima até 10% de queda

De acordo com o Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV), a atividade econômica no Brasil retraiu 8,7% no 2º trimestre ante ao 1º trimestre do ano, considerando a série dessazonalizada – ou seja, sem “compensar” as diferenças entre os dois períodos.

“O resultado da economia no 2º trimestre foi o pior já vivenciado pelo país desde 1980″, comentou Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB, em comentário no relatório.

Ainda nesta terça-feira, a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia divulgou sua estimativa para o PIB do 2º trimestre: contração em torno de 8 a 10% ante ao trimestre anterior. Caso se confirme, a queda daria início à chamada “recessão técnica”, que acontece quando a atividade econômica cai por dois trimestres consecutivos.

Lembrando que o resultado oficial do Produto Interno Bruto do 2º trimestre será divulgado apenas em 1º de setembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Pandemia provocou prejuízo para 4 em cada 10 empresas em julho, diz IBGE

Os efeitos da pandemia do coronavírus causaram algum prejuízo em cerca de quatro em cada 10 empresas que estavam em funcionamento na primeira quinzena de julho, de acordo com levantamento divulgado neste terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Foram, mais precisamente, 44,8% das 2,8 milhões de empresas em funcionamento na primeira quinzena de julho. Para 28,2%, os efeitos foram pequenos ou inexistentes. Já 27% afirmaram que a pandemia teve efeito positivo nos negócios.

“Ainda há uma grande incidência de impacto negativo, mas já começamos a perceber uma melhora, visto que, na quinzena anterior, o impacto negativo atingiu 62,4% das empresas. A diferença para as quinzenas anteriores é a maior incidência de empresas que relataram efeitos pequenos ou inexistentes e as que relataram efeitos positivos, que, juntas, somam um percentual maior do que as que relataram efeitos negativos”, analisou o coordenador de Pesquisas Conjunturais em Empresas do IBGE, Flávio Magheli.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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