Inflação fica em 0,09% em março, mas frutas e gastos com saúde estão mais caros

Inflação fica em 0,09% em março, mas frutas e gastos com saúde estão mais caros

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do País, variou 0,09% em março – abaixo do resultado de fevereiro, que foi de 0,32% – informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (10).

O acumulado dos três meses deste ano foi de 0,70%. Esses são os menores níveis para um mês de março e para o acumulado no ano desde 1994, quando o Plano Real foi implantado. Já o acumulado dos últimos doze meses caiu para 2,68% – menor do que os 2,84% nos 12 meses imediatamente anteriores.

Transportes puxaram inflação para baixo

O grupo de Transportes teve deflação de 0,25% por conta da queda no preço de passagens aéreas (-15,42%) e dos combustíveis (-0,04%), com destaque para a gasolina, que está 0,19% mais barata, segundo o IBGE.

Também houve queda no grupo Comunicação por causa da redução nas tarifas das ligações locais e interurbanas, de fixo para móvel, que está valendo desde 25 de fevereiro.

Inflação nos alimentos

As frutas foram responsáveis pelo maior impacto individual no IPCA, com variação de 5,32%. Em fevereiro, o grupo Alimentação e bebidas havia sofrido queda de 0,33%, porém, teve aumento de 0,07% em março.

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Apesar deste resultado, a alimentação de consumo em casa registrou deflação em março (-0,18%) – resultado menos impactante do que o de fevereiro (-0,61%). Já quem come fora de casa deve tomar cuidado, pois a inflação para este grupamento acelerou, indo de 0,18% em fevereiro para 0,52% em março.

Para economizar, fique de olho nos alimentos que estão mais baratos:

  • Carnes: -1,18%
  • Tomate: -5,31%
  • Frango inteiro: -2,85%

O que mais ficou mais caro?

Sabemos que despesas com saúde e cuidados pessoais consomem boa parte do orçamento. O resultado do IPCA deste mês mostra que temos que ter ainda mais cuidado: o grupo Saúde e Cuidados Pessoais apresentou a maior variação do mês (0,48%). O principal culpado foi o item plano de saúde (1,06%).

Despesas com vestuário também pedem atenção, visto que este grupo teve variação de 0,33%. Já o grupo Educação teve inflação de 0,28%. No grupo Habitação, houve alta de 0,19%, impulsionada pelos reajustes de energia elétrica no Rio de Janeiro.

Fotos: Fotolia

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Ana Paula de Araujo

Ana Paula de Araujo

Repórter, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
Fale comigo! :) anapaula@financasfemininas.com.br

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