Me separei, e agora?

1 de julho de 2015 - Por

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Olá, meninas! Estreia hoje a coluna Vida Que Segue, feita pela empresária Thais Mucher e a advogada Eugênia Zarenczanski, responsáveis pelo ISeparei. Uma vez por mês elas falarão sobre temas relacionados ao processo de separação. 

Quando nos casamos e resolvemos constituir uma família com a pessoa amada, a intenção é ficar juntos para sempre. Mas e quando isso não acontece? Existem inúmeros motivos que levam um relacionamento a não dar certo: o casal desenvolve interesses conflitantes, ciúme excessivo, perda do interesse sexual no parceiro, infidelidade e, principalmente, falta de diálogo e respeito. Quando o relacionamento atinge o ponto onde não há mais diálogo, amor, respeito e admiração entre os cônjuges, e um deles, ou ambos decidem que o relacionamento é irreconciliável, a separação é um dos caminhos mais saudáveis. A separação é um ato difícil que requer muita coragem, determinação e, acima de tudo, cabeça fria. Ela representa acordar do sonho de amor eterno; superar as frustrações; o desgaste emocional; as pressões familiares, religiosas e sociais; a tristeza de ver alguém que já foi tão amado partir. Os dias que seguem a separação são terríveis, além de todo lado emocional, tem a questão burocrática….Divisão de bens, pensão, guarda dos filhos.

processo-separacao Dizem que o divórcio é uma saída de quem desiste de tentar e, exatamente ao contrário, é um grande desafio para conseguir equilibrar as emoções e determinar os direitos e obrigações de ambos. O divórcio pode ser Litigioso ou Consensual. A litigação acontece quando não há acordo entre as partes quanto às cláusulas do divórcio, levando a um processo judicial: o Juiz decide por sentença. Por outro lado, quando as partes de comum acordo estabelecem as cláusulas do divórcio, elas podem requerer ao Juiz a homologação ou, quando não há incapazes, bens a partilhar ou filhos menores, podem simplesmente levar ao Cartório. Um dos meios muito utilizados para negociar um divórcio amigável é a Mediação Familiar – meio extrajudicial (fora do Poder Judiciário) – onde o Mediador, um facilitador imparcial e independente, auxilia os envolvidos a construírem opções possíveis e satisfatórias para todos. Mesmo após a separação, quando há filhos, o ideal é que o casal mantenha uma boa relação, pois são eles as maiores vítimas do conflito entre os pais. Como disse o Papa Francisco, muitas vezes a separação é um ato moralmente necessário e até a igreja pode rever a questão do divórcio.

** ** Ficou com alguma dúvida? Quer contar sua história? Entre em contato conosco no ISeparei. A empresária Thais Mucher e a advogada Eugênia Zarenczanski conversam diretamente com mulheres que estão passando pelo fim de um relacionamento. Além de dicas e reflexões que dão apoio emocional e conforto psicológico, trazem também conselhos legais para auxiliar de forma prática.

Se você tem alguma dúvida sobre sua vida financeira ou uma boa história sobre dinheiro para contar pra gente, mande um e-mail!

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