Inflação acumulada registra menor patamar desde julho de 2007

10 de maio de 2017 - Por

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A inflação oficial do País, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, apresentou alta de 0,14% em abril. O resultado ficou abaixo dos 0,25% de março e dos 0,61% registrados em abril do ano passado.

Com isso, o acumulado do ano está em 1,10% e, se analisados os últimos doze meses, registra 4,08% – menor taxa em 12 meses desde julho de 2007.

Confira os itens que tiveram maior variação de preço em abril.

O que ficou mais barato

A redução do IPCA entre março e abril se deu, principalmente, pela queda no preço da energia elétrica em 6,39%. Com isso, o grupo Habitação ficou 1,09% mais barato: queda mais expressiva do mês. O gás de cozinha, por outro lado, apresentou alta de 2,63%.

Outro forte impacto veio dos combustíveis, que ficaram 1,95% mais baratos no período (gasolina caiu 1,75% e etanol, 3,33%). O grupo Transportes, então, apresentou pequena queda de 0,06%. A redução só não foi maior pelo aumento de 15,48% nas passagens aéreas e de 0,69% nos ônibus urbanos.

No mês de abril, o grupo Artigos de Residência apresentou redução de 0,28% nos preços.

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O que ficou mais caro

Pelo outro lado, o grupo Saúde e Cuidados Pessoais foi o responsável pelo maior aumento do mês, de 1%, influenciado em grande parte pelos medicamentos, que subiram 1,95%.

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Alimentação e Bebidas apresentou alta de 0,58%. Entre os produtos que ficaram mais caros estão: tomate (29,02%), batata-inglesa (20,81%), cebola (6,03%), alho (4,83%), ovos (4,03%), café moído (2,65%), açaí (2,45%), suco de frutas (1,54%) e frango em pedaços (1,30%).

Já entre os produtos que ficaram mais baratos, se destacam: feijão preto (-8,29%), óleo de soja (-4,17%), chocolate em barra e bombom (-2,92%), açúcar cristal (-2,73%), azeite (-2,49%), arroz (-1,69%), feijão-carioca (-1,64%) e leite em pó (-0,84%).

Outros grupos que apresentaram alta foram Vestuário (0,48%) e Comunicação (0,55%).

Dois grupos subiram, mas com desaceleração em relação a março: Despesas Pessoais, de 0,52% no mês anterior para 0,09%, e Educação, de 0,95% para 0,03%.

 

Fotos: Shutterstock

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Mariana Ribeiro
Mariana Ribeiro
Jornalista com sotaque e alma do interior. Longe das finanças, passa o tempo atrás de música brasileira, rolês baratos e ônibus vazios. Acredita que o mundo seria outro se as pessoas tentassem se ver.
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