Ibovespa pega carona no otimismo da Europa e EUA e fecha em alta

5 de maio de 2020 - Por

Ibovespa pega carona no otimismo da Europa e EUA e fecha em alta

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Esse texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +0,75% (79.470 pts)

Dólar: +1,23% (R$ 5,59)

Casos de coronavírus: 114.715 confirmados e 7.921 óbitos (Ministério da Saúde)*

Resumo:

  • Ibovespa pega carona nas bolsas globais e fecha em alta;
  • apesar do otimismo vindo do exterior, mercado financeiro no Brasil ainda lida com incertezas do cenário político;
  • produção industrial cai 9,1% e tem pior março desde 2002;
  • governo lança ferramenta para trabalhador saber porque não recebeu o auxílio emergencial;
  • inadimplência na conta de luz sobe de 3% para 12%.

Ao contrário do tombo do pregão de ontem – causado pela tensão entre EUA e China –, o Ibovespa pegou carona no otimismo que alcançou as bolsas globais. Existe grande expectativa pelo afrouxamento da quarentena em 31 dos 50 estados americanos e em países da Europa, entre eles Itália, Espanha e Alemanha.

É como se, lá fora, o mercado financeiro acreditasse que o pior já passou e esteja pronto para a retomada econômica, com os setores de indústria, comércio e serviço voltando a faturar com o coronavírus dando uma aparente trégua.

O Brasil ainda está distante dessa realidade. As taxas de isolamento nas cidades estão cada vez menores e os hospitais de diversas capitais estão próximas do colapso, incluindo São Luís (MA) e região metropolitana, onde o governador Flávio Dino determinou lockdown.

O governo também enfrenta intempéries políticas ainda por conta das acusações do ex-ministro Sérgio Moro ao presidente Jair Bolsonaro. Correram, ainda, rumores de que Bolsonaro trocaria comando do Exército, causando mal-estar na cúpula das Forças Armadas.

Coronavírus: produção industrial cai 9,1% e tem pior março desde 2002

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (5) dados sobre a produção industrial brasileira, que apontam tombo de 9,1% em março, em comparação a fevereiro.

Ibovespa pega carona no otimismo da Europa e EUA e fecha em alta

Este é o pior resultado para meses de março desde 2002, quando se iniciou a série histórica. Também trata-se da maior queda mensal desde maio de 2018 (-11%), quando o setor amargou as paralisações vindas da greve dos caminhoneiros.

O resultado mostra o impacto causado pela pandemia do coronavírus na economia. “O que a gente observa é que houve uma força maior das consequências do isolamento social no final do mês, com um número maior de plantas industriais concedendo férias coletivas e interrompendo a sua produção”, afirmou o gerente da pesquisa André Macedo ao G1.

Em relatório, a Guide Investimentos avalia que o resultado confirma as projeções mais pessimistas para a indústria.

Por que você precisa saber? A queda da produção da indústria afeta direta e indiretamente a quantidade de vagas de emprego. Segundo Macedo, aumentou o número de plantas industriais interrompendo sua produção, o que é preocupante e mostra que os efeitos da pandemia serão profundos, especialmente nos estratos menos privilegiados da população.

Não recebeu o auxílio emergencial? Governo lança ferramenta para trabalhadora saber o motivo

Além do portal e do aplicativo da Caixa, quem se cadastrou para receber o auxílio emergencial poderá acompanhar seu pedido por meio dos seguintes endereços: www.cidadania.gov.br/consultaauxilio e https://consultaauxilio.dataprev.gov.br

As plataformas, lançadas nesta terça-feira (5), informarão detalhes dos pedidos, incluindo datas de recebimento, resultados e, se for o caso, motivação da negativa do benefício. Brasileiros que se cadastraram pela segunda vez também poderão acompanhar a análise por meio destas plataformas.

Por que você precisa saber? Boa parte das reclamações – e filas quilométricas na porta de agências da Caixa Econômica Federal – vinha da incerteza sobre o auxílio emergencial. Quando o governo age com transparência e dá as informações que a população precisa de forma organizada, também colabora para que você não precise sair da sua casa apenas para ter uma informação ou fique a ver navios, sem saber se o auxílio virá para ajudar nas contas de casa.

Na pandemia, inadimplência na conta de luz sobe de 3% para 12%

Com o dinheiro curto – reflexo da pandemia do coronavírus –, o número de famílias que deixaram de pagar a conta de luz aumentou. O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, afirmou nesta terça (5) que, nos últimos 30 dias, a inadimplência dos cidadãos que consomem energia elétrica bateu 12%. Um salto de 9%, se considerarmos que, historicamente, a taxa gira em torno de 3%.

Uma medida tomada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em março proibiu o corte no fornecimento de energia por falta de pagamento das contas de luz por 90 dias – portanto, até o fim de julho.

Por que você precisa saber? Diante da dificuldade em lidar com todas as contas, é natural que as famílias escolham quais boletos pagarão. Apenas fique atenta: não se sabe como a Aneel lidará com a questão da inadimplência ao final do período de 90 dias.

*Até o fechamento do texto.

Matéria atualizada dia 05/05/2020 às 19h45 para incluir novos casos e corrigir a fonte dos dados.

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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