Ibovespa ultrapassa a marca de 90 mil pontos pela primeira vez desde março

2 de junho de 2020 - Por

Bolsa fecha em alta e tem melhor resultado desde março

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +2,74% (91.046 pontos)

Dólar: -3,23% (R$ 5,21)

Casos de coronavírus: 539.045 confirmados e 30.486 óbitos*

Resumo:

  • Reabertura da economia na Europa aquece bolsas do mundo inteiro;
  • Ibovespa pega carona e ultrapassa a marca de 90 mil pontos pela primeira vez desde março;
  • Brasil ultrapassa a marca de 30 mil mortes por coronavírus;
  • clientes quase quintuplicam renegociações de dívidas com bancos em menos de dois meses;
  • demanda por crédito tem recuo recorde de 25,7% em abril, aponta Serasa Experian;
  • Caixa libera saques e transferências da 2ª parcela do Auxílio Emergencial para nascidos em março.

Os tradicionais cafés reabrindo em Paris anunciam o principal motivo para o otimismo na Bolsa nesta terça-feira (2): a reabertura da economia na Europa, depois de semanas fechada por causa da quarentena.

Com os olhos voltados à reabertura, as bolsas da zona do Euro e dos Estados Unidos acabaram focando na expectativa de recuperação econômica, em vez dos protestos antirracistas que acontece nos Estados Unidos desde a morte de George Floyd, homem negro asfixiado pela polícia na cidade de Minneapolis, nos EUA.

A tendência guiou o Ibovespa, ajudando o índice a ultrapassar os 90 mil pontos depois de um bom tempo sem chegar a esta marca – a última vez que o índice fechou acima deste patamar em 10 de março, quando a Bolsa encerrou o dia em 92.214,47 pontos. Representando mais de 15% das ações na B3, os bancos também ajudaram a elevar o Ibovespa nesta terça.

O desempenho do Ibovespa não reflete, no entanto, o estado da economia brasileira. Na semana passada, tivemos a notícia de que o Produto Interno Bruto (PIB) trimestral brasileiro registrou queda de 1,5%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já o dólar fechou em forte queda. Além do clima de otimismo global, o resultado foi influenciado pela atuação do Banco Central, que ontem (1º) vendeu US$ 530 milhões de suas reservas para aliviar a pressão no câmbio.

Na última segunda-feira, o Brasil ultrapassou as 30 mil mortes por coronavírus, segundo levantamento do G1 com dados das secretarias estaduais de Saúde.

Clientes quase quintuplicam renegociações de dívidas com bancos em menos de dois meses

Em pouco mais de um mês e meio, o volume de contratos renegociados nos bancos quase quintuplicou, de acordo com informações da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Os números mostram que as instituições financeiras renegociaram um total de R$ 550 bilhões em saldo devedor vindos de 9,7 milhões de acordos entre 1º de março e 22 de maio.

Bolsa fecha em alta e tem melhor resultado desde março

No último levantamento realizado, em 7 de abril, os bancos registravam 2 milhões de pedidos de renegociação de dívidas, o equivalente a R$ 200 bilhões.

Este é o resultado de uma medida anunciada pela Febraban em março, conforme noticiamos por aqui, que consiste em adiar os vencimentos de dívidas de pessoas físicas e micro e pequenas empresas por até 60 dias. Porém, como relatado nesta reportagem, muitas pessoas tiveram dificuldades em renegociar seus contratos, se deparando muitas vezes com condições nada favoráveis.

Demanda por crédito tem recuo recorde de 25,7% em abril, aponta Serasa Experian

A crise financeira provocada pela pandemia do coronavírus está fazendo o brasileiro repensar a tomada de crédito. Pelo menos é o que mostram dados da Serasa Experian, que apontam uma queda recorde de 25,7% na demanda por crédito em abril, em comparação ao mesmo mês de 2019.

Este foi o maior recuo mensal registrado em 12 anos. Já em relação a março, houve queda de 13,5%. O bureau avalia que os consumidores estão menos propensos a tomar crédito por conta do ambiente de incertezas e perda de renda. Essa tendência é ainda mais acentuada na camada dos brasileiros com renda mensal inferior a R$ 500, que apresentou redução de 27,5% na demanda por crédito.

Em entrevista à Agência Estado, o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi avalia que a prioridade do consumidor são os gastos de primeira necessidade, em vez de financiamentos de médio e longo prazo para adquirir bens como carros ou imóveis.

“As pessoas que não possuem uma reserva financeira e dependem de sua renda mensal para sobreviver estão menos dispostas a adquirir despesas futuras, pois não têm segurança para arcar com grandes compromissos financeiros”, disse.

Caixa libera saques e transferências da 2ª parcela do Auxílio Emergencial para nascidos em março

Seguindo o calendário, a Caixa Econômica Federal liberou nesta terça-feira os saques em dinheiro e transferências da segunda parcela do Auxílio Emergencial dos nascidos em março que tiveram o recurso depositado em poupanças sociais digitais do banco. Ao todo, são 2,7 milhões de trabalhadores que poderão movimentar o recurso a partir de hoje.

Até esta liberação, o trabalhador que recebeu o benefício via poupança social digital da Caixa podia apenas pagar contas, boletos e fazer compras por meio do cartão de débito virtual.

Na próxima quarta-feira (3), o banco liberará transferências e saques da poupança social digital para beneficiários nascidos em abril.

*Até o fechamento do texto. Fonte: G1, via levantamento feito junto às secretarias estaduais de saúde

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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