Mais cortes na Selic? Banco Central sinaliza que sim e Bolsa sobe

23 de junho de 2020 - Por

Mais cortes na Selic? Banco Central sinaliza que sim e Bolsa sobe

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Este texto faz parte da cobertura do Finanças Femininas para traduzir o que está acontecendo com o mercado financeiro durante a pandemia do coronavírus. Ajudamos você a se informar com uma linguagem simples, sem economês e sem pânico!

Ibovespa: +0,67% (95.975 pontos)

Dólar: -2,26% (R$ 5,15)

Casos de coronavírus: 1.117.430 confirmados e 51.502 mortes*

Resumo:

  • Ibovespa pega carona nas bolsas internacionais e fecha em alta; dólar cai;
  • Banco Central divulga ata da última reunião, que aponta espaço para mais cortes na Selic; notícia aumenta apetite a risco dos investidores;
  • OMC projeta tombo de 18,5% no comércio mundial no 2º trimestre;
  • Banco Central anuncia linha de crédito para micro, pequenas e médias empresas;
  • títulos atrelados à Selic representam metade das vendas no Tesouro Direto em maio.

Acompanhando a maioria das bolsas de valores do mundo, o Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira (23). O empurrãozinho foi internacional: Europa e Estados Unidos mostraram dados econômicos que surpreenderam positivamente os investidores. Além disso, Donald Trump, presidente dos EUA, confirmou em seu Twitter que o acordo comercial tecido com a China continua “totalmente intacto”.

Um dos dados animadores foi o índice de gerente de compras (PMIs, na sigla em inglês) de junho da zona do Euro, que ficou em 47,5 pontos – abaixo do patamar de 50 pontos que indicam expansão da atividade econômica e que sinalizam, desta forma, que a contração continua. No entanto, o dado veio bastante acima da expectativa do mercado, que era de 42,4 pontos. O resultado foi bem recebido pelo mercado.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) divulgou a ata da última reunião nesta manhã. O documento indicou há espaço para novos cortes na Selic, mesmo que pequenos, o que levou mais investidores a procurarem o mercado de renda variável. O mercado passou a esperar um novo corte da Selic, desta vez de 0,25 ponto porcentual, na próxima reunião do Copom.

Apesar da onda de boas novas do dia, o mercado segue de olho em uma possível segunda onda do coronavírus, especialmente porque elas estão nascendo em grandes economias, como Alemanha, Estados Unidos e China. O caso Queiroz também segue no radar.

OMC projeta tombo de 18,5% no comércio mundial no 2º trimestre

OMC projeta tombo de 18,5% no comércio mundial no 2º trimestre

A pandemia do coronavírus provocará um retrocesso histórico de 18,5% no comércio mundial no segundo trimestre do ano, aponta previsão da Organização Mundial do Comércio (OMC) divulgada nesta terça-feira.

“O colapso do comércio que assistimos atualmente atinge níveis históricos. De fato é o mais pronunciado do qual temos conhecimento”, disse o diretor geral da OMC, o brasileiro Roberto Azevêdo, no comunicado.

No entanto, a “reação rápida dos governos” ajudará a queda no ano a ser menos grave do que o esperado. Em abril, a OMC projetou que o comércio global sofreria um tombo de até 32% em 2020.

A instituição não estabeleceu novas projeções para 2020 e 2021. No comunicado, diz apenas que, “para que a produção e o comércio se recuperem com força em 2021, as políticas fiscal, monetária e comercial deverão manter o estímulo conjunto na mesma direção.”

Banco Central anuncia linha de crédito para micro, pequenas e médias empresas

Conforme comentamos aqui, tomar crédito durante a pandemia vem sendo uma grande dificuldade para os micro, pequenos e médios empreendedores. Para tentar resolver essa situação, o Banco Central autorizou, nesta terça-feira, que os bancos descontem do chamado compulsório os valores emprestados para empresas cujo faturamento anual seja de até R$ 50 milhões.

Compulsório é o nome dado à parte do dinheiro depositada nas contas dos clientes e que os bancos são obrigados a manter no Banco Central, sem uso.

Com a nova medida, os valores de empréstimo para capital de giro concedidos a essas empresas poderão ser deduzidos do recolhimento compulsório, o que estimula novos empréstimos.

O BC afirma que a medida tem potencial para liberar até R$ 55,8 bilhões em crédito para empresas beneficiadas.

Títulos atrelados à Selic representam metade das vendas no Tesouro Direto em maio

O Tesouro Direto registrou, pelo segundo mês consecutivo, mais investimentos do que resgates. Foram R$ 2,125 bilhões em vendas e R$ 1,365,4 milhões em resgates. Com isso, a emissão líquida de títulos foi de R$ 759,9 milhões em maio, informou o Tesouro Nacional.

De acordo com o Tesouro, os títulos mais queridos pelos investidores no mês foram aqueles indexados à taxa Selic – o chamado Tesouro Selic –, que representaram 50,2% das vendas no período, ou R$ 1,07 bilhão. Em segundo lugar estão os títulos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais), que somaram vendas de R$ 629 milhões (29,6% do total). Já os títulos prefixados (Tesouro Prefixado e Tesouro Prefixado com Juros Semestrais) totalizaram R$ 429 milhões em vendas, ou 20,2% do total.

*Até o fechamento do texto. Fonte: levantamento feito por jornalistas de G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde

Fotos: AdobeStock

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Ana Paula de Araujo
Ana Paula de Araujo
Repórter e produtora, produz o conteúdo multimídia do Finanças Femininas e é fã da Mulher Maravilha. Divide a vida de jornalista com a de musicista e tenta ajudar o máximo de pessoas nas duas profissões.
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